“Dinah Lance está causando furor no mundo da música como vocalista da banda recentemente batizada como Canário Negro. Agora, usando apelido de DD, a garota com voz mais singular (e poderosa) do Universo DC está a um passo do estrelato. Mas, por algum motivo misterioso, o grupo se tornou um imã para confusão e a maioria de seus shows termina em briga e caos. E se os integrantes não conseguirem controlar essa violência toda, tudo pode acabar… inclusive suas vidas!”

Basicamente essa é a sinopse de O Som e a Fúria encadernada da Canário Negro, lançada aqui no Brasil pela Panini. E é o que você vai encontrar nessa história, que é bem básica, mas que vale muito a pena ter na sua coleção por alguns motivos, que vou colocar nesta resenha.

A primeira é a história: é básica? Sim. Você consegue sacar como ela vai terminar? Sim. Mas o roteiro do Brenden Fletcher deixa claro que não vai acontecer uma reviravolta importante. A Canário Negro entra para uma banda – de uma forma até que suspeita – e durante a turnê vai acontecendo coisas estranhas, como monstros, assassinos e bandas rivais com mágoas.

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O segundo são os traços. É incrível como combinaram certo com o roteiro, com alguns trechos tão dinâmicos que se fosse um pouco mais seria um desenho animado. Annie Wu, Pia Guerra e Sandy Jarrel mataram a pau nisso, intercalando momentos de ação com momentos no palco, de uma forma que o movimento de um influencia o outro e vice-versa.

O terceiro são as cores, por Lee Loughridge. Eu realmente fiquei surpreso como sons foram representados através de cores, dá quase para “ouvir” os sons da banda ou dos gritos da Canário Negro.

Mas nem tudo são flores, claro. Do meio da história para o final tudo acontece rápido demais, como se eles tivessem se programado para mais edições, mas aí a DC falou para encurtar. Acaba culminando para algo que me fez pensar “sério, vai ser assim mesmo?”

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Por fim, deixa uma vontade de querer saber mais sobre as outras integrantes da banda, que são pouco trabalhadas, saber mais sobre o empresário alívio cômico e – principalmente – mais performances da Canário Negro em cima do palco. Alguns quadrinhos me fizeram lembrar como a Karen O (da Yeah Yeah Yeahs), outros ela parece a Joan Jett. Particularmente, acho que a DC deveria fazer mais histórias assim, misturando heróis e músicas.

Ah, tem um bônus no fim da edição! Como se fosse um blog, ou fanzine, há textos falando mais dos integrantes e da banda.