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Arquivo da Categoria ‘Rock’
05 jul

Pela união de seus poderes…

Este post será extenso, para compensar o meu frequente hiatus de posts.

Fiz uma seleção de bandas que tiveram a união de alguns de seus membros para criarem um “supergrupo”, dentro do gênero de post-hardcore. Aliás, já deixo claro que não consegui mencionar TODAS as bandas, porque, PQP, eita povo pra ter projetos paralelos…

Craig Owens (vocal) e Matt Goddard (baixista) eram ambos do Chiodos, uma banda de post-hardcore formada em 2001 em Davison, Michigan. No entanto Craig não está na banda desde 2009, quando foi demitido, pois os demais integrantes achavam que ele não se dedicava à banda e passava tempo demais com seus projetos solos. O último álbum, que foi lançado em 2007 e entitulado “Bone Pallace Ballet” chegou a ter uma de suas faixas no Billboard 200 e alcançou o primeiro lugar do Top Independent Albuns.

No entanto Craig Owens também participou de outros projetos, como o excelente Cinematic Sunrise, junto com Nick Martin (guitarra e screamo). Cinematic Sunrise foi formada na primavera de 2005, com um som diferenciado do post-hardcore do Chiodos, sendo mais voltado para um pop-punk e pop-rock, e faleceu em dezembro de 2009.

O outro projeto de Craig é a banda The Sound of Animals Fighting que, inclusive, tem a participação de Anthony Green (Circa Survive e ex-Saosin), sendo que também é considerado um supergrupo pois consistia em 12 músicos diferentes. Eles lançaram uma trilogia de álbuns entre 2004 e 2008 e apresentaram somente 4 shows. Também lançaram um DVD. Belo projeto.

Jonny Craig (vocais, Emarosa e ex-Dance Gavin Dance). O Dance Gavin Dance é uma banda de post-hardcore formada em 2005 em Sacramento, CA. Jonny saiu em 2007 e até tentou retornar, mas os membros alegaram tensões e conflitos pessoais entre Jonny e os outros membros da banda, detalhando, inclusive, a dependência de Jonny do álcool e das drogas e sua incapacidade de aparecer aos shows nos horários agendados. No entanto estas tensões parecem estar resolvidas, pois até uma turnê do Dance Gavin Dance já foi feita com a Emarosa em 2009.

Emarosa (pronuncia-se “emma-RO-suh”), não é uma emo de rosa. É uma banda de post-hardcore formada por seis membros originária de Lexington, Kentucky, desde 2006. O primeiro EP de 2007, “This is your way out”, ainda não contava com o Jonny Craig nos vocais, tendo uma sonoridade meio diferente dos trabalhos seguintes da banda, como se pode ver nos CDs de  ”Relativity”, de 2008, e o recém lançado álbum “Self-titled”, de Junho/2010.

O Pierce The Veil possui os irmãos Fuentes no supergrupo, Vic Fuentes (vocal e guitarra) e Mike Fuentes (bateria e percussão). O Pierce The Veil foi formado em 1998 com o nome de Before Today e no outono de 2006 os irmãos Mike e Vic Fuentes mudaram o nome da banda para “Pierce the Veil”, que é título de uma de suas canções, e com esse novo nome eles lançaram seu segundo álbum intitulado “A Flair For The Dramatic”, em 2007.

Por fim, mas não menos importante, tem o Brian Southall (programação, guitarra e backing vocals) que tocava no The Receiving End of Sirens, que foi uma banda americana de post-hardcore, vinda de Boston, Massachusetts, formada em 2003 e teve seu fim em março de 2008.

E eis que todos esse povo que mencionei dessas bandas pecualiares e, pra mim, maravilhosas, se uniram para formar o Isles & Glaciers, que teve seu EP “The Hearts of Lonely People” lançado há pouco em março/2010.

E aí, valeu a pena eles se unirem? (:

02 jun

Surubando: The Black Keys – Brothers [2010]

Cá estou eu a inaugurar mais uma seção aqui no Suruba. Em cada Surubando você terá uma análise de um álbum de qualquer banda/cantor sob a visão de quem estiver escrevendo.

Chega de papo e vamos ao que interessa:

Esse ano o duo The Black Keys, lançou seu mais novo álbum: Brothers.

Estava ansioso para ouvir a continuação do trabalho deles depois de ouvir de cabo a rabo o ótimo Attack and Release. Neste novo álbum eles continuam com a acertada opção de incluir outros instrumentos, o que deve ser difícil fazer num show sem a ajuda de um time de bons músicos. Dá para percerber o amadurecimento musical dos caras nesse álbum, toda aquela rebeldia e energia que por vezes parecia desperdiçada por ser abundante, agora se transforma num som redondo, meticuloso e pensado. Não que eles perderam a mão ou deixaram de ser aqueles carinhas do ínicio quando eram uma banda de garagem, agora eles sabem dizer da forma que querem as coisas que querem, sem deixar de ser ácido, mas com aquele jeitinho de dor de cotovelo característico do blues.

Vamos às faixas: (Estão na ordem que meu iTunes diz que está)

1 – Everlasting Light – Uma ótima música para se começar um álbum. Os vocais de Dan Auerbach estão muito bons e empolgam.

2 – Next Girl – Blues sujão,acabou me lembrando de um um amigo idiota meu. Fala de um carinha decepcionado com sua ex e de como queria que fosse a próxima, nada igual à última.

3 – Tighten Up – A música de trabalho. Deixo a descrição por conta do ótimo clip (como de costume) abaixo:

4 – Howlin’ For You – Começa com um riff que lembra e rivaliza com o do guitarrista do The Dead Weather Dean Fertita, muito bem executada. Destaque para o lálálá bem interessante na música, além dos teclados.

5 – She’s Long Gone – Outro riff que cola na mente, destaque para a bateria simples mas cativante de Patrick Carney.

6 – Black Mud – Guitarras psicodélicas chamam para uma ótima oportunidade dos músicos mostrarem suas performances num instrumental viajante.

7 – The Only One – Mais uma música mais calminha, com vocais suaves emulando uma viajem de lsd (apesar de nem saber como é, imagino que seja assim).

8 – Too Afraid to Love You – Os teclados muito bem empregados fazem a diferença.

9 – Ten Cent Pistol – Outro blues gostoso de ouvir, destaque para o solo.

10 – Sinister Kid – A introdução não sei porque me lembrou de CAKE, talvez eu esteja ouvindo CAKE demais!

11 – The Go Getter – Uma que começa um tanto quanto sombria, mas logo se descobre que esse era o intuito deles e fica muito bom!

12 – I’m Not the One – Mais uma música bem iniciada com os teclados aliado a bons arranjos de guitarra, vocal mais bluezeiro do que nunca! Destaque para o coral.

13 – Unknown Brother – Música feliz para se ouvir no domingo, bebendo aquela cerveja na varanda e aquele calor sendo aplacado por uma leve brisa e esta música tocando ao fundo.

14 – Never Give You Up – Por um Gonna não se tornou o título da pegadinha da estação passada. Pegue essa música, insira numa rádio dos anos 60 e você não notaria a diferença das músicas da época: boas e cativantes.

15 – These Days – Uma música bem tranquila, uma ótima música para se despedir. Quase uma canção de ninar. Uma boa pedia para você dançar agarradinho com o seu amor.