Nessa semana que passou eu fui convidado para “palestrar” sobre política para uma turma de 8º série, em uma das escolas que leciono. E foi uma experiência deveras interessante.

Bem, não foi uma palestra, foi uma mesa redonda. E eu teria duras horas para isso. Então partir do principio de que eles nada sabiam do assunto. Me foquei então em falar da relação política-poder-democracia. E duas horas para isso realmente é muito pouco, quase nada. Pois é um assunto que se perde muito ao ficar na superficialidade.

Então em duas horas eu falei o que é política e sua relação com o poder. O que é poder e como ele se manifesta em nossas vidas e, por fim, o que é democracia e como ela funciona. Resolvi não falar de alguns filosofos e algumas correntes filosóficas por causa do tempo e – lembrando novamente – parti da ideia de que eles nada sabiam. Não podia chegar vomitando Platão, Maquiavel, Hobbes e afins. Ainda mais para uma turma de 8º série.

Ah, e de brinde, expliquei rapidamente a origem política da esquerda e da direita.

Bem, o interessante disso tudo é que eu consegui – aparentemente – colocar uma pulguinha atrás de uma orelha de cada aluno e aluna que estavam ali presente. Alguns se manifestaram durante a mesa redonda, outros ficaram pensativos. E alguns provavelmente vão demorar um pouco mais para começarem a coçar.

No meu caso, foi um excelente desafio, nunca havia sido convidado para isso. Claro que eu achei que faltou muita coisa, mas resolvi pegar e esse tema e aplicar aos meus alunos de 8º série e 1º ano médio. Como são alunos meus, posso pegar e desenvolver mais o tema em algumas aulas. Afinal, as eleições aconteceram em breve.

Moral da história? Preciso melhorar muito como palestrante! #fato.

ps.: a pulguinha mordeu mais forte quando eu falei “Existe uma relação de poder aqui na sala: vocês nunca pensaram por que a mesa do professor é maior que a de vocês?”