Sei que é uma constatação óbvia da realidade, mas acredito que seja válida comentar aqui no blog.

Quando eu preparo minha aula, faço para que sobre ao menos 10 minutos. Faço isso para caso aconteça algum imprevisto e aí tenha que usar esse tempo ou mesmo para dar uma descansada, tirar dúvidas pontuais etc.

No começo do ano, aproveitei esses 10 minutos finais para conversar sobre futebol com alguns alunos do ensino médio. E o assunto eram as comemorações, vitórias e celebrações. Acabei comentando que a celebração mais emocionante que eu já tive foi justamente a do tetracampeonato na Copa do Mundo de futebol. E comecei a falar de como eu fui comemorar na rua com várias pessoas, sobre o clássico grito de “é tetra! é tetra!” do Galvão. E no final emendei um “Vocês lembram? Aquilo foi sensacional!”. Para minha surpresa eles não lembravam pois todos nasceram após 1994. Eu estava lecionando para pessoas que nasceram depois do grito do tetra. Voltei para casa com essa constatação em mente e me sentindo bem estranho… e velho.

Passado os meses, essa sensação voltou hoje, dia que escrevo este post. Estava lecionando para meus alunos de 6º série e o tema era justamente as transformações no espaço geográfico, principalmente no que diz respeito aos transportes e os modos de comunicações. Ao falar da evolução da internet do Brasil, percebi que eles não faziam ideia do que era muitas coisas que eu vi evoluir.

Eles já nasceram em um mundo em que a televisão possui um controle remoto. Ou que os telefones já são portáteis e que usar um orelhão nunca passou pela mente deles. Eles nunca tiveram que esperar até a meia-noite para utilizar a internet.

Nunca precisaram!

Nos 10 minutos que sobraram eu só pensava como eu presenciei a evolução de várias coisas. Confesso que até bateu uma saudadezinha da época em que esperava até a meia-noite e dez para acessar a internet. Mas só um pouco.