Nos idos dos longínquos anos 1980 o pequeno eu só tinha um pensamento do que queria para vida: ser engenheiro eletrônico.

O problema é que eu não sabia o que era engenheiro. Nem eletrônico.

Talvez alguém plantou essa ideia no meu pequeno duplo, ou eu tenha ouvido em algum programa na TV, mas essa ideia permaneceu durante um bom tempo. Pelo menos até eu saber com mais propriedade o que era uma profissão.

Fiquei um bom tempo da minha pré e adolescência sem saber que rumo tomar. Porém nesse mesmo período o que eu desejava já estava claro, mas nunca tive maturidade para enxergar. Fiz curso de teatro, pintura, dança, música, algumas experiências com vídeos, desenhei, tive uma banda. Arte. Ali escondida. Sempre presente em suas várias formas. Por falta de dinheiro, tempo ou ambos, nunca prossegui e acabei por me apaixonar por uma que não necessita tanto assim de dinheiro, mas cobra seu preço em tempo e esforço: literatura. 

Hoje em dia acredito que encontrei a profissão ideal para mim. O magistério veio como uma não escolha. Apenas ouvi seu chamado, apesar de sempre ter dito que nunca daria aula, que nunca seria professor, que nunca pisaria numa sala de aula como algo que não fosse aluno. Mas a vida, essa caveira irônica que só faz rir me levou aos poucos e irremediavelmente a esse fim. Que é apenas um começo, já que a graduação ainda está em andamento. Pretendo deixar minha contribuição para as gerações futuras, nem que seja um pouquinho. Além de trabalhar com EJA que também sempre foi um de meus interesses.

E vocês, o que gostariam de ser quando crescer?

Até amanhã.

Tema sugerido por Pedro de Moraes