O medo da morte era seu companheiro mais próximo.

O medo de perder seus entes queridos era cotidiano.

O medo de nunca mais poder testemunhar o sorriso de seu filho de três anos era constante.

O medo lhe tirava o ar dos pulmões.

O medo havia criado e imposto nova rotina em sua vida.

Uma luz no fim do túnel.

Uma esperança de nova vida.

Uma dor de deixar seu mundo para trás.

Uma alegria de descobrir um novo mundo.

Uma escolha não tão pensada, mas desejada do fundo do coração.

Calor.

Amor.

Progresso.

Terror.

Rancor.

Regresso.

Um povo cordialmente hipócrita, ignorante e mordaz. Um cordeiro vestido de lobo. Forte contra os fracos, servil com quem lhe oprime. Mas o importante é mitar e derrubar o mito de povo acolhedor e tolerante.

É cada vez mais difícil saber se o que nos move é esperança ou teimosia.

Todo dia é uma tristeza diferente.

Refugiado sírio é atacado em Copacabana: ‘Saia do meu país!’