Tudo que é bom um dia acaba.

O que é ruim também, mas no geral prestamos mais atenção naquilo que não é tão bom e por isso acabamos com aquela sensação de que só coisas não tão boas acontecem em nossas vidas.

Fim de ano, fim do projeto. Teve altos e baixos. O alto foi escrever todos os dias. O baixo, além da escassez de comentários, foi alguns dias que eu não queria escrever.

Esse projeto, brincadeira, teste ou o que quer que seja, sempre me traz uma sensação boa de realização e serve para me lembrar que sou capaz de produzir algum tipo de conteúdo para este nosso amado blog. Me lembra que esse ano, fora as postagens do Michel Contra o Papel, só postei cinco textos aqui e não foram grandes coisas.

A produtividade parca se deve acima de tudo à preguiça ao fato de eu pensar demais no que escrevo ou devo escrever, na seriedade do post. Mas parando para pensar melhor, eu não sou tão sério assim. Outro motivo é a baixa adesão de leitores a comentar. Bem, se o texto não é legal, for vazio ou simplesmente durante 365 dias você só utilizou o último dígito para compartilhar algo com seus leitores, acredito que não deva ser estimulante a uma discussão. E nessas minhas reflexões acabei percebendo que o ato de blogar para mim é como cantar no chuveiro. Não é perfeito, eu adoro e não espero uma salva de palmas quando abro a cortina do box, então, pessoal, acredito que escreverei mais pelo simples fato de gostar de fazê-lo. Sem pressões, sem preocupações (mais complexas), sem medo de ser feliz. Até porque escrever tem se mostrado cada vez mais como uma necessidade. Já está virando minha comida. Quero que vire meu ar. E ainda sobre escrever, pretendo escrever mais com a minha própria mão. Sim, minha mão está muito destreinada e dói pra caramba na faculdade e minha caligrafia tá uma coisa de louco. Ou de médico.

Ainda sobre o MCP3, segundo minha agência de mídia e opinião (Vulgo minha esposa) os textos mais legais foram os que eu não queria ter escrito ou que foram escritos nos dias em que eu não estava com nenhuma disposição para tal. Então só posso concluir que escrever eu devo!

Para o ano que vem, amanhã no caso, temos alguns projetos para surgir e um melhoramento dos atuais aqui no Blablaismo e isso tudo me anima, pelo simples fato de estar redescobrindo o amor (que nunca diminuiu) que sinto pelo blog. Nunca esquecerei do terceiro e último convite que o Wag me fez para escrever aqui, depois de matar o meu antigo blog. Me fiz de difícil e só depois de muitas negociações, meu passe foi adquirido por ele. Ainda bem que o contrato é vitalício, pois os últimos dois anos não foram lá muito produtivos. Talvez fosse o processo de amadurecimento da minha cabeça. Ou fermentação. O importante é que daqui não saio, daqui ninguém me tira e eu amo muito estar aqui escrevendo para que sete pessoas leiam. Se eu já te ameacei de morte para ler este blog, sinta-se honrado, porque não exponho minhas vergonhas para qualquer um, apesar de estar tudo publicado na internet que é só o maior cortiço que Aluísio de Azevedo nunca imaginaria.

Infelizmente minhas férias acabaram, mas não tem problema. A espera é que torna as conquistas mais doces. Descansei e li muito, além de ter voltado a jogar videogame, coisa que não fazia há uns sete meses. Me sinto renovado e todo o estresse acumulado nesse ano de adequação da minha vida se foi. Estou conseguindo rir com sinceridade agora, apesar de estar gripado.

Gostaria de agradecer a todos os colaboradores do blog, antigos e atuais. Aprendi e aprendo muito com vocês. Também gostaria de agradecer aos meus familiares, principalmente aqueles que desejo distância. Amigos também serão lembrados. E vocês, sete maravilhosos leitores, mesmo que vocês não comentem, sei que vocês leem umas três linhas do que escrevemos antes de perceber que clicaram no link errado. Se não fossem vocês nem acesso teríamos, fora os nossos próprios!

Muito obrigado por tudo.

Feliz ano novo e

Até amanhã.

Gordinho barbudo escrevendo