Finalmente resolvi ouvir o novo album do Van Halen, o Different Kind of Truth. Fiquei um tanto receoso para ouvir e logo já digo porque. Só quero dizer que essa resenha é meio diferente, pois está sendo escrita minutos após eu ter ouvido o album pela primeira vez, e resolvi adotar um parametro aqui: falar sobre a sensação que foi passando em mim durante a audição. Evitei também ver o nome das músicas também, mas aí isso é apenas uma frescura da minha parte. Vamos lá:

Van Halen foi a banda que me fez gostar de rock. 1984 foi o primeiro album que comprei na minha vida (quando eu tinha 13 anos) e até hoje é a única banda que eu tenho duas camisetas. Então a banda tem um valor sentimental para mim. E quando fiquei sabendo que Diamond Dave estava de volta, fiquei feliz. Gosto da fase dele no VH, como também gosto do Sammy Hagar.

Pois bem, apertei o play e… caracas, não lembro do VH soar tão pesado e virulento assim. É muita energia guardada, é aquela vontade de colocar o volume do instrumentos nos 11! Mas conforme as músicas foram passando, percebi que esse album lembra muito a carreira solo do Dave Lee Roth. O Diamond Dave tem um chamado DLR Band, que tem um peso parecido com o Different Kind of Truth. Não ouça, é uma bosta por completo. Não cometam o mesmo erro que eu, que comprei esse lixo e não tenho coragem de me livrar disso.

Outra coisa que senti falta: Mike Anthony. Esse cara era a backing vocal perfeita. Percebe-se que o DLR mesmo fez os backing vocals, mas faz falta o Mike, com suas linhas de baixo simples. Alias, no Chickenfoot esse puto mostrou que sabe tocar muito bem o baixo. Acho que o Eddie podava ele, mas isso é só achismo da minha parte.

Bem, para uma primeira audição, eu senti falta daquela sonoridade clássica que a banda tinha com o DLR. O que me deu um pouco de desanimo, mas pode ser que isso mude conforme eu vá ouvindo mais o album. Afinal, querendo ou não, é o Mighty Van Halen, meu!