Eu perdi as contas de quantas vezes eu reescrevi este post sobre o Planeta Terra Festival. Em partes por achar que eu não estava começando bem, outras por lembrar dos shows e acabar perdendo o rumo.

Mas vamos que vamos: pela primeira vez na minha vida eu iria em um grande festival de música. Não seria a primeira vez que veria bandas internacionais, pois eu já havia assistido shows de bandas punks e hardcores européias nos bons tempos de Kenoma, aqui em Rio Claro.

Convite comprado em agosto, eu teria a dignissima companhia da Rebeca – que escreve neste blog, caso você não saiba – mas por ironia da vida & descuido, ela acabou quebrando o pé. Mas por sorte contei com a companhia de Alexis, Débora (dignissima do Alexis), Rudá, Tiago e Davi.

Antes de falar realmente do show, vale comentar que eu, Rudá, Tiago e Davi estavamos vestindo camisetas xadrez. Atente para este fato.

Ao chegar no Playcenter, atento para a organização. Acompanhando alguns metros pela rua havia umas divisórias separando homens e mulheres para a revista. E a fila andava rápido e a revista mais rápido ainda, mesmo eu tendo que falar três vezes para o segurança que aquele volume no lado esquerdo da minha calça era o celular. Depois, fila para entrar no parque, o que ocorreu de modo rápido e aí, logo de cara, a constatação de que aquele festival poderia muito bem abrigar uma convenção nacional de lenhadores: um mar de camisetas xadrez.

E também algumas características básicas desse tipo de festival: cerveja cara, filas gigantes, banheiros químicos e gente bonita e gente feia e gente boa e gente esquisita em um só lugar.

Agora, deixa de blablabla e vamos para os shows que ocorreram no palco principal, quando cheguei:

Of Montreal – Banda chata com som chato. Foi uma tortura até terminar. E não vimos o show porque queriamos. E sim por causa do som mega alto que podia ser ouvido tranquilamente enquanto na fila para comprar fichas.

Mika – Não vi, mas segundo relatos, se caísse um meteoro ali, a quantidade de purpurina seria o suficiente para cobrir São Paulo por uma semana. E do repertório tocado, eu só conhecia essa aqui.

Phoenix – Essa banda me ganhou neste festival. Só conhecia uma música (Lisztomania – e mesmo assim só o som, soube o nome depois) e confesso que foi uma grata surpresa. Vocalista carismático, banda coesa e divertida, e o baterista (que é um clone moreno do Fred Mercury) mandando muito bem. Talvez Phoenix não seja uma dessas bandas que se torne a sua preferida, mas com certeza você não negaria de ir ao show. E no final, Thomas Mars “foi para a galera”. Em um mar de mãos, ele foi empurrado até uma pequena plataforma com uma cadeira, no estacionamento, onde ele agradeceu a galera. Uma pena que o microfone não teve cabo suficiente para ir junto.

Pavement – Como bem definiu o Alexis: O SHOW DA VIDA. Minha emoção de ver, ao vivo e a cores, uma das minhas bandas preferidas, quase me fez passar mal. Isso sim é um show de rock! As músicas que você gosta, a banda tocando com gosto, o Malkus sendo o Malkus. O show começou um pouco antes do esperado, pegado todo mundo de surpresa. E nada de firulas, nada de masturbação musical. É pegar os instrumentos e tocar, ponto final. Fora que eu estava muito bem acompanhado, claro. Depois desse show, meu único pensamento era: preciso aprender a tocar guitarra.

E você pode baixar o bootleg do show aqui, mas corre antes que tirem do ar!

Smashing Pumpkins – havia tudo para ser A grande atração do festival. Havia, pois não foi. Billy Corgan era o único membro original da banda, mas isso não significou muito. Apático, assistir o show ao vivo ou escutar o cd estava em pé de igualdade. Interação zero com o público, tentativa de tocar um trecho do hino americano, os outros membros também apáticos. Uma pena, pois o SP tem muitas músicas boas, mas que foi desperdiçada por um show “formal” demais.

Enfim, fica aí minhas impressões atrasadas desses festival. Lembrando que você pode assistir todos os shows no site do festival e que venha 2011.