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Uma coisa que a maioria dos brasileiros tem em comum é ter tido alguma influência das telenovelas.

Das várias lembranças divertidas que possuo da minha infância, uma das que mais me vem nítida na memória é a longa discussão que meus pais tinham a cada término/início de novela. Enquanto um dizia que nunca mais mais assistiria nenhuma produção global, o outro culpava o par por “arrastá-lo” para mais alguns meses de encheção de linguiça, diversas reviravoltas e roteiros meia-boca. E claro, eu morria de rir quando um começava a assistir a próxima, só por teimosia,  e acabava chamando o outro para assistir também e em menos de uma semana já estavam conversando e discutindo sobre as personagens como se fossem da família.

Por conta disso, muitos ou amam ou odeiam desesperadamente as novelas. E quem odeia, quando encontra o oásis dos seriados, não quer mais sair do novo paraíso. Talvez por ser semanal e/ou por ser dividido por temporadas, a história pode ser melhor construída. Cada episódio pode ser pensado da melhor maneira possível, tanto na parte da direção quanto na fotografia e outros aspectos técnicos.

Há tipos de seriados para todo tipo de gosto. Com vários formatos e temas. Há aqueles como Sherlock, da BBC, que possuem três episódios por temporada. E outros que são compostos por mais de vinte episódios por temporada, como Grey’s Anatomy. 

Por falar em Grey’s Anatomy, a série acabou tornando-se a novela da família aqui de casa. Shonda Rhimes sempre tem um jeito de dar um soco no estômago dos espectadores. Tanto que se eu fico três episódios sem chorar, sei que algo de muito ruim está por acontecer, já que o intuito dessa pessoa é fazer com que nos desfaçamos em lágrimas. Mas parando pra pensar, a vida é assim. Nada muito bonita, nada muito má. Apenas é. Se muitos acham que o R. R. R. R. R. R. R. Martin é um matador de personagens, é porque nunca conheceu a senhora Rhimes. 

É claro que todo e qualquer episódio da série é feito para te capturar e enganar e conduzi-lo gentilmente até às lágrimas. Mesmo sabendo de todos os recursos que a autora utiliza, eu caio como um pato. Por querer ou por não ligar e não perceber os indicadores? Não sei, mas como a série é baseada no dia a dia de um hospital, é claro que sabemos que alguém morrerá e que não será nada gentil ou calmo na esmagadora maioria das vezes.

Se você quer saber como deveria ser uma novela, pelo menos nos dias atuais, recomendo essa série. Outro ponto positivo é que ao contrário de Dr. House, ela não me faz hipocondríaco.

Até amanhã.