@BetoPatux

Já faz alguns dias que não escrevo. Não é falta de idéias, é preguiça que ficar postando qualquer coisa. Replicar informação? Não, melhor não.

Mas acontece que hoje acordei pilhado. A pilha foi “que porcaria estou fazendo para transformar a realidade do mundo em que vivo?”. Mas que tipo de pergunta é esta? Vou tentar explicar. Me acompanhem.

Quem bem me conhece, sabe que tenho o hábito de contestar muita coisa: televisão, política, religiões, economia, moral, cultura…

Por que contestar tanto? Simples: não estou satisfeito. E não é com a minha vidinha. Não, minha vidinha é confortável, estável, tranquila. Mas como ficam aqueles que não têm isto? Como fica a vida de quem não sabe a diferença entre hoje e ontem, passado e presente? Como fica a vida de quem não é capaz de ler um texto e depois explicar o que leu, por mais simples que o texto seja? Como fica a vida de quem não tem acesso à qualquer forma de conhecimento, livros, pesquisas e qualquer forma de cultura útil?

É preciso fazer algo. Mas como!? Educação. E não, não falo de cabresto, como a maior parte da educação é tratada no mundo. Falo de ensinar a pensar, ensinar a decidir, ensinar a comparar e apurar uma informação.

A televisão, os jornais impressos, as revistas, a internet não farão isto. Não faz nem fará! São apenas meios de propagação de conteúdo. A maioria dispensável, por sinal.

Mas nós podemos fazer isto, podemos provocar mudanças positivas e amplas. Podemos ensinar as pessoas a fazer isto. Eu estou aprendendo, por que outras não podem? Por que até hoje negam levar isto a elas?

Por razões óbvias: manter as coisas como estão mantém o mundo como está. E este mundo está uma porcaria! Para todos? Não. Claro que não. Mas para muitos, sim. E eles devem ter a chance de mudar isto. Sim, DEVEM ter sim!

Sou um mero mortal, sozinho não mudarei o mundo, não ambiciono ser nenhum herói, mas pretendo fazer algo. Fazer a minha parte para tirar da pocotonisse quantas pessoas eu for capaz.

Daí o título do texto: estruturar para mudar a realidade. Sim, para ensinar preciso aprender. Para aprender preciso me dedicar, maturar o conhecimento e formas eficazes de transmitir isto.

Me infiltrar neste sistema crítico, o nosso sistema educacional. Me infiltrar sim, porque ensinar a pensar, questionar, não é o que estão fazendo. A atual conjuntura de nosso sistema educacional apenas cria massa de trabalho (mão de obra), não pessoas pensantes.

Enfim, este é um pequeno desabafo de um mortal, um pequeno ponto no meio de outros 7 bilhões de pontos neste planeta. Mas se eu puder abrir a mente de alguns destes pequenos pontos, se eu for capaz de ensiná-los a questionar com argumento, a provocar mudanças em prol daqueles que estão desprovidos das estruturas básicas para se ter uma vida saudável, então terei cumprido minha meta.

Paz e sorte à todos!


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*pocotonisse: ato ou efeito de ser ou se tornar um pocotó, um burro de carga, um ser não pensante, acrítico, desprovido de senso acurado. Algo próximo de 80% da população mundial, ou mais.
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Words I Never Said (feat. Skylar Grey)