E vocês acharam que foi só o livro “A culpa é das estrelas” que consegui ler? Nãoooo… me empolguei e peguei “Extraordinário” de R.J. Palacio, também em formato mobi no Kindle. Além de ser um livro muito falado atualmente, virou filme recentemente e foi escrito por uma mulher (assim já cumpri também o desafio número 4, já que combinamos que não precisaria ser na ordem que está posto na imagem da livraria cultura). Li em 3 ou 4 dias também, muito rápido.

Esse livro recomendo fortemente. Outro bem rápido e com linguagem fácil, envolvente e também do mundo adolescente (isso me chamou a atenção pois não consigo desligar totalmente do meu trabalho…O-O).

É a história de August (outro!?!?!?! mas esse não morre!!!) um garoto de 10 anos que nasce com uma deformação na face. O livro retrata uma fase da vida dele contada por vários personagens que o rodeiam (irmã, amigos…).

A narrativa começa explicando como ele é (aspectos físicos) e porque nasceu dessa forma. A partir daí desenrola para a história mesmo do livro, que é a entrada dele na escola.

Até então ele nunca tinha estudado em uma escola, pois passava por várias cirurgias e então os pais (e ele) decidem colocá-lo no sexto ano (ou algo equivalente a isso aqui no Brasil). Como todo mundo já passou por isso, Palacio descreve esse primeiro dia (e ano) na escola (nervosismo, medo, frustrações, alegrias, surpresas, vitórias…) de maneira bem leve que faz você relembrar do seu tempo de escola quando tinha a idade de Auggie.

Cada capítulo é iniciado por uma frase ou trecho de música que destaca bem o que o livro se propõe a fazer: que as pessoas se enxerguem com mais gentileza.

Vou falar mais sobre o Auggie, pois é o personagem principal. É um menino que gosta de Star Wars, David Bowie, andar de skate… é comum como todos na sua idade. Sua deformação física não causou nenhum dano mental. No livro ela retrata como muitas vezes algumas pessoas confundem a aparência com inteligência. O personagem também é retratado como uma criança de 10 anos mesmo, digo no sentido egoísta e birrenta (apesar de todas as operações que ele passou). E acredito que isso que me conquistou.

A autora não mostra um menino santo, coitado pela sua condição. Ela retrata aquele “serzinho” que você conhece, que está aí dentro, com medos, angústias, chantagens e superação.

Gostei tanto do livro que comecei a ler para meus sobrinhos nos dias em que eles estavam em casa passando as férias. E os meninos também gostaram (afinal um deles tem a mesma idade que Auggie!).

A pergunta que Wagner sempre me faz: “você chorou”? Não (coração de pedra?!?!?!). Mas a parte da cachorra Daysi foi difícil. SPOILER: a cachorra morre e foi muito difícil ler essa parte, em pé, no banco Bradesco, esperando o Wagner abrir uma conta lá. Acho que foi o mais difícil. A sensibilização que o livro traz com algo que a gente já passou é incrível, parece que você vive tudo de novo (passei 3 vezes por isso). Mas me segurei… hahahaha…

Um ótimo livro, de novo, recomendo. Mas não sei se quero assistir ao filme.  A imagem que construí de Auggie, de sua irmã, mãe, pai, amigos, a Daysi não quero que seja substituída por outra. Por isso talvez eu lute tanto para ler um livro que virou filme, ou que assista a um filme de um livro que já li.

Ah antes de terminar, preciso escrever sobre “os preceitos do Sr. Browne”. Esse era um professor do Auggie e que todo mês colocava um preceito na lousa e pedia aos alunos escreverem sobre. Vou colocar alguns (e talvez eu os use no trabalho): “Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil” (Dr. Wayne W. Dyer); “Nenhum homem é uma ilha” (John Donne); “É melhor saber algumas perguntas do que todas as respostas” (James Thurber); “Se você consegue passar pelo ensino fundamental sem ferir os sentimentos de ninguém, isso é muito maneiro” (cartão postal de uma das personagens – Summer Dawson – amiga do Auggie);

Bom é isso. Bel, já escrevi…. :)

obs: estou lendo outro, vamos ver se até fim de janeiro (fim das minhas férias) termino para fazer outro post do desafio aqui. Agora é um livro de viagem (não sei se entra no desafio de um diário ou de um cenário de uma cidade que quero conhecer).