Em alguns dias eu ficarei um ano mais velho e é incrivel como isso se repete todo ano, não acham?

Bem, ignorando a piadinha fracassada, é tradição também eu começar a pensar no que aconteceu e está acontecendo desde outubro do ano passado. Vitórias, derrotas, portas que abrem e fecham e sóis que nascem e morrem. Desde o final do ano passado eu tinha certeza que este ano seria diferente. Tudo começou com a boa noticia de conseguir uma das vagas para o mestrado.

Porém é deveras interessante ver como essa boa noticia, esse novo horizonte, trouxe consequências que eu – inocentemente – não achava que iria ocorrer. E o que eu quero comentar aqui é a falta de tempo para leitura.

Ano passado, considerando o mesmo período de tempo, eu já havia conseguido ler 10 livros. Um pouco mais da metade – e me bate preguiça de fazer a conta correta neste momento – eram edições pockets. Isso não inválida uma leitura, claro. É só uma simples constatação. Neste ano eu simplesmente não consegui ler 1 decentemente. Sério, o único livro que comecei a ler neste ano – e foi o único que eu comprei – foi o Ulysses, do Joyce. E não consegui ler direito ainda, o que me deixa deveras chateado quando eu o olho na prateleira. Não comprei ele para ficar de decoração e sim para ler.

Então por que diabos eu ainda não o li?

Porque me falta tempo. Minhas leituras deste ano se resumem a artigos e capítulos de livros acadêmicos. Modernismo, pós-modernismo, tecnologias de informação e comunicação, educação, gestão educacional… esses foram alguns temas lidos.

Sem contar livros didáticos, trabalhos, tarefas de casa e afins que eu acabo lendo por causa da minha profissão.

Eu realmente queria ter um tempo para ler outro tipo de literatura, mas infelizmente se apenas toco em outro tipo de livro, automaticamente me vez a mente a frase “nada disso, você tem outras leituras para fazer!”

As vezes eu realmente odeio a minha mente.