Beck é um dos artistas que mais admiro. Mas essa admiração começou quando eu ouvi o Odelay, o álbum que é praticamente o melhor da carreira dele.

Antes de falar do Odelay, vamos nos situar: esse rapazote tinha estourado nas paradas com a música Loser. Essa música virou o hino dos indolentes e Beck foi elevado a a ícone da Geração X (caso você não saiba o que é a Geração X, a wikipédia explica de modo bem simplista). Mas foi somente no Odelay que ele realmente mostrou que entende de música.

O álbum é na verdade um grande corta-e-cola de samples e e riffs, tornando-se, assim, um album com pegadas de rock e hip-hop. Por exemplo: na música Devils Haircut, tem um sample de James Brown. Todo esse balaio de sons foi excelentemente produzido com a ajuda dos Dust Brothers, que já haviam trabalhado com os Beastie Boys.

Há também duas referências brasileiras aqui: na música High 5 (Rock The Catskills) o ínicio é um sample de Desafinado, de João Gilberto. A outra é que também participou da edição o brasileiro Mário Caldato Jr – que já trabalhou com vários outros artistas, como Marcelo D2, Super Furry Animals…

Caso você tenha se interessado, recomendo começar ouvindo Where It’s At, depois ouça Lord Only Know e finalize com  Devils Haircut. Depois disso, deixe o álbum inteiro repetindo. Não é a toa que Beck se mostrou um músico muito versátil e capaz de pegar várias referências e transformar em algo muito bom, sem soar repetitivo.

Ficha Técnica:
Selo: Bong Load
Produção: Vários
Duração: 51:28
Quantidade de faixas: 13
Ano de lançamento: 1996