Agora o meu blog sobre a minha vida de professor será uma coluna aqui, ao invés de um blog. Fica mais fácil de organizar.

E mais fácil de vocês lerem também.

Por falar em ler, faz tempo que não atualizo isso, então vou aproveitar agora para fazer isso: este ano me tornei efetivo, mas em estágio probatório. Isso quer dizer que eu não sou efetivo E estável, apenas efetivo. Tenho três anos para ser analisado. Bem, nunca dei problema em quatro anos trabalhando como contratado, não será agora que vou enfiar o pé na jaca.

A escola que leciono fica em Piracicaba e se chama Jardim Costa Rica. É uma escola nova, o prédio foi entregue próximo do meio do ano passado. Até então, as aulas aconteciam em uma outra escola, que gentilmente cedeu parte do prédio para tal. Só que a escola ficava do outro lado da cidade, então havia ônibus que levava os alunos até lá. Agora não é necessário, já que o prédio está pronto para utilização.

E é um prédio bonito. Não é um primor da arquitetura, mas é melhor que muitas escolas por aí. Não estou levando em consideração o fato de ser um prédio novo, mas sim o fato de ser um prédio bem construído para tal.

Porem nem tudo são flores: ainda falta alguns detalhes estruturais para arrumar. Mas aí é um problema de burocacria, não de falta de dinheiro.

Outro desafio será a criação da identidade dos alunos com a escola. Veja, é um prédio novo, um intruso no espaço geográfico daquela localidade. Qual o significado dele ali? Será apenas um construção a mais se não houver uma significado real.  E a partir do momento que ele tiver um significado, haverá o sentimento de preservação por parte das pessoas que utilizam. Eu defendo a tese de que boa parte dos problemas de depredação das escolas vem do fato de que aquele lugar não possui um significado para o aluno. Ele não se identifica e, por isso acontecer, não vê a necessidade da preservação. Rejeição. E como tudo que rejeição, atacamos. Não respeitamos.

A construção da identidade não é pura e simplesmente responsabilidade do corpo docente. Os alunos fazem parte disso. E para tal, será criado o grêmio estudantil. O desafio é transformar esses alunos – de periferias – em agentes ativos da transformação da vida deles. Quebrar a passividade existente, que não os deixa evoluir.

Acho que, por enquanto, é uma boa introdução do lugar. Mais detalhes eu farei em outro dia. Tem apenas uma semana que começaram as aulas, há muito para acontecer ainda.