Confesso que um dos melhores acerto desse ano foi assinar Netflix. E não, esse não é um post pago!

Graças a isso eu puder voltar a assistir Mundo de Beakman, sem precisar apelar para algum site de download ou acompanhar na tv. Simplesmente acesso o serviço e badaboom! Mas esse post aqui não é para falar sobre o serviço e sim sobre o que eu estou assistindo.

Esse programa me faz voltar ao começo da minha pré-adolescência, aquele periodo complicado que você quer ser tratado como adolescente mas ao mesmo tempo ainda gosta de coisas de crianças. Deve ser por isso que tem o prefixo “pré” ali.

O interessante é que o programa me fez perceber algumas coisas, que, com toda certeza do mundo, eu não perceberia na época em que acompanhei na televisão:

a) no que diz respeito ao conteúdo, ele não envelheceu nada. É ciência básica de ensino fundamental e médio, apresentados de forma humorada. Mais ou menos como as pessoas gostariam que as aulas fossem.

b) não se consegue mais reproduzir um programa com a mesma identidade visual. Da abertura ao modo como os atores se comportam. É uma transição do final dos anos 80 e começo dos anos 90. Como bem disse o Heitor, do Arena IG e Lektronik, “é como se fosse um desenho animado interpretado por humanos que estão se comportando como personagens de desenho animado”.

c) há algumas falas com piadas que realmente precisa ter uma experiência de vida para conseguir entender.

d) quase todo movimento tem uma sonoplastia, tal qual um desenho animado. Só que elas aparecem, na maior parte do tempo, de modo sutil. Não me lembro de algum programa atual fazer isso. Hoje os efeitos sonoros são escandalosos, querem chamar muito mais a atenção do que deveriam chamar.

Fica claro que havia um cuidado e um carinho especial na produção desse show. Informa, não trata o telespectador como idiota e ainda diverte. Gostaria que houvesse mais programas assim.