É com muito orgulho que apresentamos nosso protopodcast, um apanhado de músicas que temos ouvido bastante, gostamos, nos é preciosa ou apenas queríamos que vocês ouvissem.
Neste episódio piloto Temos a presença perfumada de Cheila Lucas, o sumido Edson “Blacksheep” e Michel Souza falando e discutindo sobre as indicações alheias. (Rebeca, da próxima você não escapa!)
Olha,eu estou meio cabreiro em fazer este post pois é de um estilo de música que eu entendo zero,mas em compensação eu curto demais,que é o Jazz. Ainda mais o Jazz sendo tão complexo quanto é,fica difícil você separa o que é um bom instrumentista de alguém que só faz ‘firula’,mas hoje vou falar de um dos maiores e melhores que já vi: Terumasa Hino.
Terumasa nasceu em 1942 em Tokio,e adquiriu o gosto pelo trompete através de seu pai,que também era trompetista. Depois de se aperfeiçoar e entrar em bandas de Jazz,em 1964 ele começou sua carreira solo até lançar seu mais aclamado álbum,que foi o de estréia,Hi-nology, em 1969. A partir dai ele só cresceu e consolidou seu nome como um dos maiores trompetistas de Jazz vivos.
A minha dica de hoje é exatamente esse álbum,o Hi-nology,que é demais. Pra quem fala que o Japão só copia as tendências e estilos do ocidente em Jazz,Terumasa dá um show de personalidade aqui. A sua música mais forte do cd (e a minha preferida de todos os cds dele) é Like Miles. Pra quem gosta de um bom Jazz,Terumasa Hino Quartet é música de qualidades pra horas.
“The Whitest Boy Alive é uma banda de pop minimalista, como eles mesmo se definem, baseada em Berlim, na Alemanha. O grupo começou em 2003 com a intenção de seguir um gênero musical exclusivamente eletrônico e hoje é uma banda sem nenhuma programação pré-gravada, apesar de ter algumas influências desse estilo em suas músicas.”
Idealizado por Erlend Øye que também é a metade do duo Kings of Convenience, o WBA mistura com maestria uma dose de eletrônico com um pouco de rock e disso sai essa sutileza que é a música da banda. O vocal parece um tanto quanto familiar às vezes parece a voz do vocalista do extinto Blur e em outras músicas um Chris Martin mais grave, lembra um pouco das bandas oitentistas (só lembra). Inclusive me lembra o estilo do CAKE em algumas canções e foge muito do óbvio nos arranjos. A primeira música do primeiro álbum é uma música perfeita para uma viagem no carro, combina com ambientes inóspitos e as outras músicas que se sucedem no disco são catalizadoras de emoções,sempre acabam por lembrar algum sentimento ou vontade.
Discografia:
Dreams (2006)
Rules (2009)
Integrantes:
Erlend Øye (vocal e guitarra), Marcin Öz (baixo), Sebastian Maschat (bateria) e Daniel Nentwig (teclado).