Olá, seres estranhos!

Sim, eu cheguei, o seu pior pesadelo está presente agora também no Suruba Musical!

Chega, né?

Meu nome é Danilo Aguillar, algum de vocês podem ter me reconhecido pela participação que fiz no segundo Suruba Indica, ou até mesmo pelo blog que tenho com o Michel, o Miztureba, mas essa última opção acredito ser um pouco impossível…

Enfim, estou aqui através de um convite do Michel, e fico muito honrado com essa oportunidade. Prometo à todos que não atualizarei o blog com frequência, não responderei comentários e só farei este post. Eu sou preguiçoso.

Mas já falei demais, vamos ao que interessa.

Capinha mixuruca, hein?

Eu costumava dizer que era fã de Linkin Park. Tinha todos os CDs, sempre estava atento à novos singles, shows ou qualquer coisa ligada à banda. Até que fui crescendo e essa coisa de fã foi se esvaindo, então passei de alucinado para apenas um cara que curte o som de outros caras. Aí comecei a contar os minutos para a meia noite e… Bem, passei a ser um cara que não curte tanto assim o som de outros caras.

Até que, dia 15 de Setembro, descubro que no dia anterior o novo CD do Linkin Park havia sido lançado: A Thousand Suns. Com um resto de esperança de que a banda ainda voltaria a ser o que era, corri para a loja de CDs mais próxima de casa (uma loja chamada Pirate Bay, conhece?) e adquiri os Mil Sóis.

Eis as impressões que tive:

Primeira metade do CD: Cara de whatever.

1. The Requiem – Como de costume, a banda começa com um instrumental como intro, só para encher linguiça e dar início ao álbum.

2. The Radiance – Enchendo linguiça mais um pouco, outro instrumental…

3. Burning In The Skies – Enfim a primeira música de verdade. Pra mim, soou muito blé. Para os que não entenderam, troquem o blé por whatever. Se ainda não entenderam, é o seguinte: Sabe aquela música que não faz diferença nenhuma em sua vida? Aquela que não tem nada demais e muito de menos? Então, essa é uma música blé.

4. Empty Spaces – Outro instrumental. Mr. Hahn estava inspirado…

5. When They Come For Me – Dá pro gasto…

6. Robot Boy – Aqui a coisa começa a dar uma melhorada. É uma música agradável aos ouvidos, mas está longe (muito longe mesmo) de ser uma obra prima Linkin Parkiana.

7. Jornada Del Muerto – Mais uma instrumental. Já tá enchendo o saco, hein?!

Segunda metade do CD: Totalmente excelente!

8. Waiting For The End – Agora sim! Enfim uma música em que consegui soltar um palavrão e ficar entusiasmado. Chester com um vocal mais melódico, mas bem legal, e Mike mostrando um rap bem gostoso e animado.

9. Blackout – Há tempos não ouvia uma música nova do Linkin Park em que a força e a vontade da voz do Chester apareciam. Guitarra e vocal caminharam juntos nessa canção, os dois bastante agressivos. E Mr. Hahn mostrou que sabe fazer mais do que meros instrumentais para intro de discos.

10. Wrectches And Kings – Essa conseguiu me levar aos antigos CDs. Mostrou que a parceria entre Mike e Chester ainda é uma das melhores da música atual e que os caras não esqueceram como juntar a guitarra e a batida do rap.

11. Wisdom, Justice, And Love – Um instrumental para estragar a animação.

12. Iridescent – Uma música mais calminha, mas até gostosa de ouvir. Gostei do Mike cantando no começo, sempre gosto de saber que ele também canta bem e não fica apenas falando como a maioria dos rappers.

13. Fallout – Instrumental. De novo ¬¬.

14. The Catalyst – Muito boa, mesmo! É uma daquelas músicas que anima qualquer um. Dá vontade de pular, dançar, balançar a cabeça e cantar junto. Ótimo trabalho do japoneis com o background da canção.

15. The Messenger – Finalizando com uma linda demonstração da força da voz de Chester.

Considerações finais

Como puderam perceber, apenas uma parte do disco prestou. A primeira metade foi tempo perdido, muita coisa experimental que eles poderiam deixar para lançarem pela internet e observar a reação da galera.

A segunda metade me agradou bastante. Não mostra a fúria do Chester como no Hybrid Theory ou no Meteora, mas mostra que devagar ele está voltando às origens. Quanto ao Mike, ele sim mostrou que os velhos tempos permanecem e que sua animação e vontade ainda não acabaram.

O resto da banda mandou muito bem. Rob e sua intimidade com a bateria ainda perduram. Brad me surpreendeu com a evolução que teve com a guitarra. Mr. Hahn teve um espaço em especial nesse disco e pôde mostrar que domina muito o sampler, apesar do excesso de instrumentais me irritar. E o Dave (Phoenix), bem… Ainda espero o álbum em que o baixo realmente aparecerá.