Antes:

– E aí, rapaz, tudo em paz?
– Opa, tudo “em riba”. E você?
– Na boa também. E aí, deu certo o corre?
– Qual corre?
– Aquele que você estava me falando… da garota e tal…
– Ah sim sim. Alias, daqui a pouco vou até a casa dela.
– Olhaí, a noite de alguem vai ser boa, hein!

Dia seguinte:

– Opa!
– Opa…
– E aí, como foi? Conta! Não poupe detalhes!
– Ah, putz… foi bom…
– Voz vacilante. O que aconteceu?
– Cheguei lá, conversinhas amenas e ela me oferece um café. E café não se nega, claro. Um café sensacional, alias. Terminei de tomar o café e a vontade de atacar aquela mulher foi crescendo vertiginosamente. Muito! Não aguentei, atraquei ali no sofá mesmo. Eu e ela, bafão de café, mas está valendo, na hora do tesão você não se importa com isso. Depois da trepação me bateu sede. Ela ficou no sofá e eu fui beber água. Aproveitei para beber mais um tiquinho do café. Aí que a porca torceu o rabo.
– Por quê?
– Ela deixou o coador sujo na pia.
– E…?
– E ela usou uma calcinha para coar o café.
– Puta merda, que nojento!
– É… isso me broxou. Inventei uma desculpa e fui embora.
– Pô, que foda.
– É… mas o problema é que agora eu queria voltar lá, só não sei como.
– Por causa do sexo?
– Não, do café. Ele realmente estava sensacional.

Historinha safadinha inspirada nesta música aqui.