Como prometido, vamos a lista de melhores do ano, de acordo com o meu gosto e preferência. Só lembrando que essa lista foi baseada somente no que eu vi ou ouvi. Logo, não tem como reclamar que faltou algo pois: a – posso não ter conhecido; b – posso não ter gostado. Sua reclamação tem 50% de chances de estar errada.

Vamos começar pelos álbuns. Não há uma ordem de preferência, mas irei listar apenas 5 itens.

Arcade Fire – The Suburbs

Confesso que não gostava da banda, achava enfadonho e chato o som. Até que eles lançaram The Suburbs, criou-se um hype gigante e eu resolvi dar uma chance a banda, para ver se valia mesmo esse frisson. Realmente, um excelente trabalho, um pouco melancólico, algumas músicas mais agitadas. Um dos melhores álbuns do ano? Sim. Melhor álbum da década? Não, está longe disso. Mas vale a ouvida.

Lucy and The Popsonics – Fred Astaire

Ah, como eu gostei desse álbum! Segundo álbum dessa banda brasiliense, Lucy and The Popsonics é formada por Fernanda, Phil, Beto e, claro, Lucy (a bateria eletrônica que eu tive a oportunidade de conhecer. Muito simpática a Lucy). Fred Astaire é o nome dessa bolacha e as músicas são criativas, guitarras distorcidas com batidas dançantes, letras que grudam. Enfim, pop de qualidade. Se você tiver oportunidade de ir a um show, vá.

Deerhunter – Halcyon Digest

Banda indie americana. De acordo com a wikipédia, é uma banda que tem elementos de noise rock, art rock, shoegaze, post-punk e uma pitada de pop. Quem inventa esses rótulos?  Independente disso, eu já tinha ouvido algumas músicas dessa banda, mas recentemente ouvi esse álbum e achei muito, mas muito bom mesmo.

Ariel Pink’s Haunted Graffiti – Before Today

Anote isto: Ariel Pink vai ser um dos principais nomes para quem gosta de gravar álbuns de modo underground, low-fi, em fitas cassetes e buscando referências setentitas e oitentistas dignas de tocar nas Tropicais FMs desse mundão. As primeiras músicas do Ariel são praticamente inaudíveis, pois parecem que foram recuperadas de uma fitinha gravada em mono e atropelada. Depois de assinar com a 4AD, suas músicas tiveram um excelente tratamento e Before Today é a bolacha que você pode tocar depois que estiver voltando do barzinho.

She & Him – Volume Two

Como deixar de lado? She & Him, uma grata surpresa nesse final de década. A união do já talentoso M. Ward junto de Zooey Deschanel resultou numa sonoridade pop que conquistou várias pessoas não pelo fator cult, mas sim pela qualidade. É música pelo prazer de fazer música. As letras são sinceras e a banda passa aquele ar de um dia agradável na companhia das pessoas que você gosta. Nesse segundo álbum, a banda se soltou, se sentiu mais confiante para acreditar nas músicas.

O próximo post (amanhã) será dos quadrinhos que comprei neste ano.