Em algum momento alguém já deve ter me ouvido falar que a música é indispensável para mim. Um dia sem música é um dia perdido na minha versão do dito popular.

Tudo começou bem cedo com a antena um rádio FM que minha mãe ouvia para dormir e eu ouvia do meu quartinho os maiores sucessos dos anos 70/80. Nessa época não entendia nem as músicas em português e como a maioria das pessoas eu era cativado pela melodia.

Na infância consciente, os pagodes das antigas, principalmente aos domingos de manhã, é que vigoraram. Além de sertanejo, Fábio Jr. e muitas outras pérolas da MPB, mas nada que tivesse me cativado.

Durante a  adolescência é que as coisas começaram a tomar um ar de seriedade após a descoberta do rock ‘n’ roll. Pagode dos anos 90 também ditavam regras. Fi uma época tão difusa e divertida que tudo rolava. Funk, pagode, rock, MPB e o que mais pintasse.

Com a chegada da recém maioridade, um jovem adulto descobre o metal e suas maravilhas. Melódico, power, viking, trash, dark e outras infinidades de gêneros e subgêneros. Uma festa auditiva.

Quando a segunda parte da vida adulta, com ela veio a experimentalidade. Ouvir tudo. Gostar de tudo. E de nada. Ao mesmo tempo. Adotando a política do “se agrada ao ouvido, música boa é”, minha lista de músicas do dia a dia pode mostrar-se como é neste top 5 músicas aleatórias e diferentes que figuram entre as minhas favoritas.

Wintergan – Sommarfågel


 

Babymetal – Megitsune


 

Cartola – O mundo é um moinho


 

Stars – Take me to the riot


 

Huaska – Foi-se


 

 

Quando nos livramos das amarras da intolerância e nos permitimos experimentar outros sons, você só tem a ganhar. No máximo você vai descobrir mais coisas das quais não se agradará e terá mais certeza de aquilo que gosta é o certo, mas caso contrário, conhecerá um novo mundo e a viagem é sem volta. Mas o caminho é doce.

Até amanhã.