Blablaismo

Blablabla de qualidade | Podcast musical

Sem categoria

O último a sair apaga a luz

Posted by Michel Souza On fevereiro - 23 - 20104 COMMENTS

Uma das coisas mais interessantes no ato de ver fotos antigas, além de matar saudades, é acompanhar a evolução das coisas ou até mesmo das pessoas.

No meu caso especificamente vejo nas minhas fotos a evolução do menino magrinho ( que na época era chamado de gordo pois só havia cidadãos da Etiópia pele e osso nesse prédio ) e cabeludo, para um adulto(?) gordinho e com princípio de calvície.

Quem me conhece sabe que a calvície só me preocupa em um aspecto: Quando eu vou raspar a cabeça? Porque sustentar uma cabeça com uma miserinha de cabelo não dá. O engraçado é que quando eu pergunto pra algumas pessoas se estou ficando careca, agem como se uma mulher perguntasse se está ficando gorda: Que isso menino, tá cheio de cabelo! Só se for no travesseiro, no pente, na escova, no banheiro, pelo chão, tanto que acho que vou montar uma fábrica de perucas.

Se tratando de cabelo eu sempre tive uma relação de ódio com o meu. Quando eu era mais novo eu nem pensava nisso e tinha uma vasta cabeleira de anjo. Durante a adolescência foi a revolta, depois que minha mãe me usou de cobaia para seus experimentos antes de fazer o curso e se formar, eu tinha mais caminho de rato do que laboratório farmacêutico.  Simplesmente não ficava no lugar e sempre tinham uns tufos arrepiados que só baixavam na base da tesoura. E agora eles estão me abandonando. Se bem que eu acho que eles estão migrando, para os ombros, costas…

Engraçado como mulher é totalmente preocupada com cabelo que parece até um membro do corpo, enquanto os homens (pelo menos os à moda antiga) só realmente se preocupam com a calvície. Conheço poucos homens que pintaram o cabelo, desconheço algum que tenha feito escova e outras loucuras capilares como as moçoilas fazem, até porque como dizia um amigo meu de volta redonda: Se cabelo fosse bom, não nascia no cu ânus.

Até cogitei lançar mão das tecnologias disponíveis no mercado, cerca de uns 4 anos tomei finasterida. Nada. Só um risco enorme de ter câncer de próstata. Pensei em fazer a operação quando ficar triste o negócio, mas tenho aversão à cirurgia. Descartado. Peruca… Carnaval quem sabe. Por essas e outras me valerei do chá mais poderoso criado pela raça humana até hoje contra a cavície: Chapéu (piada velha mas tá valendo). Acho que terei um cabide só de chapéus para toda vez que estiver sol, proteger minha reluzente careca encerada e raspadinha. Um ovo marrom tipo os do Farmville.

Se é dos carecas que elas gostam mais eu não sei, mas uma boa parte da população masculina tem de aprender a lidar com esse tipo de incoveniente, mas não é o fim do mundo. Só dos cabelos.

Popularity: 5% [?]

  • Share/Bookmark

Moda tim

Posted by Michel Souza On janeiro - 24 - 20102 COMMENTS

pequeninos

Para espantar de vez a nhaca de não postar e não saber o que postar pedi um tema ao Wagner.

Numa tentativa esdrúxula de me ferrar ele escolhe o tema: Moda Teen.

Mal sabe ele que eu tenho uma irmã que não faz nada na vida faz moda e me deu altas dicas.

Percebe-se que cada vez mais há uma vontade exarcebada da criançada querer parecer mais adulta, tanto que esses dias li na SUPER sobre o fim da infância parei para perceber e vi que realmente a galerinha que era considerada criança faz questão de ser chamada de pré-adolescente e o comércio não querendo perder essa boca lançou uma nova “fase” da vida os “Tweens” (trocadalho com teen e between). E uma forma de se autoafirmar mais utilizada e eficaz é o jeito de se vestir.

Apesar de abusarem do colorido e coisas fofinhas a moda teen se aproxima cada vez mais da moda adulta, nessa ânsia de se tornarem adultos (depois elas lutam para ficarem jovenzinhas, ah mulheres) acabam cometendo excessos ou degringolando de vez. E sempre há também os(as) musos(as) inspiradores(as) da música/televisão (abusei dos artigos porque não tem como defini-los atualmente [vide tokio hotel]). E o mais curioso, depois que finalmente chegam à fase adulta sentem vergonha de tais modelitos que na época “arrasavam”.

Mas o mais importante é se sentir bem, mesmo que você pareça ridículo (afinal, precisamos de coisas para rir nessa vida), só que inventar moda é temeroso e é preciso coragem para se vestir diferente. Atrair olhares de incredulidade e asco e ainda sorrir com isso não é para qualquer um.

Popularity: 8% [?]

  • Share/Bookmark