Alguns filmes e seriados aparentemente têm algum prazo de validade. Outros, nem tanto. Reza a lenda que se você assistiu a um filme antes dos seus 15 anos, é melhor deixá-lo quietinho na memória, pois a chance de ele ser uma porcaria é bem grande. Claro que toda lista é subjetiva e aquilo que possa vir a cativar uma pessoa não agradará outra.

Isso posto, trago um novo quebrador de regras da minha lista de filmes: Karatê kid 1 e 2.

Karate Kid

Só assisti esses, pois não há os outros 2 na Netflix. Mas deu para matar a saudade de Pat Morita e Ralph Macchio.

Karatê kid 1 tem todos os elementos típicos de um filme de ação adolescente dos anos 1980. O garoto problemático/pária, a garota mais bonita da escola, um valentão e um mestre.

Engraçado como o Mr. Miyagi interpreta aquele sábio clássico, que passa seus ensinamentos mais complexos de uma forma totalmente torpe deixando seu discípulo muito bravo e no fim vê-se que tudo era parte de um treinamento especial. Ele ensina o corpo a ter memória muscular e pensando bem, é bem mais legal que hoje eu tenha visto isso, pois já não acho tão mágica a progressão do Daniel. Outro ponto fortíssimo do filme, é o reconhecimento do adversário no fim da luta. Muita cara de anos 80.

Engraçado também é como se inicia a continuação. Além do pequeno retrospecto, mostra o que aconteceu logo após o famoso torneio de Hill Valey. E mais divertido como de forma quase casual, o romance do Larusso foi para o brejo, possibilitando o interesse amoroso dele na terra do sol nascente.

Talvez hoje, mais velho, eu entenda melhor o choque de culturas tão distintas que o filme apresenta. Já vemos indícios de uma geração imediatista e acelerada, e que nenhuma cultura é cem por cento correta e podemos apreder muito com esse intercâmbio. E também há muitas histórias de segundas chances nessa trilogia.

Fico feliz de essa saga ter passado pelo teste e procurarei alugar a terceira e última sequência (o 4 só é 4 por aqui e, para mim não conta) para saber se também passará no teste.

Com o coração feliz e cheio de nostalgia dormirei hoje.

Até amanhã.