Hoje encerro meu período acadêmico e finalmente posso dizer que estou completamente de férias.

Ao longo do ano eu vou me prendendo a sensação de não poder fazer algumas coisas, porque estou estudando ou trabalhando e pensando bem, fria e calmamente, são apenas construções feitas pelo meu cérebro para me manter estagnado. Uma armadilha infame e enfadonha de tédio e prisão mental. “Não posso assistir essa série, porque tenho que trabalhar mais tarde”, “Não posso ler esse livro, pois tem a leitura acadêmica por terminar ou começar” e um monte de outras desculpas para não fazer o que gostaria ou deveria.

A esse ciclo vicioso soma-se a preguiça e a indulgência. Com pitadas de procrastinação. Somente um dia do ano eu consegui fazer algumas coisas sem dor (mental) e sem pesar. No único dia que me propus a planejar meu dia e acabei percebendo que preciso urgente começar a montar um bullet journal, agenda ou algo que o valha. Nessas minhas reflexões percebi que sou uma pessoa que sucumbe às distrações e perde o foco muito rapidamente. Sem contar que a sensação de dever cumprido após terminar as tarefas do dia foi tão deliciosa quanto uma sobremesa.

A despeito de toda modernidade que utilizo para algumas tarefas, como dia de consulta em médico, aniversário de alguém ou algo do gênero, eu não consigo organizar meu dia em meio eletrônico nenhum, pois além de suscetível a falta de energia, se eu não ligar o computador, não ficar mexendo o tempo todo no celular, simplesmente ignorarei as tarefas.

Então eu peço humildemente ajuda a super esposa para montar minha agendinha do ano que vem a fim de me livrar das correntes da preguiça e da procratinação.

Até amanhã.