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Então, gente, fui na praia hoje com meu amigo Sérgio, primeiro na Mole, e depois na Galheta, que é conhecida pelo nudismo e putaria nos matinhos. A Galheta tava lotada e tinham muitos pelados (inclusive peladas), mas a maioria eram barangos. Tinha um ou outro gatinho. Daí quando resolvemos dar um mergulho nessa praia, decidi nadar nuzinho, e estava no fundão e não via mais o Sérgio. Quando de repente me dei conta de que não tinha mais pé e a correnteza estava me carregando ainda mais pra longe. Tentei nadar em direção à areia, mas quanto mais eu batia os braços e as pernas, menos efeito fazia, pois o repuxo estava forte. Foi aí que, depois de tomar os meus primeiros litros de água salgada (hahah) que comecei a gritar “Socorro! Socorro! SOS Malibu!”. Então tinha um cara (que eu achei que fosse um salva-vidas) que estava nas pedras me pediu pra eu nadar em direção às mesmas (do meu lado direito), mas eu tentei e não consegui pois não tinha mais força/fôlego. Cada segundo naquele desespero parecia uma eternidade, e a partir desse ponto foi que eu comecei a pensar em todos os meus planos não concretizados, e pedi desculpa pra minha mãe de morrer tão longe de casa. Só não cheguei a perder a consciência, logo não teve o lance de eu sair do meu corpo ou ver uma luz no fim do túnel.
Acho que uns 4 minutos depois chegou o primeiro salva-vidas, todo trabalhado no psicológico, me pendindo pra me acalmar antes de chegar perto de mim (porque todos sabem que uma vítima de afogamento em pânico pode afogar o salva-vidas). Me pediu a mão (num momento nada romântico), estendi a esquerda, ele me pegou com um braço, na altura do peito, e começou a nadar, me carregando e pedindo pra eu bater os pés também. Ele me elogiava dizendo “Boa, garotão! É isso aí!”. Daí chegou o segundo salva-vidas que me deu uma bóia em forma de salsicha (ai, gente), me apoiei nela e em dois segundos depois chegou o salvamento de jet ski (realizei 2 sonhos: andar pelado de jet ski!), com uma prancha com alças, amarrada atrás. Me colocaram em cima, e eu, nuzinho, fui carregado até à praia, com o 1º dos salva-vidas montado (!?) em cima de mim. Isso foi o mais próximo de sexo que eu tive em 2012.
Desci, agradeci aos rapazes dizendo que tava tudo bem comigo (descobri que o meu ~salvador~ é meu xará) e me deitei um pouco na areia, porque meu cérebro tava dando tilt pela falta de oxigênio. Depois eu encontrei meu outro amigo
Diogo, e em seguida tivemos que buscar o Sérgio nas “trilhas”, e acabamos rindo um pouco da “miséria humana” daquele lugar. Me livrei de um assédio sexual com um “Não, obrigado” (acho que sou a única pessoa que faz isso), tomamos um banho de chuvisco, depois um lanche olhando a vista da Lagoa, um engarrafamento de horas até o Centro e estou aqui!
Por pouco que vocês se livram de mim, né?
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