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O gosto é uma coisa muito, mas muito impressionante. Há quem goste mais de comida salgada, e quem ame doces. Tem gente que odeia chocolate e outros que não suportam o gosto de carne, não por ser vegetariano, mas por não ser agradável ao paladar mesmo. Isso acontece com quase tudo na vida e é claro que aconteceria na literatura.

Os livros de Rick Riordan para mim são como fast-food. Deliciosos, rápidos e proporcionam um prazer momentâneo indescritível. Mas ao contrário do que um hambúrguer gorduroso faz com minhas artérias, essa leitura não entope meu cérebro nem faz algum outro mal. Seria algo próximo a comer aquela costela daquele pretenso restaurante australiano e ter a sensação e o benefício de ter comido uma salada. 

Sabe aquela ressaca literária? Aquela sensação de não saber o que fazer da vida depois de ter lido um livro muito bom, mas que infelizmente chegou ao fim? Esse tipo de leitura, o que muitos dão o nome de guilty pleasure, é maravilhosa para desanuviar a cabeça. Acabou de ler Madame Bovary e não sabe o que fazer?, leia Harry Potter. Acabou de devorar Dom Casmurro?, se joga no Crepúsculo. Acabou de ler Cinquenta Tons de Cinza?, se aventure na literatura russa (recomendo O Capote, maravilhoso conto de Gogol). O importante é criar o hábito da leitura, que assim como nosso paladar, o gosto evolui desde que você se permita saborear coisas novas. Você só saberá que aquele estilo ou autor é bom quando der uma chance a ele(a). É importante também desprender-se de preconceitos e observar o que se produz por aqui. Depois olhar pela janela e ver o que os nossos vizinhos latino-americanos,  como nós, estão aprontando. Apesar de muita gente achar que o Brasil não faz parte da América Latina (fez, faz e sempre fará), o Brasil é um país latino, mas que por uma ironia do destino se manteve enorme, territorialmente, mas não sabe se comunicar com os irmãos do sul e por conta disso criou-se esse abismo abissal entre uma cultura e outra. Que dirá então com a literatura africana de expressão em língua portuguesa. Poucas pessoas sabem o que se passa nas outras ex-colônias de Portugal. Permita-se essa aventura, essa viagem sem sair do lugar. 

Não vejo a hora do próximo livro dessa série sair. E para quem gosta ou tenha curiosidade de ler Magnus Chase e os deuses de Asgard, só digo que uma das melhores coisas do livro são os diálogos entre o protagonista e sua espada. Sim, a espada dele fala. Bem como a interpretação e atualização dos deuses que o autor faz de forma bem leve e instigante. 

Até amanhã.