Blablaismo

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Drenna

Posted by Wagner Brito On março - 11 - 20105 COMMENTS

Há uns dias atrás, eu recebi um email de Renata Brant sobre uma cantora. Como bom curioso musical que sou, acessei o myspace da moça. O nome da cantora é Drenna, carioca da gema, que resolveu dar a cara a tapas lançando um álbum de modo independente.

O release que recebi fala que a moçoila em questão gravou no estúdio Observatório dos Ecos, do Marcelo Yuka, conseguiu um bom time de músicas para ajudar na gravação e ainda contou com a participação do próprio Yuka em uma das faixas (caso você ficou curioso, é na música Gelo Coração, só que ele toca teclado).

E o som dela? O som dela é muito bom! É gratificante ouvir uma cantora que sabe o que está fazendo. O som é um rock bem composto, honesto, sincero. As influencias da moça são boas: vai de Raul Seixas a Aerosmith, passando por U2 e Led Zeppelin. A minha felicidade é não ter percebido, em nenhuma faixa, a influência de Nirvana. Ponto para a Drenna!

Alias, duas faixas me chamaram muito a atenção. A praticamente desabafo Antes que o tempo passe, que tem potencial para ser um sucessos nas rádios. O interessante é que essa faixa te cativa logo nos primeiros acordes: você vai cantarolar “Antes que o tempo passe, antes que a vida acabe…”. Outra é a balada Porta. Música gabaritada a tocar em alguma novela global, como trilha sonoro do casal principal da trama.

Moça de voz potente, letras bem escritas, som redondo. Drenna está pronta para o sucesso, só precisa ser descoberta por uma gravadora de maior projeção nacional.

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Aceite que acabou ou Era uma vez Raimundos

Posted by Wagner Brito On março - 1 - 20105 COMMENTS

Lendo n’O Inimigo sobre o fim do Cordel do Fogo Encantado (uma pena banda tão boa acabar), me deparei com tal paragrafo:

Muito melhor do que ficar pagando de gatinho com quase 50 anos na cara (Dinho Ouro Preto), vivendo de sucessos de 20, 30 anos atrás (Biquini Cavadão, Titãs) ou juntando cacos para se manter em pé apenas com o nome (Raimundos). Mas pode ser pior, se manter com a falta de nome (Surto). É a falta de humildade de aceitar que o tempo passou.

Isso coincidiu de que minutos atrás eu tinha visto a noticia de quem Tico Santa Cruz comandaria o vocal dos Raimundos por alguns shows e com possibilidade de ser vocalista permanente. E muito me entristece ver que Raimundos não consegue perceber que acabou.

A banda tem seu mérito no cenário roqueiro tupiniquim. Afinal, ela foi uma das responsáveis pelo sopro de novidade que precisava no mainstream. A banda é a cara dos anos 90, mesmo o Só no Forévis sendo o mais fraco da banda, mesmo sendo o mais vendido. Talvez você não concorde comigo – e nem estou pedindo isso – mas esse album é muito fraco para uma banda que já tinha clássico do canceioneiro musical como “Esporrei na Manivela“, “Puteiro em João Pessoa” e “Andar na Pedra“. Eis que na decada de 2000 começa a dança dos integrantes. Sai, volta, muda e nesse meio tempo lançam albuns péssimos. De bate-pronto, você consegue lembrar quais albuns foram lançados?

Raimundos é aquela banda que não soube parar. Melhor teria sido acabar com a banda e começar novos projetos. O que fazem agora é remendos, juntar cacos, tentar manter um nome que já teve importância e hoje ocupa a área “boas lembranças” dos que gostaram dessa banda – inclusive eu.

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Inspiração do dia: Isles & Glaciers

Posted by Rebeca Schutz On fevereiro - 21 - 20101 COMMENT
Depois de anunciada a saída de Craig Owens do Chiodos (que também participa com Anthony Green do Sound of animals fighting), Craig se junta a Jonny Craig (atual Emarosa e ex-Dance Gavin Dance), e começam o projeto de Isles & Glaciers.
O álbum The hearts of lonely people está com lançamento digital previsto para março, mas já tem a opção de pre-order àqueles que estiverem interessados no site da MerchNOW.  Eu, como amante das bandas que mencionei acima, estou com meus dedinhos coçando para utilizar meu lindo paypal e ter esse álbum em mãos, ainda mais por ter  dois vocalistas que eu gosto juntos em um supergrupo!
O estilo é o mesmo post-harcore de sempre, com os vocais inconfundíveis de Owens e Craig e que você pode conferir no MySpace da banda.

Mais info:

MySpace Official

YTIsles & Glaciers – Hills like white elephants

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Inspiração do dia: A Place To Bury Strangers

Posted by Rebeca Schutz On janeiro - 31 - 2010ADD COMMENTS

Além de ser conhecida como a banda mais barulhenta de Nova Iorque, A Place To Bury Strangers, banda nascida em 2003 na Big Apple, também trouxe de volta um estilo de rock alternativo nascido no final da década de 80, começo da década de 90, na Inglaterra, conhecido como shoegazing. O nome do estilo veio do modo peculiar com que as bandas da época tinham em suas performances, com os integrantes introspectivos, estáticos, olhando para o chão sem encarar a plateia.

As características deste estilo estão presentes no som que APTBS oferece, com distorções de guitarra e vocais melódicos que se confundem com os ruídos criativos das guitarras. Outras misturas na fórmula da banda seriam “noise rock” (uma espécie de post-punk que incorpora atonalidade e dissonância) e “experimental”.

Vídeos:

Para conhecer mais:

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Inspiração do dia: Zander

Posted by Rebeca Schutz On janeiro - 23 - 20101 COMMENT
Uma banda nacional que agora está na minha playlist é Zander. E não sairá de lá tão cedo. Zander surgiu da união de membros de outras bandas de peso do cenário underground como Noção de Nada, Dead Fish, Deluxe Trio e Heffer e é composta por Gabriel Zander (vocal e guitarra), Gabriel Arbex (guitarra e voz), Philippe Fargnoli (guitarra e voz), Gustavo Tolhuizen (baixo e voz) e Leonardo Mitchell (bateria).
As músicas não seguem um estilo único, cada faixa remete a algo diferente, variando desde um hard rock até um post-hardcore. Mas afinal, quem se importa com classificações? O importante é, acima de tudo, curtir a música.
O primeiro EP, “Em Construção”, lançado em 2008, tem um quê mais sentimental. É um EP que eu não me canso de ouvir, tanto é que ocupou o TOP 3 da última semana no meu last.fm. Eu não sei nem dizer qual é a minha favorita, de tão difícil que é escolher.
O segundo EP, “Já Faz Algum Tempo”, lançado em 2009, começa com uma crítica ao cenário musical atual.
As pessoas vendem a sua música para agradar à mídia. Será que agradam a si próprios? O que é fazer música pra você? Se expressar através dela ou apenas seguir aquilo que te dizem para que você possa vender mais?
Excelentes EPs. Banda recomendadíssima.
Beijones.

Zander

Uma banda nacional que agora está na minha playlist é Zander. E não sairá de lá tão cedo. Zander surgiu da união de membros de outras bandas de peso do cenário underground como Noção de Nada, Dead Fish, Deluxe Trio e Heffer e é composta por Gabriel Zander (vocal e guitarra), Gabriel Arbex (guitarra e voz), Philippe Fargnoli (guitarra e voz), Gustavo Tolhuizen (baixo e voz) e Leonardo Mitchell (bateria).

As músicas não seguem um estilo único, cada faixa remete a algo diferente, variando desde um hard rock até um post-hardcore. Mas afinal, quem se importa com classificações? O importante é, acima de tudo, curtir a música.

O primeiro EP, “Em Construção”, lançado em 2008, tem um quê mais sentimental. É um EP que eu não me canso de ouvir, tanto é que ocupou o TOP 3 da última semana no meu last.fm. Eu não sei nem dizer qual é a minha favorita, de tão difícil que é escolher. O segundo EP, “Já Faz Algum Tempo”, lançado em 2009, começa com uma crítica ao cenário musical atual.

As pessoas vendem a sua música para agradar à mídia. Será que agradam a si próprios? O que é fazer música pra você? Se expressar através dela ou apenas seguir aquilo que te dizem para que você possa vender mais?

Excelentes EPs. Banda recomendadíssima.

Para conhecer mais:

Beijones.

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Inspiração do dia: Anthony Green & Circa Survive

Posted by Rebeca Schutz On janeiro - 17 - 20105 COMMENTS

CircaSurvive

Ele é lindo! Mas não é sobre isso que eu vim aqui falar. Anthony Green é um músico nascido na Pensilvânia, com uma voz peculiar, que fez um excelente trabalho solo no seu álbum entitulado Avalon, lançado em agosto de 2008, atingindo a 44ª posição no Billboard 200 Americano.
Ele também tem a uma banda chamada Circa Survive, que teve início com a saída de Anthony em 2004 do Saosin, e que mesmo com seu trabalho solo ele não pretende abandonar. Seus planos são de lançar o terceiro álbum da banda, previsto para abril de 2010, e então continuar o projeto que havia começado em Avalon. Também possue um projeto paralelo chamado The Sound of Animals Fighting, formado com membros de outras bandas.
Pelo Circa Survive o primeiro EP lançado foi o The Inuit Sessions, em número limitado, e duas de suas canções (Act Appalled e The Great Golden Baby) acabaram no álbum Juturna, ambos lançados em 2005. Uma curiosidade sobre o álbum Juturna é que há uma faixa escondida, que pode ser ouvida após Meet me in Montauk (sim, uma homenagem ao filme “Eterno brilho de uma mente sem lembranças”), que se chama House of Leaves e que se colocada de trás pra frente você ouve a frase “speak so softly”.
O último álbum, On Letting Go, foi lançado em maio de 2007. Há algumas curiosidades também sobre este álbum, entre elas sobre a faixa Mandala que se inspirou em um poema de William Blake chamado “The Tyger”.

A arte de todos os albuns, inclusive do EP, é de Esao Andrews, que tem um trabalho incrível voltado para o gótico grotesco, erótico e surrealista. Vale a pena conferir a galeria de imagens no sítio dele.

Para conhecer mais:

MySpace de Anthony Green

Site Oficial – Circa Survive

MySpace – Circa Survive

MySpace – The Sound of Animals Fighting

Site Oficial de Esao Andrews

Poema de William Blake – The Tyger

Fico por aqui com a minha inspiração do dia, na esperança de que alguém que esteja lendo goste tanto da banda Circa Survive quanto do trabalho solo de Anthony Green.

Beijones.

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