Passado o torpor da raiva que lhe cegara os olhos, José se deu conta do que se tornara e sentiu medo. Tentou falar com sua família, mas tudo o que conseguiu emitir foi um silvo bem alto. Desesperado, se encolheu e desejou que voltasse ao normal, afinal, não era a primeira vez que aquilo acontecia.

Depois de alguns minutos suas mãos começaram a tomar forma e ele conseguiu balbuciar algumas palavras, ainda um pouco difíceis de se entender, porém sua família estava lá, mas ele claramente via que não fugiram por completo choque e inabilidade de lidar com aquela situação. Não sabia se conseguiria  contornar aquela situação.

Uma semana se passara desde o incidente e a família de José já tinha superado o acontecido, depois de muito contar de seu passado, todos em casa sabiam que José havia sido gerado em uma família antiga que tinham relação estreita com os antigos donos daquelas terras, os Dragões elementais, regidos por vários aspectos da natureza. Nos tempos antigos, vários humanos eram servos, companheiros e até familiares dos Dragões, só que em algum momento os humanos que antes os serviam, se rebelaram contra eles e somente a família de José se manteve firme lutando contra os traidores. Como sua esposa percebeu, ele fazia parte de uma das famílias que tinham parentesco direto com os chamados Ignis.

Essa era a verdade que o assombrara desde pequeno, condenado pelo descaso do reino, que fora tomado pelos traidores e por pura estupidez, destruíram quase todas as lembranças sobre os Elementais. Ele sentia que sua alma rebelde, sempre quis se levantar contra a tirania e  opressão sofrida durante anos.

Porém nosso querido rei José resistiu e anos mais tarde veio a reconquistar o reino e trazer este período de paz que atravessamos, com sua espada nas mãos nossa história não estará pelo avesso e sem um final feliz, só que cabe a nós, meus queridos alunos, manter essa paz. Temos muito ainda por fazer, apenas começamos a era da paz que há muito queríamos. Agora todos repitam o lema de nossa nação:

“Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.”