Ultimamente tenho visto em vários âmbitos uma discussão que já é mais velha do que andar pra frente: Modinha.

A ideia básica é, um punhado de indivíduos que adoram certa coisa (filme, seriado, novela, artista etc).

Tem os que se irritam a ponto de virar o bastião do bom gosto e opinião.

Tem os que cagam e andam (eu) para modinha.

E finalmente os fãs xiitas.

Os revoltados não ficam satisfeitos até que seu objeto de ódio seja relegado ao esquecimento ou pelo menos faça um fã xiita chora e/ou peidar de raiva.

Pessoas que seguem a filosofia da vaca, não se importam. Podem gostar ou não do objeto em questão,  apenas sabem diferenciar as coisas fantasiosas das reais e não se incomodam com quem não possui esse discernimento.

Fanáticos e radicais, os fãs xiitas não suportam ouvir coisas ruins sobre seus objetos de desejo, compram tudo o que é possível dos seus ídolos e anseiam e fantasiam com eles, alguns se excedem e acabam por fazer os chamados fanfics (em alguns casos fanfics ficam melhores do que o negócio em si).

Existe  uma pequena vertente dos fãs xiitas que são os fãs xiitasegocêntricos que só gostam de uma coisa que ninguém gosta, assim que meia dúzia declara gostar de algo que só eles veneram, deixam de gostar, xingam quem acabou gostando e por vezes abandonam seus objetos de prazer para encontrar algo obscuro para celebrar como Golum (vide Senhor dos anais)

Eu mesmo fui muito criticado pelo meu pai quando gostava de Carrossel, tudo bem que não era uma obra-prima cinematográfica, muito menos da literatura, mas era algo que eu no auge da minha infância gostava pois eu tinha a mesma idade dos moleques. Acho que quando meu pai assistia National Kid, meu avô devia sacaneá-lo. e assim vai. Meus filhos serão sacaneados pelas coisas toscas que gostarão. É o ciclo da vida, assim como no reino de simba.