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	<title>Blablaismo &#187; contos</title>
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		<itunes:summary>Radiobla eacute; o podcast musical do blog Blablaismo.com.br. Cada ediccedil;atilde;o, um tema diferente. Vocecirc; tambeacute;m pode colaborar com um tema, e ateacute; mesmo participar - mandando um email para contato@blablaismo.com.br</itunes:summary>
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		<title>01:40</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 04:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[

- Olá, tudo bem?
- Olá. Nossa, quanto tempo!
- Pois é, né!
Se encontraram ao acaso, após 5 anos, em um supermercado. Antes, tiveram um romance quase intenso durante um ano e poucos dias. Alguem poderia até considerar intenso, mas depende do referencial. Pelo sim, pelo não, quase intenso. Caberia a frase &#8220;foi eterno enquanto durou!&#8221;
- Mas [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">- Olá, tudo bem?<br />
- Olá. Nossa, quanto tempo!<br />
- Pois é, né!</p>
<p style="text-align: justify;">Se encontraram ao acaso, após 5 anos, em um supermercado. Antes, tiveram um romance quase intenso durante um ano e poucos dias. Alguem poderia até considerar intenso, mas depende do referencial. Pelo sim, pelo não, quase intenso. Caberia a frase &#8220;foi eterno enquanto durou!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas e aí, ainda no mesmo emprego?<br />
- Não, mudei de empresa, fui para uma cujo salário é melhor. E você?<br />
- Ah, fui promovida a chefe do meu setor.<br />
- Poxa, legal, era isso que você queria&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se conheceram ele já estava terminando a faculdade enquanto ela ensaiava a voltar a estudar, apesar de ele ser mais novo que ela. Pouca diferença, mas que no final foi importante para ele. Era o primeiro caso que ele chamou de namoro, propriamente dito. Para ela foi importante também. E foi um namoro bom, cheio de altos e poucos baixos. Analisando com mais calma, o único ponto baixo que teve resultou no término.</p>
<p style="text-align: justify;">- Morando sozinho?<br />
- Ah, sim sim. Já estava na hora. Chega um momento em que um homem precisa sair do ninho. E o novo emprego ajudou também. Ficava longe demais da casa de meus pais. E você?<br />
- Até o final do ano eu saio, só esperando o financiamento ser aprovado.<br />
- Vai ser aprovado sim, tenha fé!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando juntos, faziam planos de terem um lar. A afinidade era grande, a impressão que se tinha é que já estavam juntos a mais tempo do que parecia. Era um casal que todo mundo dizia &#8220;esses vão casar!&#8221; mas o povo fala demais e boa parte das vezes baseados em porcaria nenhuma.</p>
<p style="text-align: justify;">- E do resto?<br />
- Ah&#8230; então&#8230; estou noiva.<br />
- Do&#8230; do&#8230; como é mesmo o nome dele?<br />
- Paulo.<br />
- Isso, Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">O romance acabou quando ele teve um problema na familia. Coisa envolvendo depressão de um e morte de outro, algo até hoje não muito explicado por ele. Ela estava junto, mas qualquer um percebia que ele estava um pouco distante. Quando a situação melhorou um pouco, ela terminou. Disse que o amor já não era tanto a ponto de sustentar um namoro e também que havia conhecido um rapaz na faculdade. Mas, por respeito, ela primeiro terminou para depois começar outro. Ao menos houve um respeito por tudo o que já tiveram. Já ele não teve nenhum outro namoro que durasse tanto após esse. Algum caso ali, outro acolá, coisa de dois meses, mas nada que pudesse entrar num patamar de comparação, sentimentalmente falando.</p>
<p style="text-align: justify;">- Bem, tenho que ir agora.<br />
- Eu também. A gente se vê por aí.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele passou de novo na seção de bebidas e pegou mais um vinho. Chegou em sua casa, deixou as compras em cima da mesa e pegou o vinho e o primeiro copo que viu. Ligou a televisão, passava um programa que estava vendendo qualquer produto de qualidade duvidosa. Encheu o copo e matou tudo em um gole. Encheu de novo e dessa vez bebeu mais devagar. Colocou a tv no mute e ligou o rádio. Tocava um Rachmaninoff. Saber que ela estava noiva bateu forte nele. Achava que a tinha superado. Matou o que faltava no copo e encheu de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na casa ao lado, o dono gritava com o cachorro.</p>

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		<title>Morte Inesperada &#8211; parte 3</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2010/05/morte-inesperada-parte-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 17:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Michel Souza</dc:creator>
		
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Diz o ditado que: A curiosidade matou o gato.
Naquele momento Tiago estava vivendo aquilo, sua amada Clarisse jazia sorridente em seus braços e um vulto negro o observava enquanto ele lhe devolvia o olhar, porém só fitava o vazio.
A figura à sua frente era uma confusão de imagens intensa, hora era um homem baixinho, hora [...]]]></description>
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<p><a rel="attachment wp-att-2869" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/05/morte-inesperada-parte-3/casal-na-sombra/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2869" title="casal na sombra" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/casal-na-sombra.jpg" alt="" width="320" height="251" /></a></p>
<p>Diz o ditado que: A curiosidade matou o gato.</p>
<p>Naquele momento Tiago estava vivendo aquilo, sua amada Clarisse jazia sorridente em seus braços e um vulto negro o observava enquanto ele lhe devolvia o olhar, porém só fitava o vazio.</p>
<p>A figura à sua frente era uma confusão de imagens intensa, hora era um homem baixinho, hora ajeitava seu bigode longo para logo em seguida ajeitar seu vestido de festa. Era algo um tanto quanto pertubador e sinistro de se ver. Até que a imagem se estabiliza na forma de uma menina. Aquela era uma pessoa que não era estranha para Tiago, na verdade ele jurava que sua irmã mais nova estava à sua frente bem ali no meio daquele caos, porém quando a pequena lhe dirigiu a palavra era como se fosse o vento sibilando em fúria em meio a uma tempestade.</p>
<p>- Tiago, eu sei que a dor lhe é profunda. Não precisas ter medo, sou teu amigo e estou aqui para lhe fazer uma oferta.</p>
<p>- Quem é você? Como você me conhece? Por que você se parece com a minha irmã? O que está acontecendo?</p>
<p>- Como eu já lhe disse estou aqui para lhe fazer uma proposta e não para elucidar teus dilemas. Estás disposto a me ouvir?</p>
<p>Tiago tenta se mexer, mas a dor é grande, o que lhe impossibilita de mover os músculos da perna direita bastante machucada. Olha à sua volta e as pessoas continuavam inertes como manequins em uma vitrine, sem som, sem calor. Somente o frio infernal que lhe fazia bater o queixo. Já havia se acostumado com o cheiro de sangue e já não lhe incomodava. Quando seu corpo se acalmava sua visão inferior o lembrava do desespero e se recordava da cena de sua amada voando pelo ar enquanto ele próprio também era jogado com força na direção oposta. Desespero e lágrimas. Era o cliclo que se repetia sem cessar durante aqueles momentos, não sabe ao certo quanto. Emfim se rende à figura estranha que estava em sua frente lhe encarando com um quê de curiosidade.</p>
<p>- Que proposta é essa? &#8211; Berrou &#8211; O que você quer?</p>
<p>- Minha proposta se baseia em trazer esta que está em teus braços de volta ao convívio dos mortais.</p>
<p>Tiago não podia acreditar no que seus ouvidos ensanguentados ouviam, sua amada Clarisse de volta à vida?</p>
<p>- Eu quero, eu aceito. Aceito o que for, mas a traz ela de volta, acaba com meu sofrimento, não posso viver sem ela!</p>
<p>- Então me ouças com atenção. Eu trago tua amada de volta ao mundo dos viventes, porém deverás trocar de lugar com ela. Uma vida por outra, essa é a lei.</p>
<p>Tiago fica atônito, o que era esperança se tornou dúvida e seu mais novo companheiro estava de volta: O desespero. Tiago não tinha medido ainda o peso daquelas palavras. Ele poderia salvar a sua amada, aquela pela qual havia se apaixonado desde o primeiro ano de faculdade, mas pelo preço de sua vida.</p>
<p>- Eu aceito.</p>
<p>- Então que assim seja.</p>
<p>No breve momento de um piscar de olhos Tiago sente algo lhe puxando como se fosse tragado pelo próprio umbigo. As imagens passam rápido por seu olhos e como se fosse um expectador ele vê as imagens do seu dia se repetindo até que se vê de volta às escadarias da faculdade, saindo alegremente de mãos dadas com Clarisse. Cada vez mais próximo até o momento do atropelamento.</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>O barulho das buzinas ao longe davam um formigamento nos ouvidos, um súbito calor se manisfestava em meio a calafrios, tontura, pessoas, gritos, luzes, asfalto, levanta, cai.</p>
<p>Tudo confundia Clarisse e num momento de clareza ele olha para o lado, e lá vê Tiago, seu amor recém-revelado, ainda sustentando um sorriso suave na boca, com as pernas viradas de um modo diferente e o braço dobrado mais de três vezes, o calor era tamanho que Clarisse não sabia mais se o que escorria de seu rosto eram lágrimas, suor ou sangue, um cheiro de carne queimada e os lábios com aquele gosto de gordura queimada ao mesmo tempo enojava e entorpecia.</p>
<p>Ela se arrasta em direção à Tiago e o abraça, chora e amaldiçoa tudo que existe por ter acontecido essa tragédia com seu amado.</p>
<p>Então o tempo para e tudo silencia. um frio intenso toma conta de seu corpo e ela se depara com um vulto estranho que se parece com sua falecida tia&#8230;</p>

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		<title>Stand up comedy</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 00:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Michel Souza</dc:creator>
		
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Olá.
Vocês devem estar pensando por que estou aqui e eu lhes digo: Coincidência.
A mesma coincidência que levou meu pai a sair com minha mãe depois de ter perdido a conta na cachaça e achar que ela era a Rita Cadilac, resultando neste que vocês veem.
Silêncio.
E por falar em gostosa, minha vizinha é a melhor de [...]]]></description>
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<p><a rel="attachment wp-att-2825" href="http://www.blablaismo.com.br/2010/05/stand-up-comedy/standupcomedy-plateia/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2825" title="standupcomedy plateia" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2010/05/standupcomedy-plateia.jpg" alt="" width="530" height="353" /></a></p>
<p>Olá.</p>
<p>Vocês devem estar pensando por que estou aqui e eu lhes digo: Coincidência.</p>
<p>A mesma coincidência que levou meu pai a sair com minha mãe depois de ter perdido a conta na cachaça e achar que ela era a Rita Cadilac, resultando neste que vocês veem.</p>
<p><em>Silêncio.</em></p>
<p>E por falar em gostosa, minha vizinha é a melhor de todas. Sempre digo pra ela que eu só procuro a top de linha. Pena que ela também.</p>
<p><em>&#8230;</em></p>
<p>Tudo bem, ela não era tudo isso mesmo. Mas o que eu posso esperar das mulheres? Não conseguem nem estacionar o carro, mas pilotam um fogão&#8230; E ainda dizem que somos injustos com elas, depois de esquentar a barriga no fogão, nós homens caridosos, deixamos elas esfriarem a barriga no tanque.</p>
<p><em>Um cemitério demonstra mais agito.</em></p>
<p>Barriga. A minha está como a economia da China, não para de crescer. Dizem estudos científicos que crescemos até os vinte e três anos, porém depois disso começamos a expandir. Aqui estou eu que não me deixo mentir (levanta a camisa e bate na barriga).</p>
<p><em>Todos olham nervosos para o relógio.</em></p>
<p>Mas a melhor barriga é do meu tio. Nunca mais ele precisou de um portacopos desde que adquiriu aquela pança de respeito. O cara é tão gordo, mas tão gordo que pra colocar o cinto ele amarra na ponta um bumerangue.</p>
<p><em>Feno de faroeste passa.</em></p>
<p>Se eu estivesse aí também não daria uma risada. Um cara como eu, que nunca estudou além do segundo grau, nunca pegou ninguém, nunca faz ninguém rir a não ser quando se dá mal, não poderia ser de outra forma. Da próxima vez eu tento vir numa entrevista de trabalho do jeito tradicional.</p>
<p><em>Obrigado, entraremos em contato com você. Ao sair chame o próximo entrevistado.</em></p>
<p><em>Jogue o currículum dele no lixo&#8230; HEUAHEUHEUHAUEHAUEHUHEEUHEUAHEUHEUHEUHEUHEUHEUHEUHUEHUEHUHEAHEUAHEUHEUHUEHA</em></p>

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		<title>Último ano do colégio, cap. 1</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 13:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Queiroz</dc:creator>
		
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Alice vinha  caminhando com seus fones de ouvido marcando 25 no volume, a voz aguda de Axel  Rose e a guitarra de Slash, são como fumar, beber, dançar as 01:00hs da manhã,  pois é ao som de rock que ela faz essas coisas, mas são 10:30 da manhã ela está  no [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-1983 alignleft" title="captain_america_shield_new" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/12/captain_america_shield_new.jpg" alt="captain_america_shield_new" width="179" height="195" /><strong>Alice</strong> vinha  caminhando com seus fones de ouvido marcando 25 no volume, a voz aguda de <strong>Axel  Rose</strong> e a guitarra de <strong>Slash</strong>, são como fumar, beber, dançar as 01:00hs da manhã,  pois é ao som de rock que ela faz essas coisas, mas são 10:30 da manhã ela está  no colégio, fazendo uma hora no corredor até passar a aula de matemática. Sente  cheiro de cigarro, e de repente me vê matando aula também assim como ela. Alice  é a mulher mais bonita do universo, mas aqui é apenas mais uma gatinha do  colégio. Seu rosto é branco com sardas que lembram natas. Ha, ha, é isso mesmo,  já esquentou um leite e já viu na superfície a nata se desmanchando é que nem as  manchas no rosto dela. Lindas por sinal. Seus olhos são verdes, eu acho. Ela é  alta para sua idade. Alta para sua idade??? Tá, exagero. O nome dela não é dito  em português, você tem que dizer hélice, muitos acham ridículo, mas ela leva a  sério. Ela passa por mim, e responde de forma muda a minha mudez. À frente,  vemos um clichê em pessoa: Calça preta, casaco de couro, coturnos, acho que  fumando um <strong>Peter Frampton</strong>. Os dois se olham, para ela, Ele é os olhos de Axel  Rose, o rosto de <strong>Jim Morrison</strong>, mas com o estilo de <strong>Joey Ramone</strong>. Para ele, ela é  uma gata, mas também a otária do mês. Ele puxa a embalagem e leio o nome de um  <strong>Jedi</strong>. Calma, é algo legal, mas para não fazer propaganda, digamos que tem haver  com sorte e <strong>Fred</strong> jogando boliche com <strong>Barney</strong>. Se você não entendeu é porque não  fuma, ou é burro mesmo. Ela pega com os dois dedos, e ele como num truque de  mágica risca um palito na sua bota encostada na parece e acende. Um truque  idiota, afinal ele colou a lateral de uma caixa de fósforos na bota dele. Não  vale sabe. Eles se beijam como <strong>Michael Cera</strong> e <strong>Ellen Page</strong>, eu olho para o chão,  desencosto da parece e volto para a sala de aula, e ela deve ter virado o rosto  rindo de mim pelas costas ao ver minha camisa do <strong>Capitão América</strong>. Pelo menos é o  que penso quando a raiva vem, e quase que escuto sua voz dizendo: “<strong>Nerd</strong>”.</p>

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		<title>É praticamente uma foda épica!</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2009/11/e-praticamente-uma-foda-epica/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
		
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- É a melhor foda de toda Rio Claro e região!
Foi o que ele disse, enquanto abraçava ela. E com um sorriso no rosto. Os dois, mas não sei qual era sincero. Eles formavam um casal interessante: ele trabalhava numa empresa de renome e ela conseguiu estabilidade num cargo na prefeitura. Ele tinha o seu [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">- É a melhor foda de toda Rio Claro e região!<br />
Foi o que ele disse, enquanto abraçava ela. E com um sorriso no rosto. Os dois, mas não sei qual era sincero. Eles formavam um casal interessante: ele trabalhava numa empresa de renome e ela conseguiu estabilidade num cargo na prefeitura. Ele tinha o seu charme e ela é um morena com ótimos atributos. Estavamos bebendo e conversando. Eles, de um lado, eu, do outro.<br />
- É praticamente uma foda épica!<br />
Dei um longo gole na minha cerveja.<br />
- Posso experimentar?<br />
- Pode.<br />
E assim fomos eu e ela ao banheiro do bar. Como ela estava de saia, bastou puxar a calcinha para o lado. Ela beijou minha boca como se não houvesse amanhã, e tinha pernas sensacionais. Acho que fizemos muito barulho e eu deixei tudo dentro dela. Ela realmente sabia o que fazer e eu concordei. Mas não fazia sexo a tanto tempo que qualquer foda poderia ser épica.<br />
Voltamos para a mesa e eu pedi mais uma cerveja.</p>
<p style="text-align: justify;">- É praticamente uma foda épica!<br />
Dei um longo gole na minha cerveja. Tudo isso aconteceu num rapido pensamento, enquanto eu terminava minha cerveja.<br />
- Parabéns.<br />
O que mais eu poderia dizer? Pedi uma cerveja e mudamos de assunto.</p>

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		<title>A Rua Misteriosa</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 15:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Altenfelder</dc:creator>
		
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A rua estava escura, coberta pelas trevas, mas a lua a iluminava. Com a lua cheia havia uma iluminação parecida com a dos filmes, era uma rua repleta de suspense, dava para sentir no ar. Este era pesado, sentia minha respiração profunda, pesada. E, assim, precisava respirar devagar e intensamente.
Não havia ninguém, nenhuma alma, nenhum [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1687  aligncenter" title="rua escura" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/08/rua-escura.jpg" alt="rua escura" /></p>
<p style="text-align: justify;">A rua estava escura, coberta pelas trevas, mas a lua a iluminava. Com a lua cheia havia uma iluminação parecida com a dos filmes, era uma rua repleta de suspense, dava para sentir no ar. Este era pesado, sentia minha respiração profunda, pesada. E, assim, precisava respirar devagar e intensamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Não havia ninguém, nenhuma alma, nenhum barulho. A não ser, talvez, por aquele papel branco que rolava com o assobio do vento formando uma sinfonia com as folhas e os galhos dos orvalhos na calçada do lado direito. Do esquerdo, as flores amarelas dos ipês caiam na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a rua pedregosa se transformava num tapete do mais fino e rico tecido, era como seda do começo do século.</p>
<p style="text-align: justify;">A rua era estreita, não possuía nome, não tinha números, tinha apenas aquele portão no fim. O portão era de ferro já gasto. Havia duas estátuas na frente, uma de cada lado. Eram crianças tão perfeitas que pareciam estar vivas&#8230;mas não estavam. Suas faces assustadas me davam a impressão que estavam gritando.</p>
<p style="text-align: justify;">Atrás do portão, o cheiro de enxofre era insuportável, mas combinava com a neblina que escorria impregnando tudo, eu não conseguia ver nada, além da neblina. Era a cortina que escondia algo que não era para ser visto, um segredo.</p>
<p style="text-align: justify;">A rua era semelhante a um deserto, constituído pela noite, pelas trevas e pela solidão. Não há tempo, nem estações. E uma rua que está fora dos padrões a que chamamos de realidade.</p>

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		<title>Morte Inesperada &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 05:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Michel Souza</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[


O barulho das buzinas ao longe davam um formigamento nos ouvidos, um súbito calor se manisfestava em meio a calafrios, tontura, pessoas, gritos, luzes, asfalto, levanta, cai.
Tudo confundia Tiago e num momento de clareza ele olha para o lado, e lá vê Clarisse, seu amor recém-revelado, ainda sustentando um sorriso suave na boca, com as [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2009%252F07%252Fmorte-inesperada-parte-2%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Morte%20Inesperada%20-%20parte%202%22%20%7D);"></div>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1627" title="sem-titulo" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/sem-titulo.jpg" alt="sem-titulo" /></p>
<p style="text-align: justify;">O barulho das buzinas ao longe davam um formigamento nos ouvidos, um súbito calor se manisfestava em meio a calafrios, tontura, pessoas, gritos, luzes, asfalto, levanta, cai.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo confundia Tiago e num momento de clareza ele olha para o lado, e lá vê Clarisse, seu amor recém-revelado, ainda sustentando um sorriso suave na boca, com as pernas viradas de um modo diferente e o braço dobrado mais de três vezes, o calor era tamanho que Tiago não sabia mais se o que escorria de seu rosto era lágrimas, suor ou sangue, um cheiro de carne queimada e os lábios com aquele gosto de gordura queimada ao mesmo tempo enojava e entorpecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos as imagens vão se juntando e ele percebe que foram atropelados. Sem sentir o braço esquerdo Tiago se arrasta até Clarisse e a abraça, a dor era excruciante, mas não era o braço de Tiago que doía, mas sim a visão de sua amada com os olhos entreabertos e imóveis. O desespero de tiago o levou a blasfemar, amaldiçoar tudo o que existe. A multidão de curiosos começa a se formar, a gritaria e o burburinho se misturavam às buzinas e o som da obra ao lado que futuramente pararia para ver aquela tragédia humana como se fosse uma peça, um drama interminável, um loop, uma volta infernal em torno daquele momento. A vida de Tiago naquele momento não fazia mais sentido, não tinha mais passado, tampouco futuro. E de repente silêncio.</p>
<p style="text-align: justify;">O calor se foi, o barulho se foi, as pessoas calaram, as buzinas cessaram, os carros pararam, as pessoas ficaram imóveis, presas em suas poses como bizarras estátuas num jardim nefasto com sua fonte ao centro. E então frio, Tiago tremia vigorosamente, os dentes doendo de tanto bater, Clarisse com uma leve camada gélida, mais fria do que sua condição poderia lhe deixar. Foi nesse momento que Tiago viu um vulto enorme passando entre as pessoas, vagarosamente, porém mais rápido do que sua visão poderia acompanhar, sua noção de tempo estava abalada e quando menos esperava aquele vulto estava frente a frente com ele, só não desmaiou de medo pois a curiosidade era mais forte.</p>

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		<title>Sem tempo de passar a limpo</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2009/07/sem-tempo-de-passar-a-limpo/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 14:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol Altenfelder</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É a volta da Carol, em grande estilo, com um conto belo e triste, como tantas outras histórias reais que existem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2009%252F07%252Fsem-tempo-de-passar-a-limpo%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Sem%20tempo%20de%20passar%20a%20limpo%22%20%7D);"></div>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1586  aligncenter" title="419776073_24039d39ab" src="http://www.blablaismo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/419776073_24039d39ab.jpg" alt="419776073_24039d39ab" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vida em rascunho. Era assim a vida de Fernanda. Marcada pelas cicatrizes do passado, o silêncio pintava-lhe o rosto, aprofundava-se na alma e circulava pela casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma casa simples em que tudo que a decorava apenas eram objetos de uso diário e as roupas somente vestiam e nada mais. As janelas deixavam entrar luz, mas essa não iluminava mais a escuridão que encobria Fernanda.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apenas um lugar na mesa, sem filho nem filha. Entretanto, uma cicatriz na barriga que doe quando chove. Muitas outras cicatrizes, muito profundas também são presentes naquela bela pele já não cuidada.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há mais sentimentos nem emoções. Tudo para ela é puramente um objeto sem qualquer importância mínima. A rotina faz parte da vida e provavelmente isso não irá mudar. De madrugada vai trabalhar como operária numa fábrica têxtil do outro lado do vale. À tardezinha, pela estrada tortuosa o ônibus da empresa a deixa em  casa. Ela atravessa a rua, passa pela porta e entra, mas não se sente mais em casa.  Encontra um envelope de fotografias na cabeceira, abre-o e vê um sorriso e mãos unidas com as de outro alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembra-se, então, daquele dia. Chovia também. Havia uma mulher de repouso sobre uma colcha de retalhos, uma cicatriz na barriga, dois corações machucados e lágrimas. Duas portas se fecharam, uma delas nunca mais se abriu.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dor de dente não incomoda mais, quadros pendurados estão tortos, empoeirados e esquecidos. Um caminhar de cabeça baixa e sonhos de uma criança de sete anos não vividos e da primeira alegria vivida aos quatorze com o primeiro namorico. Somente um cadáver, uma dívida consigo mesma, uma lembrança que podia ter virado história, fotografias velhas, cartas rasgadas ou nem abertas sobraram.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma tristeza, um passado que perdurou no presente, um futuro sem perspectiva. Uma resposta, àquela pessoa, adiada. Uma vida em rascunho, sem tempo de passar a limpo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Baseado no conto de Ricardo Ramos “Circuito Fechado (4)” in Circuito Fechado. São Paulo: Martins, 1972. (contos).</em></p>

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		<title>Morte Inesperada &#8211; parte 1</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2009/07/morte-inesperada-parte-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 22:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Michel Souza</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Estreando nossa categoria "Contos/Poesia": um conto do blablaista Michel Souza. Conheça Tiago, um cara apaixonado por Clarisse e que vai morrer. Ou não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2009%252F07%252Fmorte-inesperada-parte-1%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Morte%20Inesperada%20-%20parte%201%22%20%7D);"></div>
<p style="text-align: justify;">Tiago um cara normal, daqueles que passam despercebidos na faculdade, que todo mundo conhece de vista mas nunca profundamente, simpático e invisível, boa gente para resumir, não sabe mas hoje ele vai morrer.</p>
<p style="text-align: justify;">De manhã, antes de ir para a faculdade ele tomou suco de laranja ao invéz de café, não penteou o cabelo e usou a mesma roupa de ontem, ele estava feliz, o ar da manhã lhe parecia mais perfumado, quase sentindo o gosto doce proveniente das flores do jardim do campus. Sim. Ele estava apaixonado. E sim, ela não sabia. Ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira aula, a chatisse de sempre, o professor de Engenharia Ambiental passava mais um slide enfadonho sobre o impacto das mudanças climáticas, meia luz, meia turma dormia, meia turma conversava, ninguém prestava atenção e Tiago pensava em suas meias. A capacidade de atenção de Tiago hoje era ligeiramente maior do que a de um equinodermo. Tudo lembrava ela, e ela lembrava a ele que hoje exporia seus sentimentos à ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Hora do intervalo, Tiago se dirigiu à biblioteca, onde Clarisse trabalhava meio período para ajudar a pagar a faculdade tão sonhada de letras. Ela sonhava em ser professora, em fazer pesquisas, quem sabe uma especialização em história. Gostava de música também, e como muitas meninas na sua idade, se interessava por coisas esotéricas e meninos. Um certo menino havia lhe chamado a atenção, ela sabia que ele se chamava Tiago pelo cartão da biblioteca, mas sempre manteve em segredo o seu interesse, por vergonha ou prudência talvez. Toda vez que Tiago aparecia ela ficava agitada e por vezes trocava os livros o que gerava algumas reclamações à seu respeito, mas nada muito grave.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Tiago deixou sua mochila na estante destinada às mochilas da biblioteca, Clarisse deixou dois livros de direito cair, e quase que imediato veio a ajuda de Tiago e a bronca da supervisora. Clarisse ruborizou e voltou para trás do balcão. Tiago respirou, como Hortência antes dos lances livres e foi em direção ao balcão.</p>
<p style="text-align: justify;">- Que horas você vai sair hoje? &#8211; Ele sabia, 17:00 como todo dia &#8211; Ah er&#8230; oi Clarisse.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele esquecera de cumprimentá-la e já tinha interrogado a menina, ao se dar conta da gafe ele sorri e coça a cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">- Às 17:00, por quê? &#8211; Ao pensar em suas próprias palavras Clarisse considerou muito seca e dura sua resposta e tentou consertar &#8211; Alguma aventura em mente? Maravilha, quem nos dias de hoje ainda diz &#8220;aventura&#8221; dessa forma?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ah sim, é que eu queria ir no museu lá do centro, está rolando uma exposição sobre o descobrimento e pensei que você pudesse gostar de ir. Ela não sabia mas ele há muito havia reparado que ela sempre carregava um livro de história entre os de gramática e literatura.</p>
<p style="text-align: justify;">-Ah,ok. Então, hoje, ok, 17:00 na frente da faculdade. Agora apesar de o ar-condicionado desregulado da faculdade que levava a todos à era glacial, Clarisse sentia muito calor a ponto de quase transpirar.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele começo de tarde estava nublado e quando marcou 17:00 h algumas nuvens feias começaram a se aglomerar. Ele a viu descendo as escadas e seu coração disparou, o quê dizer? Como devo agir? Eram algumas das perguntas que passavam em sua cabeça quado ela lhe disse: &#8211; Vamos ou esperaremos D.Pedro nos buscar? Ele riu e ela também, e juntos atravessaram a rua, porém mal sabiam que estavam sendo observados&#8230;</p>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; Final</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jan 2007 20:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[

Fui me encontrar com Inveja em um lugar que, com certeza, é um ponto-de-encontro dos que se dizem moderninhos. 
Inveja: Olá. Está um pouco atrasado, hein.Eu: Desculpe, acabei ficando mais tempo do que eu esperava com Gula e Ira!I: Hunfs, aqueles dois, viu! Eles deviam assumir que se gostam&#8230;  
Olhe para Inveja por alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2007%252F01%252Fos-7-pecados-capitais-final%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Os%207%20Pecados%20Capitais%20-%20Final%22%20%7D);"></div>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb-sQB9iZdI/AAAAAAAAABc/INmw3h3WgG8/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb-sQB9iZdI/AAAAAAAAABc/INmw3h3WgG8/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025925100573189586" border="0" /></a><br /><span style="font-family: verdana;font-size:85%;" ><br />Fui me encontrar com Inveja em um lugar que, com certeza, é um ponto-de-encontro dos que se dizem moderninhos</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Inveja:</span> Olá. Está um pouco atrasado, hein.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Desculpe, acabei ficando mais tempo do que eu esperava com Gula e Ira!</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I:</span> Hunfs, aqueles dois, viu! Eles deviam assumir que se gostam&#8230;</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p>Olhe para Inveja por alguns segundos e pensei: &#8220;É homem ou mulher?&#8221;</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p><span style="font-weight: bold;">I:</span> Sou uma pessoa andrógina.</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Ahn?</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I: </span>Você estava se perguntando se eu sou homem ou mulher. Sua cara revelou seu pensamento. Percebi isso com meus lindos olhos verdes.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E:</span> Mas quem tem olhos verdes é ciúmes¹.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I: </span>Eu sei. Somos parentes e eu sempre invejei aqueles olhos. Agora uso lente para deixar igual, ou melhor.</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> E como é ser Inveja atualmente?</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Olhe ao seu redor. Está vendo essas pessoas se fingindo amizade? Exibição pura! Sempre alguém terá algo que pode causar inveja em outra pessoa. Todos tem inveja. E qualquer coisa pode causar inveja. Até a felicidade do outro pode causar inveja em alguém!</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E: </span><span style="font-style: italic;">A grama do vizinho é sempre mais verde</span>.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">I:</span> Exatamente. Agora, com licença, eu vou me encontrar com Luxúria.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;">Inveja levantou-se e foi para seu encontro com Luxúria. Eu ainda fiquei um tempo ali, pensando. Me levantei e fui procurar <span style="font-style: italic;">Arrogância</span>.</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p>Ele estava em uma praça, sentado em um banco. Como me disseram, Arrogância é um senhor que aparenta ter 70 anos ou mais.</span>  <span style="font-family:verdana;">Vestia uma roupa até que elegante. Igual a essas que vemos pessoas idosas usando.</span>  <span style="font-family:verdana;">Parei em frente dele.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E:</span> Olá, Senhor Arrogância.</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;">Silêncio</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p><span style="font-weight: bold;">E:</span> Senhor?</span> </p>
<p><span style="font-family:verdana;">Ele levantou do banco.</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Arrogância:</span> Quem você pensa que é, para querer me fazer perguntas?</span> <span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> &#8230;</span>  <span style="font-family:verdana;"></p>
<p>E foi embora. Fiquei parado, mudo e perplexo com o que acabou de acontecer. Sentei no banco e fiquei olhando para aquele senhor.</span>  <span style="font-family:verdana;">Foi o melhor modo de Arrogância me mostrar que ele continua o mesmo, não importa a época.</p>
<p>¹ Apelido carinhoso que ciúmes recebeu na peça teatral Othelo, de </span></span><span style="font-size:-1;">William Shakespeare.</span></p>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; parte 3</title>
		<link>http://www.blablaismo.com.br/2007/01/os-7-pecados-capitais-parte-3/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2007 22:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[

Gula: Olá! Você deve ser o Wagner. Entre.Eu: Oi. Prazer. Você é Ira, não é?G: Não, eu sou Gula!E: Gula?!? Ué&#8230; achei que Ira morava aqui&#8230;G: Sim, sim. Ela mora aqui. Eu só estou visitando. Somo muito amigos.E: Ah, legal e&#8230; peraí. Ira é mulher?G: Você achava que era homem?E: É.G: Normal. Mas ela é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2007%252F01%252Fos-7-pecados-capitais-parte-3%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Os%207%20Pecados%20Capitais%20-%20parte%203%22%20%7D);"></div>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb1A3R9iZcI/AAAAAAAAABQ/7VMdum1gEBA/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rb1A3R9iZcI/AAAAAAAAABQ/7VMdum1gEBA/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025244077673833922" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-weight: bold;">Gula:</span> Olá! Você deve ser o Wagner. Entre.<br /><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Oi. Prazer. Você é Ira, não é?<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Não, eu sou <span style="font-style: italic;">Gula</span>!<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Gula?!? Ué&#8230; achei que Ira morava aqui&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Sim, sim. Ela mora aqui. Eu só estou visitando. Somo muito amigos.<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Ah, legal e&#8230; peraí. Ira é mulher?<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Você achava que era homem?<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>É.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Normal. Mas ela é mulher.</p>
<p>Nisso aparece <span style="font-style: italic;">Ira</span>. Longos cabelos molhados, roupa confortável, bonita até.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Ira: </span>Oi. Você deve ser o Wagner. Tudo bem? A gente vai almoçar agora. E modéstia a parte, sou uma excelente cozinheira.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>É sim! Por isso que sempre venho aqui!<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Interesseiro, he he he. Almoce com a gente, Wagner.<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Obrigado!</p>
<p>E concordo com isso. Ira sabe cozinhar. Aproveitei para entrevistá-los durante o almoço.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">E: </span>Ira, está excelente esse almoço!<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Obrigada. Faz parte da minha terapia&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Terapia??<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> É. Ela tem feito terapia. Ficar nervosa demais começou a maltratar a saúde dela.<br /><span style="font-weight: bold;">I:</span> É. Estou nessa onda de geração saúde. Faço malhação e ioga. Além de comer apenas produtos sem agrotóxicos.</p>
<p>Eu fiquei um tanto quanto confuso. Como assim, Ira fazendo terapia? Ira calma? Desculpe o trocadilho infame.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">E: </span>Me explica mais sobre isso, de terapia.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Simples. Quando as pessoas ficam nervosas demais, pensam de modo irracional. Muitos conflitos acontecem por causa da raiva. E isso refletia em mim. Comecei a ficar doente. Por isso agora eu faço terapia para relaxar. Quem sabe se eu der o exemplo, as pessoas ficam mais calmas, né.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Cara&#8230; nhoc! nhoc!&#8230; você devia ver como era antes&#8230; chomp! nhac!&#8230; era feio a situação. Por qualquer coisa, ela já ficava brava.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Eu ficava brava com o Gula. Olhe para ele, come muito e não engorda nada! He he he he.</p>
<p>Realmente, Gula é diferente do que eu pensava. Eu imaginava sendo um cara gordo. Mas não, ele é tão magro quanto eu!</p>
<p><span style="font-weight: bold;">G:</span> He he, pois é! Nem eu sei porque sou magro. Como, como, como e nada de engordar!<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>É, você é magro. Parece eu! Aproveitando a deixa, me fale como é ser Gula atualmente.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Ué, por que você não fez essa pergunta para mim?<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Sem querer você já respondeu, he he he.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Ahhhh.<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>Então, ser Gula atualmente é muito bom. Nunca o homem produziu tanta comida. Basta ver como tem programas de culinária nas programações das emissoras de televisão! Quantos produtos são feitos para facilitar sua alimentação! É uma prosperidade nunca vista pela humanidade.<br /><span style="font-weight: bold;">E: </span>Mas ainda assim existe pessoas passando fome&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> Mas isso é devido a problemas políticos, problemas de distruibição. Nunca foi um problema de produção. O homem tem tecnologia para modificar solos para plantação, melhoramento genéticos e outras coisas.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Realmente, concordo com você.</p>
<p>Depois disso, conversamos sobre amenidades. Ficamos jogando conversa fora. Desculpe o trocadilho infame de novo.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">E:</span> Bem, pessoal, preciso ir embora agora. Obrigado pelo almoço, estava delicioso.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>Que isso, venha quando quiser!<br /><span style="font-weight: bold;">G: </span>E agora, qual pecado você vai procurar?<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Não sei ainda.<br /><span style="font-weight: bold;">I:</span> Te aconselho a deixar Arrogância por último. Aquele velho não é nada fácil.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Arrogância é um senhor de idade?<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> Sim.<br /><span style="font-weight: bold;">I: </span>E não se assuste com Inveja&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> E por que eu meu assustaria?<br /><span style="font-weight: bold;">G:</span> Você vai ver. Aguarde&#8230;</p>
<p>Depois desse conselho estranho, fui me encontrar com <span style="font-style: italic;">Inveja</span>.</p>
<p>continua&#8230;<br /><span style="font-size:78%;"><br />PS.: Me perdoem pelo texto grande dessa vez!</span></span></span></p>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jan 2007 01:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[


Fui me encontrar com Preguiça. Pelo nome, eu já sei que o papo não vai ser longo. Mas vou tentar extrair o que eu realmente quero: como é ser Preguiça atualmente.É uma casa de veraneio, bonita pra caramba! E ela tem um clima que dá uma preguiiiiça. Nunca bocejei tanto na minha vida.
Encontrei Preguiça deitado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2007%252F01%252Fos-7-pecados-capitais-parte-2%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Os%207%20Pecados%20Capitais%20-%20parte%202%22%20%7D);"></div>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rbq7kB9iZaI/AAAAAAAAAA8/R6UbRync_V0/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/Rbq7kB9iZaI/AAAAAAAAAA8/R6UbRync_V0/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5024534561961436578" border="0" /></a>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Fui me encontrar com <span style="font-style: italic;">Preguiça</span>. Pelo nome, eu já sei que o papo não vai ser longo. Mas vou tentar extrair o que eu realmente quero: como é ser Preguiça atualmente.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">É uma casa de veraneio, bonita pra caramba! E ela tem um clima que dá uma preguiiiiça. Nunca bocejei tanto na minha vida.</p>
<p>Encontrei Preguiça deitado numa rede, instalado perto de uma piscina. Era bem a imagem que eu tinha em mente. Quando me viu, pediu para que eu deitasse na rede próxima a dele.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Preguiça:</span> Rapaz, mas me deu uma preguiça danada de te cumprimentar melhor, he he!<br /><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Imagino&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">P:</span> He he, eu realmente faço jus ao meu nome!<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Antes que eu faça a pergunta principal, me queria saber como é que você cuida dessa casa. Deve ser cara&#8230;<br /><span style="font-weight: bold;">P: </span>E é! Só que um dia eu tive uma idéia de como Avareza poderia acumular mais dinheiro sem gastar tanto. Claro que só iria dizer se eu tivesse participação nos lucros. Ele topou, e aqui estou eu! He he.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Realmente, deve ter sido uma excelente idéia.<br /><span style="font-weight: bold;">P: </span>Opa! Sou preguiçoso, não burro.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Percebi. Mas me diga, como é ser Preguiça nos tempos atuais.<br /><span style="font-weight: bold;">P: </span>Igual. Não mudou nada desde que o mundo é mundo. Tem os trabalhadores e tem os preguiçosos. Eu costumo dizer que preguiça é igual a papel higiênico. Pode ter os aromatizados, os com folhas duplas, mas o formato original se mantém. A mesma coisa com a preguiça.<br /><span style="font-weight: bold;">E:</span> Nunca pensei dessa maneira.<br /><span style="font-weight: bold;">P:</span> Sobre a preguiça?<br /><span style="font-weight: bold;">N:</span> Não, sobre o papel higiênico.<br /><span style="font-weight: bold;">P:</span> Ahhh. Agora, vou descansar um pouco. Essa conversa me deu uma preguiça, he he he! Aproveite e descanse também.</p>
<p>Aproveitei e descansei também, afinal, ninguém é de ferro! Depois do descanso, fui procurar o meu próximo alvo: <span style="font-style: italic;">Ira</span>.</p>
<p>Ira mora em um apartamento. Dois quarto. Bem classe-média, em um bairro tranqüilo.  Entrei no elevador e fui até o andar onde mora Ira. Chegando, toquei a campainha e tive uma surpresa.</p>
<p>continua&#8230;</p>
<p>Ah, para quem perguntou quais são as Sete Virtudes: <span style="font-style: italic;">Castidade</span>, <span style="font-style: italic;">Generosidade</span>, <span style="font-style: italic;">Temperança</span>, <span style="font-style: italic;">Diligência</span>, <span style="font-style: italic;">Paciência</span>, <span style="font-style: italic;">Caridade</span> e <span style="font-style: italic;">Humildade</span>.<br /></span></span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span></div>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jan 2007 00:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Brito</dc:creator>
		
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A Iaiá, do Se conselho fosse bom, me convidou para fazer um texto de como eu vejo os Sete Pecados Capitais. Antes de continuar, só gostaria de fazer um comentário: é estranho como sempre lembramos dos sete pecados, mas não nos lembramos das sete virtudes.Voltando ao assunto, resolvi aceitar o convite e fazer o texto [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fwww.blablaismo.com.br%252F2007%252F01%252Fos-7-pecados-capitais-parte-1%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Os%207%20Pecados%20Capitais%20-%20parte%201%22%20%7D);"></div>
<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/RblZtB9iZZI/AAAAAAAAAAw/HJO7sZyrKKo/s1600-h/b01.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_smmgCHuQ8RE/RblZtB9iZZI/AAAAAAAAAAw/HJO7sZyrKKo/s320/b01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5024145489464026514" border="0" /></a>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">A Iaiá, do <a href="http://conselhosdaiaia.blogspot.com/">Se conselho fosse bom</a>, me convidou para fazer um texto de como eu vejo os Sete Pecados Capitais. Antes de continuar, só gostaria de fazer um comentário: é estranho como sempre lembramos dos sete pecados, mas não nos lembramos das sete virtudes.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Voltando ao assunto, resolvi aceitar o convite e fazer o texto sobre como eu vejo os pecados capitais. Melhor que isso: resolvi entrevistá-los.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><br />Só para lembrar quais são os Sete Pecados Capitais: <span style="font-style: italic;">Arrogância</span>, <span style="font-style: italic;">Inveja</span>, <span style="font-style: italic;">Ira</span>, <span style="font-style: italic;">Preguiça</span>, <span style="font-style: italic;">Avareza</span>, <span style="font-style: italic;">Gula</span> e <span style="font-style: italic;">Luxúria</span>.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Na minha pesquisa, e para a minha sorte, descobri que Avareza e Luxúria são casados. Ao chegar, percebi que a casa é grande, porém de arquitetura simples. </span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Sou recepcionado pela Luxúria. Ela lembra uma dessas socialites que aparecem no programa do <a href="http://www2.blogger.com/www.amauryjr.com.br">Amaury Jr</a>.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Luxúria:</span> Entre, não seja tímido. Estamos muito animado com essa entrevista e&#8230; Você não tinha uma roupa melhor? A sua está tão&#8230; tão&#8230; pobre e simples! Não repare na aparência simples de nossa casa. Já foi difícil fazer com que meu marido Avareza comprasse essa.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Eu:</span> Isso prova a frase: os opostos se atraem&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L: </span>O que você disse?</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E:</span> Nada não, apenas pensei alto.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L: </span>Ahhh.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Quando entrei, o contraste com o exterior da casa é berrante. É quase um palácio! Sem querer, disse &#8220;uau&#8221;.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L:</span> Foi difícil convencer aquele velho avarento a ter, pelo menos, o interior da casa elegante.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">Encontro Avareza em seu escritório, contando dinheiro. Sua roupa era simples e em tons escuro. Total contraste com Luxúria.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">Avareza:</span> O que você quer? Seja rápido, pois tempo é dinheiro.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E: </span>Bem, eu só queria saber como é ser Avareza nos tempos atuais. E também como é ser Luxúria.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">A: </span>É complicado. Agora com essa onda de neoliberalismo, esquerdismo e blábláblá. Sinto falta da época do mercantilismo.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E: </span>Mas ainda existe a acumulação de capitais&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">A: </span>Mas não é como antes. E ponto final.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">E: </span>Certo&#8230; E com a senhora, Luxúria. Como é ser Luxúria atualmente.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L:</span> Ahhhhh é o must! As pessoas gastam, se mostram, é maravilhoso. É só ver como as pessoas gostam de ostentar seus poderes aquisitivos. Isso me fez lembrar de um casaco de pele lindíssimo que eu usei numa viagem para Paris, junto com a Inveja. Aliás, ela ficou com mais inveja ainda. Mas o Avareza só ficava reclamando o tempo todo e&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">A:</span> Claro, você gastava todo meu dinheiro! Você não sabe o suor que foi para acumular ele e&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold;">L: </span>Lá vem você novamente&#8230;</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"></span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;">E foi iniciada uma discussão. Como vi que o papo ali não iria render nada, resolvi sair e ir para meu próximo alvo: <span style="font-style: italic;">Preguiça</span>.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
<p><span style="font-size:78%;">PS.: Tudo isso é fruto de minha mente quase, mas não completamente, criativa. Qualquer semelhança com a vida real é total coincidência.</span></span></span></div>

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