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		<title>Metal contras contra as nuvens #3</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 22:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passado o torpor da raiva que lhe cegara os olhos, José se deu conta do que se tornara e sentiu medo. Tentou falar com sua família, mas tudo o que conseguiu emitir foi um silvo bem alto. Desesperado, se encolheu e desejou que voltasse ao normal, afinal, não era a primeira vez que aquilo acontecia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blablaismo.com.br/2011/10/metal-contras-contra-as-nuvens-3/dragao/" rel="attachment wp-att-5257"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5257" title="Cansei de colocar easter egg (nem sei se é assim que escrve) nas fotos." src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/10/dragao-590x442.jpg" alt="" width="590" height="442" /></a></p>
<p><span id="more-5253"></span></p>
<p>Passado o torpor da raiva que lhe cegara os olhos, José se deu conta do que se tornara e sentiu medo. Tentou falar com sua família, mas tudo o que conseguiu emitir foi um silvo bem alto. Desesperado, se encolheu e desejou que voltasse ao normal, afinal, não era a primeira vez que aquilo acontecia.</p>
<p>Depois de alguns minutos suas mãos começaram a tomar forma e ele conseguiu balbuciar algumas palavras, ainda um pouco difíceis de se entender, porém sua família estava lá, mas ele claramente via que não fugiram por completo choque e inabilidade de lidar com aquela situação. Não sabia se conseguiria  contornar aquela situação.</p>
<p>Uma semana se passara desde o incidente e a família de José já tinha superado o acontecido, depois de muito contar de seu passado, todos em casa sabiam que José havia sido gerado em uma família antiga que tinham relação estreita com os antigos donos daquelas terras, os Dragões elementais, regidos por vários aspectos da natureza. Nos tempos antigos, vários humanos eram servos, companheiros e até familiares dos Dragões, só que em algum momento os humanos que antes os serviam, se rebelaram contra eles e somente a família de José se manteve firme lutando contra os traidores. Como sua esposa percebeu, ele fazia parte de uma das famílias que tinham parentesco direto com os chamados Ignis.</p>
<p>Essa era a verdade que o assombrara desde pequeno, condenado pelo descaso do reino, que fora tomado pelos traidores e por pura estupidez, destruíram quase todas as lembranças sobre os Elementais. Ele sentia que sua alma rebelde, sempre quis se levantar contra a tirania e  opressão sofrida durante anos.</p>
<p>Porém nosso querido rei José resistiu e anos mais tarde veio a reconquistar o reino e trazer este período de paz que atravessamos, com sua espada nas mãos nossa história não estará pelo avesso e sem um final feliz, só que cabe a nós, meus queridos alunos, manter essa paz. Temos muito ainda por fazer, apenas começamos a era da paz que há muito queríamos. Agora todos repitam o lema de nossa nação:</p>
<p><em>&#8220;Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão</em><br />
<em> Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão</em><br />
<em> Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.&#8221;</em></p>
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		<title>Metal contras contra as nuvens #2</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 13:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blablaismo.com.br/2011/07/metal-contras-contra-as-nuvens-2/olho-de-dragao/" rel="attachment wp-att-4817"><img class="aligncenter size-full wp-image-4817" title="Olho de Dragão" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Olho-de-Dragão.jpg" alt="" width="450" height="365" /></a></p>
<p><span id="more-4728"></span></p>
<p>Ao ver a cena que menos esperava que seus olhos registrassem, José ergueu Carlos pela camisa e o jogou o mais longe que pôde. Madalena o olhava como se fosse uma assombração e ele não sabia se era medo ou surpresa, mas não se importava. O que realmente importava era acabar com a raça do maldito traidor que tudo lhe tirou.</p>
<p>- Quase acreditei na sua promessa! Até eu ser levado para aquela emboscada na qual meu pelotão foi cercado e morto. Por todo o caminho só via destruição, fome e misérias jamais vista neste reino. Perdi tudo que me era precioso e por sua causa!</p>
<p>Sem nem esperar pela resposta ou defesa, José pega o pedaço de madeira que Carlos entalhava e começa a bater seguidamente em seu rosto, o sangue cada vez mais salpicava seu rosto, dando-lhe uma aparência demoníaca, quase reptiliana e ele  sentia enquanto batia cada vez mais forte, o gosto ferroso em suas presas e em sua língua que pendia de um lado para o outro tateando o ar.</p>
<p>Carlos quase entrando no mundo dos mortos teve a impressão de sentir as escamas de José enquanto se debatia, tentando afastar seu agressor. Porém mal tinha forças para continuar respirando e finalmente se entregou à sua punição.</p>
<p>Depois de quase ter afundado o crânio do traidor, José percebeu que não tinha mais niguém em casa e seu ódio ainda o consumia, queimava seu estômago e subia pela garganta. Achou que estava desfalecendo  e ainda segurando Carlos, pensou que vomitaria de nojo em cima dele. Porém ao invés de seu suco gástrico, labaredas irromperam de sua boca e queimaram sua vítima até restar nada mais do que seus ossos incandecentes.</p>
<p>Quando recuperou seus pensamentos, resgatados do mar de ódio que o engolia, se surpreendeu ao perceber que sua família o observava atônita do lado de fora e pelo fato de seu rabo ter batido na cadeira quando se virou para lhes chamar. Ao tentar dirigir-lhes alguma palavra, emitiu um silvo que ia do mais sombrio grave ao agudo aterrorizador e desesperado cravou suas garras no chão.</p>
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		<title>Metal contra as nuvens #1</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 18:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blablaismo.com.br/2011/07/metal-contra-as-nuvens-1/dark_forest/" rel="attachment wp-att-4721"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4721" title="Fuga" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/07/dark_forest-590x391.jpg" alt="" width="590" height="391" /></a></p>
<p><span id="more-4720"></span></p>
<p>Os cachorros latiam cada vez mais perto, a floresta era muito mais densa do que imaginara e cada dez passos, era seguido de um tropeço. Os guardas estavam cada vez mais próximos e o desespero começou a tomar o corpo de José por inteiro. Ele exalava, além do odor pútrido de um escravo que não se banhava há meses, um cheiro de medo e excitação. A fuga não fora planejada, mas muito desejada desde a sua captura.</p>
<p>José ainda não sabia como havia parado no condado de Souzas, mas há três anos era escravo de Dom Ignácio e era tratado pior do que os porcos dos quais tratava. A situação desumana a qual era condicionado, só lhe alimentava o ódio e fortalecia seu desejo de escapar daquele lugar e retornar para sua esposa e filhos.</p>
<p>Só pensava em retornar para sua terra, onde ninguém era senhor de seus domínios e era livre para administrar suas terras do jeito que bem entendesse. Seus pensamentos foram interrompidos quando, quase por descuido, caiu em um abismo depois de mais de sete léguas de corrida desenfreada perdido em seus devaneios.</p>
<p>Após uma semana de viagem à pé e a carona de carroceiros que o ajudaram no caminho, José chega à sua vila. Estava do jeito que se lembrava: O poço com o balde imenso furado, a igrejinha descascando as paredes encardidas, o ferreiro a malhar o aço e sua casa, saindo a característica fumaça da fornalha, resultado dos pães que sua mulher fazia todos os dias. Porém algo estava estranho. Tinham roupas que não eram as suas penduradas no varal, e pelas suas contas, seu filho mais velho ainda demoraria uns 10 anos para vestir trajes daquele tamanho.</p>
<p>Se esgueirando pelas ruas sem ser notado, chegou à porta. Respirou. Abriu-a de uma só vez e a imagem que se seguiu o deixou aterrorizado e ferveu seu sangue em questão de segundos: Carlos, seu grande amigo estava sentado em sua cadeira favorita a fumar seu cachimbo entalhando um pedaço de madeira enquanto Madalena lhe beijava a face e as crianças brincando no chão.</p>
<p>Soltou um urro que o deixou sem ar, pois tamanha traição encheu de sangue suas vistas e tudo ficou vermelho.</p>
<pre></pre>
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		<title>Venha vivo</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 21:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fazia três meses que Rosa não tinha notícias de seu filho, sargento do exército, designado a ir ao Haiti em missão de paz. Ela não entendia como um exército poderia promover a paz. Esse conceito era demais para a sua cabeça. Sempre achou que ao entrar nas forças armadas seu menino teria um futuro garantido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4487" href="http://www.blablaismo.com.br/2011/05/venha-v/come-alive/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4487" title="Come Alive" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Come-Alive.jpg" alt="" width="414" height="513" /></a></p>
<p><span id="more-4494"></span></p>
<p>Fazia três meses que Rosa não tinha notícias de seu filho, sargento do exército, designado a ir ao Haiti em missão de paz. Ela não entendia como um exército poderia promover a paz. Esse conceito era demais para a sua cabeça.</p>
<p>Sempre achou que ao entrar nas forças armadas seu menino teria um futuro garantido, porém isso não estava saido como o planejado. No tempo em que seu filho ficou em silêncio, tudo era monótono e sem cor, uma vida daltônica. A comida não tinha mais gosto e tudo era desespero.</p>
<p>A família bem que tentou ajudar com palavras de carinho, confortando, inclusive alimentando, quando a saúde lhe faltava.</p>
<p>Após o sétimo mês de ausência, Rosa ou por desgosto ou anemia, caiu doente e ficou internada definhando a cada dia. Ela desejava poder abraçar seu rebento, brigar com ele por ter dado esse susto nela, qualquer coisa, mas que ele estivesse lá.</p>
<p>Na semana seguinte, Roberto voltava de sua missão, já como segundo-tenente reformado e descobre o estado de saúde de sua mãe. Corre para o hospital e encontra dona Rosa como nunca achou que veria sua progenitora. Muito debilitada ela não acredita no que vê e chora abraçando seu bebê dizendo:</p>
<p>- Você me salvou, salvou o dia! Você veio vivo!</p>
<p>E docemente fechou seus olhos e repousou.</p>
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		<title>As aventuras de Zequinha e Geremário</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 18:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois que a quarta guerra mundial estourou por conta da disputa entre os presidentes das atuais potências mundiais, Marrocos e Butão para ver quem tinha a franja maior da liga EMOHOMOOBA! o mundo foi devastado e apenas sobraram dois seres humanos na face da terra. Incubidos de continuar a saga da raça humana na terra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_So4iSno25LU/S060h-hzHKI/AAAAAAAAAhY/TTCroMUVT6c/s1600-h/AZG.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426473096841469090" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 460px; height: 310px; border: 0pt none;" title="Olha como é lindo o amor..." src="http://3.bp.blogspot.com/_So4iSno25LU/S060h-hzHKI/AAAAAAAAAhY/TTCroMUVT6c/s320/AZG.jpg" border="0" alt="" width="320" height="216" /></a></p>
<p><span id="more-4404"></span></p>
<p>Depois que a quarta guerra mundial estourou por conta da disputa entre os presidentes das atuais potências mundiais, Marrocos e Butão para ver quem tinha a franja maior da liga EMOHOMOOBA!<br />
o mundo foi devastado e apenas sobraram dois seres humanos na face da terra. Incubidos de continuar a saga da raça humana na terra Zequinha e Geremário, provenientes da decadente Nova Brasília (país originado pela independência da antiga União soviética do Tocantins), caminham pelo mundo e como era de se esperar copulam loucamente um com o outro, mas há um problema. Nenhum dos dois usam camisinha, nunca se sabe né&#8230;</p>
<p>Então depois de realizar que os dois eram os únicos humanos que sobraram e que eram machos (nem tanto), Geremário num ato de extrema capacidade mutagênica transforma seus testículos em ovários e engravida.</p>
<p>Zequinha fica puto e pede exame de DNA, porém com tudo destruído ele é forçado a aceitar que o filho era dele. Vai saber né, poderia ser de um dos ornitorrincos que sofreram mutação e quadruplicaram de tamanho e ficaram com a cabeleira do Sidnei Magal e a voz do Caubi peixoto. Nunca se sabe.</p>
<p>Geremário temerário do horário não queria ir atrás do armário pra não encontrar o Mário vestindo o santo sudário sabendo não ser páreo para o salafrário do bancário.</p>
<p>E de repente eis que surge ela, a inevitável. A terrível Acucaracha e sua gangue&#8230;</p>
<p>Continua&#8230;</p>
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		<title>Você que não quer ver.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 02:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Schutz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que você tá fazendo? To jogando tudo fora. Mas até o vinil? Sim. Até o vinil. Pensei que você gostasse deste aqui. Não, acho um saco. Mas você sempre colocava. Odeio. Então comprou por quê? Porque ele gostava. Pensei que gostassem das mesmas coisas. Não, quase nada. Fez tudo isso pra agradá-lo? Tive que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blablaismo.com.br/2011/03/voce-que-nao-quer-ver/vinil-1/" rel="attachment wp-att-4272"><img src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/03/vinil-1-150x150.jpg" alt="" title="vinil 1" width="150" height="150" class="aligncenter size-thumbnail wp-image-4272" /></a><br />
O que você tá fazendo?<br />
To jogando tudo fora.<br />
Mas até o vinil?<br />
Sim. Até o vinil.<br />
Pensei que você gostasse deste aqui.<br />
Não, acho um saco.<br />
Mas você sempre colocava.<br />
Odeio.<br />
Então comprou por quê?<br />
Porque ele gostava.<br />
Pensei que gostassem das mesmas coisas.<br />
Não, quase nada.<br />
Fez tudo isso pra agradá-lo?<br />
Tive que me sacrificar em algumas coisas. Pensei que se eu mudasse, talvez desse certo.<br />
Não deu.<br />
É, não deu.<br />
Não valeu a pena mudar.<br />
Obrigada, Cpt Obvious.<br />
Desculpa, só estava pensando.<br />
Pensando que ninguém deve mudar por ninguém?<br />
É. E que se alguém tem que gostar de você, que goste de quem você realmente é.<br />
Sempre soube disso. Mas o coração às vezes tem dessas.<br />
Ou é desespero.<br />
Pode ser. Mas na minha cabeça eu estava apaixonada.<br />
Eu te entendo.<br />
Entende? Mudaria por alguém?<br />
Não. Mas também não jogaria esse vinil fora. Posso ficar com ele?<br />
Pode. Só não ouça quando eu for na sua casa.<br />
Tudo bem. Mas ouvirei pensando em você.<br />
E no quão idiota eu fui?<br />
Sim. E por nunca perceber que eu sempre gostei de você do jeito que você é.<br />
Gosta?<br />
Adoro.<br />
Tenho este outro vinil também. Quer?<br />
Quero.<br />
Pizza?<br />
Pepperoni.<br />
Fechou. Vou lá pegar as cervejas.</p>
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		<title>Amor da minha vida</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 21:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<category><![CDATA[contos]]></category>
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		<description><![CDATA[- Isabel, por favor me escuta! - Chega Agenor, não dá! - Eu sei que poderia ter sido melhor, juro que nunca mais faço isso. - É sempre assim, você faz burrada e depois vem com esse monte de flores de não sei onde. Para com isso. - Eu vou morrer, vou me matar, vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4231" href="http://www.blablaismo.com.br/2011/03/amor-da-minha-vida/capa-interna/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4231" title="Daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade." src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/03/capa-interna.jpg" alt="" width="200" height="184" /></a></p>
<p><span id="more-4230"></span></p>
<p>- Isabel, por favor me escuta!</p>
<p>- Chega Agenor, não dá!</p>
<p>- Eu sei que poderia ter sido melhor, juro que nunca mais faço isso.</p>
<p>- É sempre assim, você faz burrada e depois vem com esse monte de flores de não sei onde. Para com isso.</p>
<p>- Eu vou morrer, vou me matar, vou ter um câncer com metástase instantânea e uma hérnia anal, só pra poder me redimir.</p>
<p>- Porra, Gê, não fala isso, mas isso não me deixa menos fula da vida.</p>
<p>- Tá bom, olha&#8230;</p>
<p>- Ah não, outdoor de novo não, só falta eu chegar em casa e minha calçada estar pixada no asfalto com nosso nome num coração, como da última vez.</p>
<p>- Ah, mas dessa vez pixei com spray dourado! Pra você ver como seu amor pra mim é precioso.</p>
<p>- Tá bom, Gê. Eu te perdoo, mas da próxima vez, deixa de ser exagerado, afinal, foi só meia hora de atraso.</p>
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		<title>O Culto</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 23:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá, tudo bem?

Ontem eu pensei em você. Tudo o que passou voltou à tona, mas hoje não sinto mais raiva de você. Somente saudade e um pouquinho de mágoa...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4200" href="http://www.blablaismo.com.br/2011/02/o-culto/espelho/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4200" title="Sorte boa. Melhor texto o compreender a ajudar possa que surpresa alguma encontre você que ser pode texto o durante, posts meus nos surpresas de gosta que você alô." src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/02/espelho.jpg" alt="" width="540" height="429" /></a></p>
<p><span id="more-4199"></span></p>
<p>Olá, tudo bem?</p>
<p>Ontem eu pensei em você. Tudo o que passou voltou à tona, mas hoje não sinto mais raiva de você. Somente saudade e um pouquinho de mágoa.</p>
<p>Percebi que sua inabilidade emocional, não, creio que não seja falta de habilidade  e sim timidez, mesmo eu dando a certeza de ser sua, dificultou as coisas a ponto de você ter medo de mostrar seus verdadeiros sentimentos.</p>
<p>Acho que realmente não estávamos predestinados um ao outro e como você mesmo disse a realidade venceu a fantasia, infelizmente não podemos viver somente de amor, mas precisamos dele para sobreviver, espero que você saiba disso.</p>
<p>Estou com outra pessoa agora e ele aparenta gostar muito de mim, porém acho que levarei muito tempo para me abrir com ele, depois de você ter quebrado minha confiança, não quero ser enganada outra vez.</p>
<p>Espero que você leia essa carta com atenção e entenda por que nunca mais confiarei em homem algum.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">POR VOCÊ SER UM GRANDE FILHO DA PUTA, EGOÍSTA E COVARDE. ESPERO QUE VOCÊ MORRA E TENHA MUITA DESGRAÇA NA SUA VIDA SEU MALDITO BASTARDO QUE ME FEZ CHORAR SANGUE POR TANTOS DIAS.</span></p>
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		<title>Ano novo, vida nem tanto</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2011/01/ano-novo-vida-nem-tanto/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 16:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Coluna Prestes]]></category>
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		<description><![CDATA[Escuridão. Mesmo não vendo nada, alguém segura minha mão. Com a luz vem a cegueira e a reabilitação. Meu mundo que era estreito agora é uma imensidão. Com os atos incertos algumas horas acertamos e outras não. Muitas coisas no percurso são permanentes, porém algumas são decoração. Conquistamos nossas metas, mas é só o começo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-3937" href="http://www.blablaismo.com.br/2011/01/ano-novo-vida-nem-tanto/adivinhem/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3937" title="Não colocarei nenhuma dica aqui e caso SE souberem do que falei, quero explicações de cada verso!" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2011/01/adivinhem.png" alt="" width="550" height="377" /></a></p>
<p><span id="more-3936"></span></p>
<p>Escuridão.</p>
<p>Mesmo não vendo nada, alguém segura minha mão.</p>
<p>Com a luz vem a cegueira e a reabilitação.</p>
<p>Meu mundo que era estreito agora é uma imensidão.</p>
<p>Com os atos incertos algumas horas acertamos e outras não.</p>
<p>Muitas coisas no percurso são permanentes, porém algumas são decoração.</p>
<p>Conquistamos nossas metas, mas é só o começo da competição.</p>
<p>Maravilhas que poucos podem ter, usufruo sem moderação.</p>
<p>Ciente do tempo que passa, chamo outro para a missão.</p>
<p>Mesmo assim o tempo passa, a voz fica escassa e eu volto para casa.</p>
<p>Escuridão.</p>
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		<title>Cotidiano</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 21:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[02:07 da manhã. Não consigo dormir, mas deveria. Um calor infernal na cidade contribui pra essa insônia. Só não sei se mesmo com a incapacidade de dormir eu conseguiria, já que minha vida anda tão dormente que já não conto os dias pelas datas e sim pelos dias que não sorrio. Estamos no dia 692,  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-3689" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/11/cotidiano/alexandre-garcia-posa-na-ele-ela/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3689" title="Um dia acordamos com o pé esquerdo" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/11/alexandre-garcia-posa-na-ele-ela.jpg" alt="" width="386" height="301" /></a></p>
<p><span id="more-3688"></span></p>
<p>02:07 da manhã.</p>
<p>Não consigo dormir, mas deveria. Um calor infernal na cidade contribui pra essa insônia. Só não sei se mesmo com a incapacidade de dormir eu conseguiria, já que minha vida anda tão dormente que já não conto os dias pelas datas e sim pelos dias que não sorrio.</p>
<p>Estamos no dia 692,  e a conta de luz está atrasada tem 2 meses e não sei se vão cortar, talvez não consiga dormir por conta disso. Já não janto mais, só tenho me nutrido e essa puta do lado da minha cama nem um boquete decente mais sabe fazer, isso me faz pensar naquele sim que eu disse anos atrás.</p>
<p>Ultimamente qualquer tipo de diversão se resume à olhar as desgraças que o datena me conta à beira de um orgasmo televisivo. Pelo menos alguém está gozando ultimamente. Acordo e durmo e os dias continuam do mesmo jeito, nada de bom e nada de ruim. Passo o dia na minha cama de cueca, sem ânimo até pra urinar. Se não fosse o mau cheiro faria tudo aqui mesmo.</p>
<p>Espero que quando você ler esta carta, saiba o porquê de eu ter de eu ter acordado hoje, matado todos meus colegas de trabalho e estar na tv.  Pura e simples falta do que fazer.</p>
<p>Obs: Enquanto eu estiver na cadeia, aprenda a pagar um boquete.</p>
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		<title>Carinhoso</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 15:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu sempre fui um cara bastante carinhoso. Sempre me preocupei mais com quem amo do que comigo mesmo, a ponto de esquecer meu amor próprio e encorajar a mulher que amava para outro. Quando a conheci, percebi com o tempo que isso se agravaria, ela era a coisa mais importante da minha vida e consequentemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-3628" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/11/carinhoso/untitled/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3628" title="Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos seus... blá blá blá blá blá blá" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/11/untitled.bmp" alt="" width="450" height="454" /></a></p>
<p><span id="more-3614"></span></p>
<p>Eu sempre fui um cara bastante carinhoso.</p>
<p>Sempre me preocupei mais com quem amo do que comigo mesmo, a ponto de esquecer meu amor próprio e encorajar a mulher que amava para outro.</p>
<p>Quando a conheci, percebi com o tempo que isso se agravaria, ela era a coisa mais importante da minha vida e consequentemente meu mundo girava em torno dela.</p>
<p>Seu sorriso era como adentrar nos portões do paraíso e seus carinhos eram bênçãos diárias que tive a graça de ter por misericórdia do criador.</p>
<p>Nunca achei que fosse merecedor de tamanha sorte, por isso mesmo tratava-a com mais cuidado e carinho do que qualquer outra, era ela a perfeita, a pessoa para mim.</p>
<p>De uns tempos para cá as coisa não vinham muito bem entre nós. Completamente transtornada veio a mim dizer que eu a estava sufocando, que eu não era mais a pessoa meiga e atenciosa que ela conhecera, que eu me importava mais com os detalhes do que com ela. Mentira! Nada nesse mundo era mais importante para mim do que minha amada que era a minha vida, queria garantir que tudo fosse sempre perfeito, porém ela continuava a me acusar de coisas sem sentido como perfeccionista e materialista.</p>
<p>Por fim, ela terminou comigo.</p>
<p>Acho que a partir daí alguma coisa quebrou dentro de mim. Eu simplesmente não sentia mais nada. Eu estava oco.</p>
<p>Tentei depois disso conhecer novas pessoas, no entanto o resultado que eu já previa se tornava real. Eu era tão frio que não passava do primeiro encontro.</p>
<p>Eu sabia que só havia uma maneira de reparar isso. Se alguém poderia me ajudar, era ela.</p>
<p>Quando a reencontrei ela estava mais radiante do que nunca, estava linda, brilhante como o sol. Contrariando minhas expectativas meu coração continuou tão quente como gelo.</p>
<p>Hoje em dia creio que eu esteja melhorando, talvez possa ter sido o método pouco ortodoxo que usei. Hoje em dia estou redescobrindo meus sentimentos, e devo tudo graças à ela.</p>
<p>A cabeça dela que tenho exposta em um vidro lindo decorado com flores em meu santuário, me fez descobrir novos sentimentos que nunca imaginei que pudessem existir.</p>
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		<title>Capítulo 1: O Livro</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 00:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rebeca Schutz</dc:creator>
				<category><![CDATA[blá blá blá]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[-  WE MUST FOLLOW THE RULES &#8211; gritei de repente - Que isso? Está ficando louca? &#8211; bradou Edu, me olhando de um modo desconcertante. Fiquei sem graça. - Sei lá. Só achei engraçado gritar isso. &#8211; falei, ainda meio sem jeito. &#8211; Não vai continuar lendo o livro? &#8211; perguntei meio que surpresa. - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<a rel="attachment wp-att-3379" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/10/capitulo-1-o-livro/tumblr_l9u6t2uwpa1qd9lrdo1_400_large/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3379" title="actII" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/10/tumblr_l9u6t2UwPA1qd9lrdo1_400_large.jpg" alt="" width="400" height="227" /></a></div>
<p><span id="more-3378"></span></p>
<div>-  WE MUST FOLLOW THE RULES &#8211; gritei de repente</div>
<div id="_mcePaste">- Que isso? Está ficando louca? &#8211; bradou Edu, me olhando de um modo desconcertante. Fiquei sem graça.</div>
<div id="_mcePaste">- Sei lá. Só achei engraçado gritar isso. &#8211; falei, ainda meio sem jeito. &#8211; Não vai continuar lendo o livro? &#8211; perguntei meio que surpresa.</div>
<div id="_mcePaste">- Você tirou a minha concentração &#8211; enquanto ele falava, colocava o livro de lado, não esquecendo de deixar o marca páginas onde havia parado.</div>
<div id="_mcePaste">- Desculpa. &#8211; suspirei. &#8211; É que parecia tanto aquelas falas que lemos ou vemos em um filme desses de fantasia. Fiquei com isso na cabeça e me deu uns cinco minutos, achei que você entederia e acharia graça &#8211; falei com receio e sabia que no fundo as minhas divagações só faziam sentido pra mim mesma. Quando eu olhei para ele e ele voltou o olhar para mim, vi que ele estava com um ar de quem estava me julgando o ser mais estranho da face da terra.</div>
<div id="_mcePaste">Ele se levantou, já que lia deitado na minha cama em uma posição que inicialmente não parecia muito confortável, apoiando a cabeça nas duas mãos e os cotovelos na cama, e foi para a janela, que estava aberta e emitia fracamente os raios do sol daquele dia tão nublado de um sábado ainda de manhã.</div>
<div id="_mcePaste">- A vista daqui é legal &#8211; falou, sem pretensões.</div>
<div id="_mcePaste">- É. Dá pra ver boa parte da cidade &#8211; falei com os olhos ainda no meu livro. O meu grito não havia ME atrapalhado a ler, eu conseguia voltar ao foco com essas interrupções. Talvez ele nem estivesse assim com tanta vontade de ler o livro dele, afinal.</div>
<div id="_mcePaste">Ele percebeu que eu ainda me mantinha interessada no livro e me perguntou o que eu lia.</div>
<div id="_mcePaste">- Romeu e Julieta &#8211; eu respondi.</div>
<div id="_mcePaste">- Romeu e Julieta? &#8211; perguntou novamente, com desdém.</div>
<div id="_mcePaste">- Que tem? &#8211; perguntei, com um tom de voz que demonstrava meu incômodo.</div>
<div id="_mcePaste">- Nada. &#8211; respondeu e virou-se para a janela novamente. &#8211; Parece coisa de filme, em que a mocinha tem que ler o livro para apresentar a peça na escola. &#8211; adicionou. &#8211; Vai apresentar alguma peça ou algo parecido? &#8211; continuava fitando o horizonte pela janela.</div>
<div id="_mcePaste">- Não. Só achei que eu deveria saber a história. &#8211; disse</div>
<div id="_mcePaste">- Todo mundo sabe a história &#8211; ele rebateu.</div>
<div id="_mcePaste">- Eu queria saber de uma forma mais intensa, lendo o livro &#8211; respondi, talvez até de um jeito meio grosseiro, afinal que que tinha demais eu querer ler este livro?</div>
<div id="_mcePaste">- Mas por quê? &#8211; ele perguntou, mas eu não sabia se ele realmente estava interessado ou se só queria manter alguma conversa pra ver se conseguiria me fazer desistir da minha leitura também.</div>
<div id="_mcePaste">- É uma das histórias mais famosas que existe, praticamente todo mundo, em algum momento, faz alguma referência sobre ela. Achei por bem a ler, entender melhor a história, ter o meu ponto de vista sobre ela ao invés de assistir a um filminho ou tirar conclusões em cima de opiniões ou críticas alheias. &#8211; achei que ele se daria por convencido com a minha resposta e desistiria de continuar tocando no assunto.</div>
<div id="_mcePaste">- Hmmmm &#8211; foi só o que ele respondeu. Eu dei um suspiro, marquei a página que estava lendo e fechei o livro. Eu estava quase acabando mesmo.</div>
<div id="_mcePaste">Ele percebeu e se virou pra mim, parecia meio angustiado.</div>
<div id="_mcePaste">- Acredita nesse tipo de amor que eles tiveram? &#8211; não olhou em meus olhos, fitava o chão.</div>
<div id="_mcePaste">- Sinceramente, não sei. &#8211; dei um suspiro e percebi que ao final eu torcia a boca, formando uma careta. Ele me olhou e riu, provavelmente da cara que eu fazia. Retribuí com um sorriso fraco, meio sem graça.</div>
<p><em>To be continued&#8230;</em></p>
<img src="http://www.blablaismo.com.br/?ak_action=api_record_view&id=3378&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Amor estéril</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2010/09/amor-esteril/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 03:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[blá blá blá]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA["sabia que você tem uns olhos lindos" é um dos piores xavecos que existem]]></category>
		<category><![CDATA[balada]]></category>
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		<category><![CDATA[menina inocente e cachaceira]]></category>
		<category><![CDATA[nunca fui muito chegado em balada]]></category>
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		<description><![CDATA[Tarde da noite um rapaz se aproxima sorrateiro, a garota desavisada toma um susto ao ser abordada. -Oi tudo bem? -Oi! -Posso falar um minuto com você? - Tudo bem? -Me chamo Júlio e você? -Vodcka, mas não costumo beber. -Sabia que você tem uns olhos lindos? -Geralmente só tomo refri, mas hoje quis experimentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-3293" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/09/amor-esteril/casal/"><img class="size-full wp-image-3293 aligncenter" title="Se liga no olhar sedutor de galã de malhação que tem 35 anos e finge ter 17 e acha que está abalando quando na verdade é apenas um drogado esquizofrênico que se refugia no seio da arte como vávula de escape dessa sociedade burguesa sem sentimento que não está ne aí pro PIB de madagascar e segue sua vida consumindo desenfreadamente e acabando com todos os recursos naturais do planeta impossibilitando assim que se possa ter esperança de termos hambúrgueres suculentos em nossas mesas. MALDITOS BURGUESES!!!" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/09/CASAL.jpg" alt="" width="298" height="224" /></a></p>
<p><span id="more-3290"></span></p>
<p style="text-align: center;">Tarde da noite um rapaz se aproxima sorrateiro, a garota desavisada toma um susto ao ser abordada.</p>
<p>-Oi tudo bem?</p>
<p>-Oi!</p>
<p>-Posso falar um minuto com você?</p>
<p>- Tudo bem?</p>
<p>-Me chamo Júlio e você?</p>
<p>-Vodcka, mas não costumo beber.</p>
<p>-Sabia que você tem uns olhos lindos?</p>
<p>-Geralmente só tomo refri, mas hoje quis experimentar esse drink.</p>
<p>-Você está sozinha?</p>
<p>-Você é bem alto!</p>
<p>-Posso te pagar uma bebida?</p>
<p>-Nossa acho que perdi um brinco! Me ajuda a procurar?</p>
<p>-Tem alguma coisa no meu pé?</p>
<p>No momento em que ela vai pegar o brinco e ele verificar seus tênis, os rostos ficam bem próximos e acabam se beijando.</p>
<p>Enquanto isso tocava <a title="ODEIO ESSA MÚSICA DO INFERNO" href="http://www.youtube.com/watch?v=p-Z3YrHJ1sU" target="_self">Stereo Love</a> no último volume.</p>
<img src="http://www.blablaismo.com.br/?ak_action=api_record_view&id=3290&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>01:40</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 04:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>

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		<description><![CDATA[- Olá, tudo bem? - Olá. Nossa, quanto tempo! - Pois é, né! Se encontraram ao acaso, após 5 anos, em um supermercado. Antes, tiveram um romance quase intenso durante um ano e poucos dias. Alguem poderia até considerar intenso, mas depende do referencial. Pelo sim, pelo não, quase intenso. Caberia a frase &#8220;foi eterno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">- Olá, tudo bem?<br />
- Olá. Nossa, quanto tempo!<br />
- Pois é, né!</p>
<p style="text-align: justify;">Se encontraram ao acaso, após 5 anos, em um supermercado. Antes, tiveram um romance quase intenso durante um ano e poucos dias. Alguem poderia até considerar intenso, mas depende do referencial. Pelo sim, pelo não, quase intenso. Caberia a frase &#8220;foi eterno enquanto durou!&#8221;</p>
<p><span id="more-3263"></span></p>
<p style="text-align: justify;">- Mas e aí, ainda no mesmo emprego?<br />
- Não, mudei de empresa, fui para uma cujo salário é melhor. E você?<br />
- Ah, fui promovida a chefe do meu setor.<br />
- Poxa, legal, era isso que você queria&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se conheceram ele já estava terminando a faculdade enquanto ela ensaiava a voltar a estudar, apesar de ele ser mais novo que ela. Pouca diferença, mas que no final foi importante para ele. Era o primeiro caso que ele chamou de namoro, propriamente dito. Para ela foi importante também. E foi um namoro bom, cheio de altos e poucos baixos. Analisando com mais calma, o único ponto baixo que teve resultou no término.</p>
<p style="text-align: justify;">- Morando sozinho?<br />
- Ah, sim sim. Já estava na hora. Chega um momento em que um homem precisa sair do ninho. E o novo emprego ajudou também. Ficava longe demais da casa de meus pais. E você?<br />
- Até o final do ano eu saio, só esperando o financiamento ser aprovado.<br />
- Vai ser aprovado sim, tenha fé!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando juntos, faziam planos de terem um lar. A afinidade era grande, a impressão que se tinha é que já estavam juntos a mais tempo do que parecia. Era um casal que todo mundo dizia &#8220;esses vão casar!&#8221; mas o povo fala demais e boa parte das vezes baseados em porcaria nenhuma.</p>
<p style="text-align: justify;">- E do resto?<br />
- Ah&#8230; então&#8230; estou noiva.<br />
- Do&#8230; do&#8230; como é mesmo o nome dele?<br />
- Paulo.<br />
- Isso, Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">O romance acabou quando ele teve um problema na familia. Coisa envolvendo depressão de um e morte de outro, algo até hoje não muito explicado por ele. Ela estava junto, mas qualquer um percebia que ele estava um pouco distante. Quando a situação melhorou um pouco, ela terminou. Disse que o amor já não era tanto a ponto de sustentar um namoro e também que havia conhecido um rapaz na faculdade. Mas, por respeito, ela primeiro terminou para depois começar outro. Ao menos houve um respeito por tudo o que já tiveram. Já ele não teve nenhum outro namoro que durasse tanto após esse. Algum caso ali, outro acolá, coisa de dois meses, mas nada que pudesse entrar num patamar de comparação, sentimentalmente falando.</p>
<p style="text-align: justify;">- Bem, tenho que ir agora.<br />
- Eu também. A gente se vê por aí.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele passou de novo na seção de bebidas e pegou mais um vinho. Chegou em sua casa, deixou as compras em cima da mesa e pegou o vinho e o primeiro copo que viu. Ligou a televisão, passava um programa que estava vendendo qualquer produto de qualidade duvidosa. Encheu o copo e matou tudo em um gole. Encheu de novo e dessa vez bebeu mais devagar. Colocou a tv no mute e ligou o rádio. Tocava um Rachmaninoff. Saber que ela estava noiva bateu forte nele. Achava que a tinha superado. Matou o que faltava no copo e encheu de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na casa ao lado, o dono gritava com o cachorro.</p>
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		<title>Morte Inesperada &#8211; parte 3</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 17:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diz o ditado que: A curiosidade matou o gato. Naquele momento Tiago estava vivendo aquilo, sua amada Clarisse jazia sorridente em seus braços e um vulto negro o observava enquanto ele lhe devolvia o olhar, porém só fitava o vazio. A figura à sua frente era uma confusão de imagens intensa, hora era um homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2869" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/05/morte-inesperada-parte-3/casal-na-sombra/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2869" title="casal na sombra" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/casal-na-sombra.jpg" alt="" width="320" height="251" /></a></p>
<p><span id="more-2855"></span></p>
<p>Diz o ditado que: A curiosidade matou o gato.</p>
<p>Naquele momento Tiago estava vivendo aquilo, sua amada Clarisse jazia sorridente em seus braços e um vulto negro o observava enquanto ele lhe devolvia o olhar, porém só fitava o vazio.</p>
<p>A figura à sua frente era uma confusão de imagens intensa, hora era um homem baixinho, hora ajeitava seu bigode longo para logo em seguida ajeitar seu vestido de festa. Era algo um tanto quanto pertubador e sinistro de se ver. Até que a imagem se estabiliza na forma de uma menina. Aquela era uma pessoa que não era estranha para Tiago, na verdade ele jurava que sua irmã mais nova estava à sua frente bem ali no meio daquele caos, porém quando a pequena lhe dirigiu a palavra era como se fosse o vento sibilando em fúria em meio a uma tempestade.</p>
<p>- Tiago, eu sei que a dor lhe é profunda. Não precisas ter medo, sou teu amigo e estou aqui para lhe fazer uma oferta.</p>
<p>- Quem é você? Como você me conhece? Por que você se parece com a minha irmã? O que está acontecendo?</p>
<p>- Como eu já lhe disse estou aqui para lhe fazer uma proposta e não para elucidar teus dilemas. Estás disposto a me ouvir?</p>
<p>Tiago tenta se mexer, mas a dor é grande, o que lhe impossibilita de mover os músculos da perna direita bastante machucada. Olha à sua volta e as pessoas continuavam inertes como manequins em uma vitrine, sem som, sem calor. Somente o frio infernal que lhe fazia bater o queixo. Já havia se acostumado com o cheiro de sangue e já não lhe incomodava. Quando seu corpo se acalmava sua visão inferior o lembrava do desespero e se recordava da cena de sua amada voando pelo ar enquanto ele próprio também era jogado com força na direção oposta. Desespero e lágrimas. Era o cliclo que se repetia sem cessar durante aqueles momentos, não sabe ao certo quanto. Emfim se rende à figura estranha que estava em sua frente lhe encarando com um quê de curiosidade.</p>
<p>- Que proposta é essa? &#8211; Berrou &#8211; O que você quer?</p>
<p>- Minha proposta se baseia em trazer esta que está em teus braços de volta ao convívio dos mortais.</p>
<p>Tiago não podia acreditar no que seus ouvidos ensanguentados ouviam, sua amada Clarisse de volta à vida?</p>
<p>- Eu quero, eu aceito. Aceito o que for, mas a traz ela de volta, acaba com meu sofrimento, não posso viver sem ela!</p>
<p>- Então me ouças com atenção. Eu trago tua amada de volta ao mundo dos viventes, porém deverás trocar de lugar com ela. Uma vida por outra, essa é a lei.</p>
<p>Tiago fica atônito, o que era esperança se tornou dúvida e seu mais novo companheiro estava de volta: O desespero. Tiago não tinha medido ainda o peso daquelas palavras. Ele poderia salvar a sua amada, aquela pela qual havia se apaixonado desde o primeiro ano de faculdade, mas pelo preço de sua vida.</p>
<p>- Eu aceito.</p>
<p>- Então que assim seja.</p>
<p>No breve momento de um piscar de olhos Tiago sente algo lhe puxando como se fosse tragado pelo próprio umbigo. As imagens passam rápido por seu olhos e como se fosse um expectador ele vê as imagens do seu dia se repetindo até que se vê de volta às escadarias da faculdade, saindo alegremente de mãos dadas com Clarisse. Cada vez mais próximo até o momento do atropelamento.</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>O barulho das buzinas ao longe davam um formigamento nos ouvidos, um súbito calor se manisfestava em meio a calafrios, tontura, pessoas, gritos, luzes, asfalto, levanta, cai.</p>
<p>Tudo confundia Clarisse e num momento de clareza ele olha para o lado, e lá vê Tiago, seu amor recém-revelado, ainda sustentando um sorriso suave na boca, com as pernas viradas de um modo diferente e o braço dobrado mais de três vezes, o calor era tamanho que Clarisse não sabia mais se o que escorria de seu rosto eram lágrimas, suor ou sangue, um cheiro de carne queimada e os lábios com aquele gosto de gordura queimada ao mesmo tempo enojava e entorpecia.</p>
<p>Ela se arrasta em direção à Tiago e o abraça, chora e amaldiçoa tudo que existe por ter acontecido essa tragédia com seu amado.</p>
<p>Então o tempo para e tudo silencia. um frio intenso toma conta de seu corpo e ela se depara com um vulto estranho que se parece com sua falecida tia&#8230;</p>
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		<title>Stand up comedy</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 00:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá. Vocês devem estar pensando por que estou aqui e eu lhes digo: Coincidência. A mesma coincidência que levou meu pai a sair com minha mãe depois de ter perdido a conta na cachaça e achar que ela era a Rita Cadilac, resultando neste que vocês veem. Silêncio. E por falar em gostosa, minha vizinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2825" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/05/stand-up-comedy/standupcomedy-plateia/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2825" title="standupcomedy plateia" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/standupcomedy-plateia.jpg" alt="" width="530" height="353" /></a></p>
<p><span id="more-2823"></span></p>
<p>Olá.</p>
<p>Vocês devem estar pensando por que estou aqui e eu lhes digo: Coincidência.</p>
<p>A mesma coincidência que levou meu pai a sair com minha mãe depois de ter perdido a conta na cachaça e achar que ela era a Rita Cadilac, resultando neste que vocês veem.</p>
<p><em>Silêncio.</em></p>
<p>E por falar em gostosa, minha vizinha é a melhor de todas. Sempre digo pra ela que eu só procuro a top de linha. Pena que ela também.</p>
<p><em>&#8230;</em></p>
<p>Tudo bem, ela não era tudo isso mesmo. Mas o que eu posso esperar das mulheres? Não conseguem nem estacionar o carro, mas pilotam um fogão&#8230; E ainda dizem que somos injustos com elas, depois de esquentar a barriga no fogão, nós homens caridosos, deixamos elas esfriarem a barriga no tanque.</p>
<p><em>Um cemitério demonstra mais agito.</em></p>
<p>Barriga. A minha está como a economia da China, não para de crescer. Dizem estudos científicos que crescemos até os vinte e três anos, porém depois disso começamos a expandir. Aqui estou eu que não me deixo mentir (levanta a camisa e bate na barriga).</p>
<p><em>Todos olham nervosos para o relógio.</em></p>
<p>Mas a melhor barriga é do meu tio. Nunca mais ele precisou de um portacopos desde que adquiriu aquela pança de respeito. O cara é tão gordo, mas tão gordo que pra colocar o cinto ele amarra na ponta um bumerangue.</p>
<p><em>Feno de faroeste passa.</em></p>
<p>Se eu estivesse aí também não daria uma risada. Um cara como eu, que nunca estudou além do segundo grau, nunca pegou ninguém, nunca faz ninguém rir a não ser quando se dá mal, não poderia ser de outra forma. Da próxima vez eu tento vir numa entrevista de trabalho do jeito tradicional.</p>
<p><em>Obrigado, entraremos em contato com você. Ao sair chame o próximo entrevistado.</em></p>
<p><em>Jogue o currículum dele no lixo&#8230; HEUAHEUHEUHAUEHAUEHUHEEUHEUAHEUHEUHEUHEUHEUHEUHEUHUEHUEHUHEAHEUAHEUHEUHUEHA</em></p>
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		<title>Último ano do colégio, cap. 1</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 13:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Queiroz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alice vinha caminhando com seus fones de ouvido marcando 25 no volume, a voz aguda de Axel Rose e a guitarra de Slash, são como fumar, beber, dançar as 01:00hs da manhã, pois é ao som de rock que ela faz essas coisas, mas são 10:30 da manhã ela está no colégio, fazendo uma hora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-1983 alignleft" title="captain_america_shield_new" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/12/captain_america_shield_new.jpg" alt="captain_america_shield_new" width="179" height="195" /><strong>Alice</strong> vinha  caminhando com seus fones de ouvido marcando 25 no volume, a voz aguda de <strong>Axel  Rose</strong> e a guitarra de <strong>Slash</strong>, são como fumar, beber, dançar as 01:00hs da manhã,  pois é ao som de rock que ela faz essas coisas, mas são 10:30 da manhã ela está  no colégio, fazendo uma hora no corredor até passar a aula de matemática. Sente  cheiro de cigarro, e de repente me vê matando aula também assim como ela. Alice  é a mulher mais bonita do universo, mas aqui é apenas mais uma gatinha do  colégio. Seu rosto é branco com sardas que lembram natas. Ha, ha, é isso mesmo,  já esquentou um leite e já viu na superfície a nata se desmanchando é que nem as  manchas no rosto dela. Lindas por sinal. Seus olhos são verdes, eu acho. Ela é  alta para sua idade. Alta para sua idade??? Tá, exagero. O nome dela não é dito  em português, você tem que dizer hélice, muitos acham ridículo, mas ela leva a  sério. Ela passa por mim, e responde de forma muda a minha mudez. À frente,  vemos um clichê em pessoa: Calça preta, casaco de couro, coturnos, acho que  fumando um <strong>Peter Frampton</strong>. Os dois se olham, para ela, Ele é os olhos de Axel  Rose, o rosto de <strong>Jim Morrison</strong>, mas com o estilo de <strong>Joey Ramone</strong>. Para ele, ela é  uma gata, mas também a otária do mês. Ele puxa a embalagem e leio o nome de um  <strong>Jedi</strong>. Calma, é algo legal, mas para não fazer propaganda, digamos que tem haver  com sorte e <strong>Fred</strong> jogando boliche com <strong>Barney</strong>. Se você não entendeu é porque não  fuma, ou é burro mesmo. Ela pega com os dois dedos, e ele como num truque de  mágica risca um palito na sua bota encostada na parece e acende. Um truque  idiota, afinal ele colou a lateral de uma caixa de fósforos na bota dele. Não  vale sabe. Eles se beijam como <strong>Michael Cera</strong> e <strong>Ellen Page</strong>, eu olho para o chão,  desencosto da parece e volto para a sala de aula, e ela deve ter virado o rosto  rindo de mim pelas costas ao ver minha camisa do <strong>Capitão América</strong>. Pelo menos é o  que penso quando a raiva vem, e quase que escuto sua voz dizendo: “<strong>Nerd</strong>”.</p>
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		<title>É praticamente uma foda épica!</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cerveja]]></category>
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		<description><![CDATA[- É a melhor foda de toda Rio Claro e região! Foi o que ele disse, enquanto abraçava ela. E com um sorriso no rosto. Os dois, mas não sei qual era sincero. Eles formavam um casal interessante: ele trabalhava numa empresa de renome e ela conseguiu estabilidade num cargo na prefeitura. Ele tinha o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">- É a melhor foda de toda Rio Claro e região!<br />
Foi o que ele disse, enquanto abraçava ela. E com um sorriso no rosto. Os dois, mas não sei qual era sincero. Eles formavam um casal interessante: ele trabalhava numa empresa de renome e ela conseguiu estabilidade num cargo na prefeitura. Ele tinha o seu charme e ela é um morena com ótimos atributos. Estavamos bebendo e conversando. Eles, de um lado, eu, do outro.<br />
- É praticamente uma foda épica!<br />
Dei um longo gole na minha cerveja.<br />
- Posso experimentar?<br />
- Pode.<br />
E assim fomos eu e ela ao banheiro do bar. Como ela estava de saia, bastou puxar a calcinha para o lado. Ela beijou minha boca como se não houvesse amanhã, e tinha pernas sensacionais. Acho que fizemos muito barulho e eu deixei tudo dentro dela. Ela realmente sabia o que fazer e eu concordei. Mas não fazia sexo a tanto tempo que qualquer foda poderia ser épica.<br />
Voltamos para a mesa e eu pedi mais uma cerveja.</p>
<p><span id="more-1961"></span></p>
<p style="text-align: justify;">- É praticamente uma foda épica!<br />
Dei um longo gole na minha cerveja. Tudo isso aconteceu num rapido pensamento, enquanto eu terminava minha cerveja.<br />
- Parabéns.<br />
O que mais eu poderia dizer? Pedi uma cerveja e mudamos de assunto.</p>
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		<title>A Rua Misteriosa</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 15:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Altenfelder</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A rua estava escura, coberta pelas trevas, mas a lua a iluminava. Com a lua cheia havia uma iluminação parecida com a dos filmes, era uma rua repleta de suspense, dava para sentir no ar. Este era pesado, sentia minha respiração profunda, pesada. E, assim, precisava respirar devagar e intensamente. Não havia ninguém, nenhuma alma, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1687  aligncenter" title="rua escura" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/rua-escura.jpg" alt="rua escura" /></p>
<p><span id="more-1685"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A rua estava escura, coberta pelas trevas, mas a lua a iluminava. Com a lua cheia havia uma iluminação parecida com a dos filmes, era uma rua repleta de suspense, dava para sentir no ar. Este era pesado, sentia minha respiração profunda, pesada. E, assim, precisava respirar devagar e intensamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Não havia ninguém, nenhuma alma, nenhum barulho. A não ser, talvez, por aquele papel branco que rolava com o assobio do vento formando uma sinfonia com as folhas e os galhos dos orvalhos na calçada do lado direito. Do esquerdo, as flores amarelas dos ipês caiam na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a rua pedregosa se transformava num tapete do mais fino e rico tecido, era como seda do começo do século.</p>
<p style="text-align: justify;">A rua era estreita, não possuía nome, não tinha números, tinha apenas aquele portão no fim. O portão era de ferro já gasto. Havia duas estátuas na frente, uma de cada lado. Eram crianças tão perfeitas que pareciam estar vivas&#8230;mas não estavam. Suas faces assustadas me davam a impressão que estavam gritando.</p>
<p style="text-align: justify;">Atrás do portão, o cheiro de enxofre era insuportável, mas combinava com a neblina que escorria impregnando tudo, eu não conseguia ver nada, além da neblina. Era a cortina que escondia algo que não era para ser visto, um segredo.</p>
<p style="text-align: justify;">A rua era semelhante a um deserto, constituído pela noite, pelas trevas e pela solidão. Não há tempo, nem estações. E uma rua que está fora dos padrões a que chamamos de realidade.</p>
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		<title>Morte Inesperada &#8211; parte 2</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2009/07/morte-inesperada-parte-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 05:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[O barulho das buzinas ao longe davam um formigamento nos ouvidos, um súbito calor se manisfestava em meio a calafrios, tontura, pessoas, gritos, luzes, asfalto, levanta, cai. Tudo confundia Tiago e num momento de clareza ele olha para o lado, e lá vê Clarisse, seu amor recém-revelado, ainda sustentando um sorriso suave na boca, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1627" title="sem-titulo" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/sem-titulo.jpg" alt="sem-titulo" /></p>
<p><span id="more-1624"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O barulho das buzinas ao longe davam um formigamento nos ouvidos, um súbito calor se manisfestava em meio a calafrios, tontura, pessoas, gritos, luzes, asfalto, levanta, cai.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo confundia Tiago e num momento de clareza ele olha para o lado, e lá vê Clarisse, seu amor recém-revelado, ainda sustentando um sorriso suave na boca, com as pernas viradas de um modo diferente e o braço dobrado mais de três vezes, o calor era tamanho que Tiago não sabia mais se o que escorria de seu rosto era lágrimas, suor ou sangue, um cheiro de carne queimada e os lábios com aquele gosto de gordura queimada ao mesmo tempo enojava e entorpecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos as imagens vão se juntando e ele percebe que foram atropelados. Sem sentir o braço esquerdo Tiago se arrasta até Clarisse e a abraça, a dor era excruciante, mas não era o braço de Tiago que doía, mas sim a visão de sua amada com os olhos entreabertos e imóveis. O desespero de tiago o levou a blasfemar, amaldiçoar tudo o que existe. A multidão de curiosos começa a se formar, a gritaria e o burburinho se misturavam às buzinas e o som da obra ao lado que futuramente pararia para ver aquela tragédia humana como se fosse uma peça, um drama interminável, um loop, uma volta infernal em torno daquele momento. A vida de Tiago naquele momento não fazia mais sentido, não tinha mais passado, tampouco futuro. E de repente silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">O calor se foi, o barulho se foi, as pessoas calaram, as buzinas cessaram, os carros pararam, as pessoas ficaram imóveis, presas em suas poses como bizarras estátuas num jardim nefasto com sua fonte ao centro. E então frio, Tiago tremia vigorosamente, os dentes doendo de tanto bater, Clarisse com uma leve camada gélida, mais fria do que sua condição poderia lhe deixar. Foi nesse momento que Tiago viu um vulto enorme passando entre as pessoas, vagarosamente, porém mais rápido do que sua visão poderia acompanhar, sua noção de tempo estava abalada e quando menos esperava aquele vulto estava frente a frente com ele, só não desmaiou de medo pois a curiosidade era mais forte.</p>
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		<title>Sem tempo de passar a limpo</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2009/07/sem-tempo-de-passar-a-limpo/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 14:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Altenfelder</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[É a volta da Carol, em grande estilo, com um conto belo e triste, como tantas outras histórias reais que existem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1586  aligncenter" title="419776073_24039d39ab" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/419776073_24039d39ab.jpg" alt="419776073_24039d39ab" /></p>
<p><span id="more-1582"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vida em rascunho. Era assim a vida de Fernanda. Marcada pelas cicatrizes do passado, o silêncio pintava-lhe o rosto, aprofundava-se na alma e circulava pela casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma casa simples em que tudo que a decorava apenas eram objetos de uso diário e as roupas somente vestiam e nada mais. As janelas deixavam entrar luz, mas essa não iluminava mais a escuridão que encobria Fernanda.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apenas um lugar na mesa, sem filho nem filha. Entretanto, uma cicatriz na barriga que doe quando chove. Muitas outras cicatrizes, muito profundas também são presentes naquela bela pele já não cuidada.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há mais sentimentos nem emoções. Tudo para ela é puramente um objeto sem qualquer importância mínima. A rotina faz parte da vida e provavelmente isso não irá mudar. De madrugada vai trabalhar como operária numa fábrica têxtil do outro lado do vale. À tardezinha, pela estrada tortuosa o ônibus da empresa a deixa em  casa. Ela atravessa a rua, passa pela porta e entra, mas não se sente mais em casa.  Encontra um envelope de fotografias na cabeceira, abre-o e vê um sorriso e mãos unidas com as de outro alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembra-se, então, daquele dia. Chovia também. Havia uma mulher de repouso sobre uma colcha de retalhos, uma cicatriz na barriga, dois corações machucados e lágrimas. Duas portas se fecharam, uma delas nunca mais se abriu.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dor de dente não incomoda mais, quadros pendurados estão tortos, empoeirados e esquecidos. Um caminhar de cabeça baixa e sonhos de uma criança de sete anos não vividos e da primeira alegria vivida aos quatorze com o primeiro namorico. Somente um cadáver, uma dívida consigo mesma, uma lembrança que podia ter virado história, fotografias velhas, cartas rasgadas ou nem abertas sobraram.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma tristeza, um passado que perdurou no presente, um futuro sem perspectiva. Uma resposta, àquela pessoa, adiada. Uma vida em rascunho, sem tempo de passar a limpo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Baseado no conto de Ricardo Ramos “Circuito Fechado (4)” in Circuito Fechado. São Paulo: Martins, 1972. (contos).</em></p>
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		<title>Morte Inesperada &#8211; parte 1</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2009/07/morte-inesperada-parte-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 22:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mitch Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[Clarisse]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Morte Inesperada]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago]]></category>

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		<description><![CDATA[Estreando nossa categoria "Contos/Poesia": um conto do blablaista Michel Souza. Conheça Tiago, um cara apaixonado por Clarisse e que vai morrer. Ou não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tiago um cara normal, daqueles que passam despercebidos na faculdade, que todo mundo conhece de vista mas nunca profundamente, simpático e invisível, boa gente para resumir, não sabe mas hoje ele vai morrer.</p>
<p><span id="more-1572"></span></p>
<p style="text-align: justify;">De manhã, antes de ir para a faculdade ele tomou suco de laranja ao invéz de café, não penteou o cabelo e usou a mesma roupa de ontem, ele estava feliz, o ar da manhã lhe parecia mais perfumado, quase sentindo o gosto doce proveniente das flores do jardim do campus. Sim. Ele estava apaixonado. E sim, ela não sabia. Ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira aula, a chatisse de sempre, o professor de Engenharia Ambiental passava mais um slide enfadonho sobre o impacto das mudanças climáticas, meia luz, meia turma dormia, meia turma conversava, ninguém prestava atenção e Tiago pensava em suas meias. A capacidade de atenção de Tiago hoje era ligeiramente maior do que a de um equinodermo. Tudo lembrava ela, e ela lembrava a ele que hoje exporia seus sentimentos à ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Hora do intervalo, Tiago se dirigiu à biblioteca, onde Clarisse trabalhava meio período para ajudar a pagar a faculdade tão sonhada de letras. Ela sonhava em ser professora, em fazer pesquisas, quem sabe uma especialização em história. Gostava de música também, e como muitas meninas na sua idade, se interessava por coisas esotéricas e meninos. Um certo menino havia lhe chamado a atenção, ela sabia que ele se chamava Tiago pelo cartão da biblioteca, mas sempre manteve em segredo o seu interesse, por vergonha ou prudência talvez. Toda vez que Tiago aparecia ela ficava agitada e por vezes trocava os livros o que gerava algumas reclamações à seu respeito, mas nada muito grave.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Tiago deixou sua mochila na estante destinada às mochilas da biblioteca, Clarisse deixou dois livros de direito cair, e quase que imediato veio a ajuda de Tiago e a bronca da supervisora. Clarisse ruborizou e voltou para trás do balcão. Tiago respirou, como Hortência antes dos lances livres e foi em direção ao balcão.</p>
<p style="text-align: justify;">- Que horas você vai sair hoje? &#8211; Ele sabia, 17:00 como todo dia &#8211; Ah er&#8230; oi Clarisse.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele esquecera de cumprimentá-la e já tinha interrogado a menina, ao se dar conta da gafe ele sorri e coça a cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">- Às 17:00, por quê? &#8211; Ao pensar em suas próprias palavras Clarisse considerou muito seca e dura sua resposta e tentou consertar &#8211; Alguma aventura em mente? Maravilha, quem nos dias de hoje ainda diz &#8220;aventura&#8221; dessa forma?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ah sim, é que eu queria ir no museu lá do centro, está rolando uma exposição sobre o descobrimento e pensei que você pudesse gostar de ir. Ela não sabia mas ele há muito havia reparado que ela sempre carregava um livro de história entre os de gramática e literatura.</p>
<p style="text-align: justify;">-Ah,ok. Então, hoje, ok, 17:00 na frente da faculdade. Agora apesar de o ar-condicionado desregulado da faculdade que levava a todos à era glacial, Clarisse sentia muito calor a ponto de quase transpirar.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele começo de tarde estava nublado e quando marcou 17:00 h algumas nuvens feias começaram a se aglomerar. Ele a viu descendo as escadas e seu coração disparou, o quê dizer? Como devo agir? Eram algumas das perguntas que passavam em sua cabeça quado ela lhe disse: &#8211; Vamos ou esperaremos D.Pedro nos buscar? Ele riu e ela também, e juntos atravessaram a rua, porém mal sabiam que estavam sendo observados&#8230;</p>
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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; Final</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui me encontrar com Inveja em um lugar que, com certeza, é um ponto-de-encontro dos que se dizem moderninhos. Inveja: Olá. Está um pouco atrasado, hein.Eu: Desculpe, acabei ficando mais tempo do que eu esperava com Gula e Ira!I: Hunfs, aqueles dois, viu! Eles deviam assumir que se gostam&#8230; Olhe para Inveja por alguns segundos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb-sQB9iZdI/AAAAAAAAABc/INmw3h3WgG8/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb-sQB9iZdI/AAAAAAAAABc/INmw3h3WgG8/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025925100573189586" border="0" /></a><br /><span style="font-family: verdana;font-size:85%;" ><br />Fui me encontrar com Inveja em um lugar que, com certeza, é um ponto-de-encontro dos que se dizem moderninhos</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">.</span> </p>
<p><span id="more-164"></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Inveja:</span> Olá. Está um pouco atrasado, hein.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Desculpe, acabei ficando mais tempo do que eu esperava com Gula e Ira!</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I:</span> Hunfs, aqueles dois, viu! Eles deviam assumir que se gostam&#8230;</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p>Olhe para Inveja por alguns segundos e pensei: &#8220;É homem ou mulher?&#8221;</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p><span style="font-weight: bold;">I:</span> Sou uma pessoa andrógina.</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Ahn?</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I: </span>Você estava se perguntando se eu sou homem ou mulher. Sua cara revelou seu pensamento. Percebi isso com meus lindos olhos verdes.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E:</span> Mas quem tem olhos verdes é ciúmes¹.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I: </span>Eu sei. Somos parentes e eu sempre invejei aqueles olhos. Agora uso lente para deixar igual, ou melhor.</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> E como é ser Inveja atualmente?</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Olhe ao seu redor. Está vendo essas pessoas se fingindo amizade? Exibição pura! Sempre alguém terá algo que pode causar inveja em outra pessoa. Todos tem inveja. E qualquer coisa pode causar inveja. Até a felicidade do outro pode causar inveja em alguém!</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E: </span><span style="font-style: italic;">A grama do vizinho é sempre mais verde</span>.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I:</span> Exatamente. Agora, com licença, eu vou me encontrar com Luxúria.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;">Inveja levantou-se e foi para seu encontro com Luxúria. Eu ainda fiquei um tempo ali, pensando. Me levantei e fui procurar <span style="font-style: italic;">Arrogância</span>.</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p>Ele estava em uma praça, sentado em um banco. Como me disseram, Arrogância é um senhor que aparenta ter 70 anos ou mais.</span>  <span style="font-family:verdana;">Vestia uma roupa até que elegante. Igual a essas que vemos pessoas idosas usando.</span>  <span style="font-family:verdana;">Parei em frente dele.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E:</span> Olá, Senhor Arrogância.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;">Silêncio</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p><span style="font-weight: bold;">E:</span> Senhor?</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;">Ele levantou do banco.</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Arrogância:</span> Quem você pensa que é, para querer me fazer perguntas?</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> &#8230;</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p>E foi embora. Fiquei parado, mudo e perplexo com o que acabou de acontecer. Sentei no banco e fiquei olhando para aquele senhor.</span>  <span style="font-family:verdana;">Foi o melhor modo de Arrogância me mostrar que ele continua o mesmo, não importa a época.</p>
<p>¹ Apelido carinhoso que ciúmes recebeu na peça teatral Othelo, de </span></span><span style="font-size:-1;">William Shakespeare.</span></p>
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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; parte 3</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2007 22:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Gula: Olá! Você deve ser o Wagner. Entre.Eu: Oi. Prazer. Você é Ira, não é?G: Não, eu sou Gula!E: Gula?!? Ué&#8230; achei que Ira morava aqui&#8230;G: Sim, sim. Ela mora aqui. Eu só estou visitando. Somo muito amigos.E: Ah, legal e&#8230; peraí. Ira é mulher?G: Você achava que era homem?E: É.G: Normal. Mas ela é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb1A3R9iZcI/AAAAAAAAABQ/7VMdum1gEBA/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb1A3R9iZcI/AAAAAAAAABQ/7VMdum1gEBA/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025244077673833922" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">Gula:</span> Olá! Você deve ser o Wagner. Entre.<br /><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Oi. Prazer. Você é Ira, não é?<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Não, eu sou <span style="font-style: italic;">Gula</span>!<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Gula?!? Ué&#8230; achei que Ira morava aqui&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Sim, sim. Ela mora aqui. Eu só estou visitando. Somo muito amigos.<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Ah, legal e&#8230; peraí. Ira é mulher?<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Você achava que era homem?<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>É.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Normal. Mas ela é mulher.</p>
<p><span id="more-163"></span></p>
<p>Nisso aparece <span style="font-style: italic;">Ira</span>. Longos cabelos molhados, roupa confortável, bonita até.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Ira: </span>Oi. Você deve ser o Wagner. Tudo bem? A gente vai almoçar agora. E modéstia a parte, sou uma excelente cozinheira.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>É sim! Por isso que sempre venho aqui!<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Interesseiro, he he he. Almoce com a gente, Wagner.<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Obrigado!</p>
<p>E concordo com isso. Ira sabe cozinhar. Aproveitei para entrevistá-los durante o almoço.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">E: </span>Ira, está excelente esse almoço!<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Obrigada. Faz parte da minha terapia&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Terapia??<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> É. Ela tem feito terapia. Ficar nervosa demais começou a maltratar a saúde dela.<br /><span style="font-weight: bold;">I:</span> É. Estou nessa onda de geração saúde. Faço malhação e ioga. Além de comer apenas produtos sem agrotóxicos.</p>
<p>Eu fiquei um tanto quanto confuso. Como assim, Ira fazendo terapia? Ira calma? Desculpe o trocadilho infame.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">E: </span>Me explica mais sobre isso, de terapia.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Simples. Quando as pessoas ficam nervosas demais, pensam de modo irracional. Muitos conflitos acontecem por causa da raiva. E isso refletia em mim. Comecei a ficar doente. Por isso agora eu faço terapia para relaxar. Quem sabe se eu der o exemplo, as pessoas ficam mais calmas, né.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Cara&#8230; nhoc! nhoc!&#8230; você devia ver como era antes&#8230; chomp! nhac!&#8230; era feio a situação. Por qualquer coisa, ela já ficava brava.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Eu ficava brava com o Gula. Olhe para ele, come muito e não engorda nada! He he he he.</p>
<p>Realmente, Gula é diferente do que eu pensava. Eu imaginava sendo um cara gordo. Mas não, ele é tão magro quanto eu!</p>
<p><span style="font-weight: bold;">G:</span> He he, pois é! Nem eu sei porque sou magro. Como, como, como e nada de engordar!<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>É, você é magro. Parece eu! Aproveitando a deixa, me fale como é ser Gula atualmente.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Ué, por que você não fez essa pergunta para mim?<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Sem querer você já respondeu, he he he.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Ahhhh.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Então, ser Gula atualmente é muito bom. Nunca o homem produziu tanta comida. Basta ver como tem programas de culinária nas programações das emissoras de televisão! Quantos produtos são feitos para facilitar sua alimentação! É uma prosperidade nunca vista pela humanidade.<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Mas ainda assim existe pessoas passando fome&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> Mas isso é devido a problemas políticos, problemas de distruibição. Nunca foi um problema de produção. O homem tem tecnologia para modificar solos para plantação, melhoramento genéticos e outras coisas.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Realmente, concordo com você.</p>
<p>Depois disso, conversamos sobre amenidades. Ficamos jogando conversa fora. Desculpe o trocadilho infame de novo.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">E:</span> Bem, pessoal, preciso ir embora agora. Obrigado pelo almoço, estava delicioso.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Que isso, venha quando quiser!<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>E agora, qual pecado você vai procurar?<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Não sei ainda.<br /><span style="font-weight: bold;">I:</span> Te aconselho a deixar Arrogância por último. Aquele velho não é nada fácil.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Arrogância é um senhor de idade?<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> Sim.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>E não se assuste com Inveja&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> E por que eu meu assustaria?<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> Você vai ver. Aguarde&#8230;</p>
<p>Depois desse conselho estranho, fui me encontrar com <span style="font-style: italic;">Inveja</span>.</p>
<p>continua&#8230;<br /><span style="font-size:78%;"><br />PS.: Me perdoem pelo texto grande dessa vez!</span></span></span></p>
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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jan 2007 01:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui me encontrar com Preguiça. Pelo nome, eu já sei que o papo não vai ser longo. Mas vou tentar extrair o que eu realmente quero: como é ser Preguiça atualmente.É uma casa de veraneio, bonita pra caramba! E ela tem um clima que dá uma preguiiiiça. Nunca bocejei tanto na minha vida. Encontrei Preguiça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rbq7kB9iZaI/AAAAAAAAAA8/R6UbRync_V0/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rbq7kB9iZaI/AAAAAAAAAA8/R6UbRync_V0/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5024534561961436578" border="0" /></a><br /><span id="more-162"></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Fui me encontrar com <span style="font-style: italic;">Preguiça</span>. Pelo nome, eu já sei que o papo não vai ser longo. Mas vou tentar extrair o que eu realmente quero: como é ser Preguiça atualmente.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">É uma casa de veraneio, bonita pra caramba! E ela tem um clima que dá uma preguiiiiça. Nunca bocejei tanto na minha vida.</p>
<p>Encontrei Preguiça deitado numa rede, instalado perto de uma piscina. Era bem a imagem que eu tinha em mente. Quando me viu, pediu para que eu deitasse na rede próxima a dele.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Preguiça:</span> Rapaz, mas me deu uma preguiça danada de te cumprimentar melhor, he he!<br /><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Imagino&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">P:</span> He he, eu realmente faço jus ao meu nome!<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Antes que eu faça a pergunta principal, me queria saber como é que você cuida dessa casa. Deve ser cara&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">P: </span>E é! Só que um dia eu tive uma idéia de como Avareza poderia acumular mais dinheiro sem gastar tanto. Claro que só iria dizer se eu tivesse participação nos lucros. Ele topou, e aqui estou eu! He he.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Realmente, deve ter sido uma excelente idéia.<br /><span style="font-weight: bold;">P: </span>Opa! Sou preguiçoso, não burro.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Percebi. Mas me diga, como é ser Preguiça nos tempos atuais.<br /><span style="font-weight: bold;">P: </span>Igual. Não mudou nada desde que o mundo é mundo. Tem os trabalhadores e tem os preguiçosos. Eu costumo dizer que preguiça é igual a papel higiênico. Pode ter os aromatizados, os com folhas duplas, mas o formato original se mantém. A mesma coisa com a preguiça.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Nunca pensei dessa maneira.<br /><span style="font-weight: bold;">P:</span> Sobre a preguiça?<br /><span style="font-weight: bold;">N:</span> Não, sobre o papel higiênico.<br /><span style="font-weight: bold;">P:</span> Ahhh. Agora, vou descansar um pouco. Essa conversa me deu uma preguiça, he he he! Aproveite e descanse também.</p>
<p>Aproveitei e descansei também, afinal, ninguém é de ferro! Depois do descanso, fui procurar o meu próximo alvo: <span style="font-style: italic;">Ira</span>.</p>
<p>Ira mora em um apartamento. Dois quarto. Bem classe-média, em um bairro tranqüilo.  Entrei no elevador e fui até o andar onde mora Ira. Chegando, toquei a campainha e tive uma surpresa.</p>
<p>continua&#8230;</p>
<p>Ah, para quem perguntou quais são as Sete Virtudes: <span style="font-style: italic;">Castidade</span>, <span style="font-style: italic;">Generosidade</span>, <span style="font-style: italic;">Temperança</span>, <span style="font-style: italic;">Diligência</span>, <span style="font-style: italic;">Paciência</span>, <span style="font-style: italic;">Caridade</span> e <span style="font-style: italic;">Humildade</span>.<br /></span></span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span></div>
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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jan 2007 00:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Iaiá, do Se conselho fosse bom, me convidou para fazer um texto de como eu vejo os Sete Pecados Capitais. Antes de continuar, só gostaria de fazer um comentário: é estranho como sempre lembramos dos sete pecados, mas não nos lembramos das sete virtudes.Voltando ao assunto, resolvi aceitar o convite e fazer o texto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/RblZtB9iZZI/AAAAAAAAAAw/HJO7sZyrKKo/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/RblZtB9iZZI/AAAAAAAAAAw/HJO7sZyrKKo/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5024145489464026514" border="0" /></a><br /><span id="more-161"></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">A Iaiá, do <a href="http://conselhosdaiaia.blogspot.com/">Se conselho fosse bom</a>, me convidou para fazer um texto de como eu vejo os Sete Pecados Capitais. Antes de continuar, só gostaria de fazer um comentário: é estranho como sempre lembramos dos sete pecados, mas não nos lembramos das sete virtudes.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Voltando ao assunto, resolvi aceitar o convite e fazer o texto sobre como eu vejo os pecados capitais. Melhor que isso: resolvi entrevistá-los.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><br />Só para lembrar quais são os Sete Pecados Capitais: <span style="font-style: italic;">Arrogância</span>, <span style="font-style: italic;">Inveja</span>, <span style="font-style: italic;">Ira</span>, <span style="font-style: italic;">Preguiça</span>, <span style="font-style: italic;">Avareza</span>, <span style="font-style: italic;">Gula</span> e <span style="font-style: italic;">Luxúria</span>.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Na minha pesquisa, e para a minha sorte, descobri que Avareza e Luxúria são casados. Ao chegar, percebi que a casa é grande, porém de arquitetura simples. </span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Sou recepcionado pela Luxúria. Ela lembra uma dessas socialites que aparecem no programa do <a href="http://www2.blogger.com/www.amauryjr.com.br">Amaury Jr</a>.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Luxúria:</span> Entre, não seja tímido. Estamos muito animado com essa entrevista e&#8230; Você não tinha uma roupa melhor? A sua está tão&#8230; tão&#8230; pobre e simples! Não repare na aparência simples de nossa casa. Já foi difícil fazer com que meu marido Avareza comprasse essa.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Isso prova a frase: os opostos se atraem&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L: </span>O que você disse?</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E:</span> Nada não, apenas pensei alto.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L: </span>Ahhh.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Quando entrei, o contraste com o exterior da casa é berrante. É quase um palácio! Sem querer, disse &#8220;uau&#8221;.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L:</span> Foi difícil convencer aquele velho avarento a ter, pelo menos, o interior da casa elegante.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Encontro Avareza em seu escritório, contando dinheiro. Sua roupa era simples e em tons escuro. Total contraste com Luxúria.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Avareza:</span> O que você quer? Seja rápido, pois tempo é dinheiro.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E: </span>Bem, eu só queria saber como é ser Avareza nos tempos atuais. E também como é ser Luxúria.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">A: </span>É complicado. Agora com essa onda de neoliberalismo, esquerdismo e blábláblá. Sinto falta da época do mercantilismo.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E: </span>Mas ainda existe a acumulação de capitais&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">A: </span>Mas não é como antes. E ponto final.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E: </span>Certo&#8230; E com a senhora, Luxúria. Como é ser Luxúria atualmente.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L:</span> Ahhhhh é o must! As pessoas gastam, se mostram, é maravilhoso. É só ver como as pessoas gostam de ostentar seus poderes aquisitivos. Isso me fez lembrar de um casaco de pele lindíssimo que eu usei numa viagem para Paris, junto com a Inveja. Aliás, ela ficou com mais inveja ainda. Mas o Avareza só ficava reclamando o tempo todo e&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">A:</span> Claro, você gastava todo meu dinheiro! Você não sabe o suor que foi para acumular ele e&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L: </span>Lá vem você novamente&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">E foi iniciada uma discussão. Como vi que o papo ali não iria render nada, resolvi sair e ir para meu próximo alvo: <span style="font-style: italic;">Preguiça</span>.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
<p><span style="font-size:78%;">PS.: Tudo isso é fruto de minha mente quase, mas não completamente, criativa. Qualquer semelhança com a vida real é total coincidência.</span></span></span></div>
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