Quem me conhece há um tempo ou acompanha as minhas, raras*, postagens deve saber que gosto bastante de histórias em quadrinhos japonesas ou mais comumente conhecidas como: mangás.

Uma história que tenho acompanhado desde o ano passado e que tem me surpreendido bastante a ponto de entrar na minha lista de dez melhores histórias é um quadrinho sobre esporte. Esse esporte é o mais incomum e menos previsível que se espera. Sumô.

Se no mundo atual já é difícil se lidar com uma sociedade extremamente preconceituosa, sobretudo com o corpo alheio, bombardeados desde a mais tenra infância com referenciais e ideais de corpo e saúde perfeitos, ser uma pessoa acima do peso ou obeso é quase uma ofensa. Agora imaginem isso numa sociedade onde um esporte de força e inteligência floresceu e atualmente é motivo de vergonha até mesmo para os mais velhos que cresceram assistindo a lutas extraordinárias desses tanques humanos. Pergunte a qualquer um se conhecem o sumô e a resposta deve vir como algo similar a: “aquele esporte japonês de gordo de tanga”. Nada mais embaraçoso para uma pessoa superficial.

Uma demonstração do belo traço do artista.

O mangá Hinomaru Zumou, escrito e desenhado por Kawada, conta a história de Ushio Hinomaru, um rapaz que ama o sumô acima de tudo, porém o destino lhe pregou uma peça e ele com apenas 1,60m percorre um longo e duro caminho num esporte de peso livre (sem categorias separadas por limite de peso) onde a média de altura dos profissionais gira em torno de 1,80m~1,90m e mais de 100kg num esporte de auto impacto onde o objetivo é fazer com que seu adversário ou saia da marcação no dohyo (ringue circular) ou toque o chão com outra parte do corpo que não sejam as solas dos pés. Como a maioria dos mangás esportivos, ele é um estudante que pratica o esporte com o objetivo de ser o melhor do japão, alcançar o título de yokuzuna do ensino médio, que seu time/clube estudantil seja o melhor do país e tornar-se um profissional. Claro que não é fácil chegar lá, o caminho será muito duro. Como todo bom quadrinho do gênero. Além da luta do protagonista e seus companheiros, o próprio quadrinho tem de travar sua própria batalha contra o preconceito de seus compatriotas e do resto do mundo.

Fica aqui a forte recomendação para que acompanhem esta bela história por aqui enquanto o mangá não é publicado oficialmente no Brasil.

Segura essa marimba!

 

 

*Tou trabalhando para que não sejam mais tão raras assim!