Coçando na rede

Publicado em fevereiro 7th, 2017 | por Mitch Souza

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Não sei o quê

Primeiro: é muito estranho não colocar [MCP4] antes do título.

Segundo: minhas aulas começam quinta-feira e não sei se isso é bom ou ruim.

Diversas coisas na vida me fazem sentir esse gosto estranho de não saber se aquilo é benéfico ou mortalmente desnecessário. Essa vontade de querer e não querer uma coisa não deve ser novidade para os seres humanos, mas até hoje não vi solução para a situação que não seja a que fazemos com remédios amargos, engolimos rápido na esperança de melhorar mais para frente.

Mudanças são assustadoramente motivadoras e agradavelmente desesperadoras. Mudar é bom. De acordo com Piaget o desequilíbrio é a força motriz para uma evolução e restabelecimento de um novo equilíbrio, além ser cíclico até o fim. Só que sair da sua zona de conforto é doloroso. Necessário, mas excruciante. É importante trabalhar o medo do fracasso a fim de que este não o domine. Tão importante quanto é não esquecer que ele existe e que o trabalho deve ser feito para evitá-lo, mas não deve se tornar um fator determinante nos seus projetos pessoais, já que os erros também fazem parte do curso de sobrevivência no planeta terra.

Preguiça e procrastinagem. É imperativo saber que um não é sinônimo do outro. Sábio também notar que elas são irmãs que andam de mãos dadas na maioria do tempo. Reconhecer que as tem é um passo inicial para o progresso. É ridículo o quão cliché é isso, mas se eu não me dizer isso a cada par de minutos, eu esqueço e cedo a elas. Para quem é preguiçoso por natureza, remar contra a maré é um exercício diário. Por outro lado quando certas coisas caem no cotidiano, fica muito mais fácil de fazer. Rotina não é de todo mal, é a base dos dias normais.

Juntando uma boa dose de otimismo e uma cavalar de coragem, vou dando meus primeiros passos tímidos rumo aos meus objetivos, mas não é fácil. Nunca é. Nem deveria ser, já que sem essa dificuldade tudo seria sem propósito ou sem sabor. E nada é mais delicioso do que aquela vitória suada conquistada. Nem que seja aquela apertada de mão no ar tímida e virada para parede que ninguém verá. 

Então estou aqui finalizando esse textinho com um sorriso bobo, balançando a cabeça ao mesmo tempo em uma autoaprovação e por estar ouvindo uma música porreta!

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Sobre quem escreveu

Je suis le peuple opprimé. Moitié mort, moitié vivant.



One Response to Não sei o quê

  1. Erick Santos says:

    Palavras são combinações de letras que traduzem uma ideia, e por mais que tenhamos ideias e ideais, por vezes são compartilhados. Então roubos os textos abaixo para expressar:

    “Pensamentos viram ações
    Ações viram hábitos
    Hábitos viram o caráter
    E o caráter vira o seu destino.” – James C. Hunter
    “Uma viagem de mil milhas começa com um único passo.” – Lao-Tse

    Acostumar-se a caminhar nos ensina que somos capazes de correr e nos permite sonhar em voar!!

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