Chegou em casa após um dia estressante de trabalho. De tudo que havia acontecido, mais da metade deu errado ou era problema. Um dia daqueles, diria um observador.

Jantou tendo apenas a companhia do noticiario. Tomou banho na presença apenas de um sabonete e um xampu, e, somente usando uma samba-canção, resolveu verificar se ao menos alguem se lembrou.

Verificou seus emails: nada. Acessou as redes sociais que utilizavam e nada havia de social nelas. Já com um rosto sem vida olhou para o celular: zero ligações perdidas, zero mensagens.

Ninguem se lembrou.

Nem ela.

Deitou-se em sua cama perguntando se tudo valia a pena, se não seria mais vantajoso largar tudo e ir vender sorvete na praia. Se fosse verdade que toda pessoa possui um brilho, a conta dele não foi paga e por causa disso sua luz foi cortada. Deu um suspiro tão profundo que a sensação de ter diminuido o nivel de oxigênio do quarto era quase palpavel.

Até que o celular soltou um aviso sonoro.

Sim, alguem se lembrou! Sim! Deve ser ela! Sim! Sim! – era o que pensava enquanto pegava o celular para verificar a mensagem.

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