O título desse post fechou bem certinho com o Blablaismo, né? Mas não é exatamente sobre música que vou falar, mas sim sobre comportamento. Todo mundo sabe que a vida sem música é um porre, né? E que, quando saímos ou estamos fazendo uma tarefa chata (tipo trabalhar), a vida até parece melhor com uma trilhazinha musical, não é mesmo? Pois bem, mas como tudo na vida, o exagero é prejudicial, e nesse caso, em vários aspectos. Primeiro pelo nossa saúde, claro, já que passar horas ouvindo nossos mp3/mp4/mp5/mp-ad-infinitum no volume máximo vai nos tornar, num futuro próximo, uns surdões do caralho. E tem gente que exagera mesmo, dá até pra ouvir a música que estão escutando mesmo usando fones (mas pior mesmo, para os que estão ao redor, é ouvir música SEM FONES, compartilhando no ônibus ou em locais públicos seu péssimo gosto musical #ficadica).
Nossos ouvidos suportam até 75 decibéis sem sofrer danos, mas têm aparelhos tocadores de música por aí que chegam a atingir até 120 decibéis (o mesmo barulho que uma boate ou um show de rock faz) e que, para não prejudicar nossos tímpanos, é recomendado que não passemos de 15 minutos nesse nível de som, mas né. Leia mais sobre aqui.
Pulando essa parte “Dr. Dráuzio Varela” do post, vem a parte social de sua vida. Sim, você se prende numa redoma musical e não deixa ninguém entrar. Veja bem…você está na rua ou num ônibus, e vem alguém falar com você…Você só vai perceber se estiver olhando pra pessoa. E tem gente que nem tenta te abordar pq já percebe que você está com os fones nos ouvidos e no momento está “inacessível”. Mas tem gente – principalmente os adolescentes – que faz isso de propósito, quando estão revolts e não querem falar com ninguém, ignorar mesmo. Eu mesmo faço isso às vezes. Mas fica chato pra socializar, deixar de interagir com os outros pq está imerso num mundo egoísta musical. Chega a ser falta de educação até, principalmente se um idoso vem te pedir uma informação na rua (até pq eles costumam ser meio lentinhos e não vão perceber os fones nos seus ouvidos) e você nem prestando atenção, obrigando os coitados a repetirem a pergunta.
Aproveite o lado bom da música, mas com parcimônia, OK? Sem ferir seus ouvidinhos e sem parecer um bicho-do-mato tapado que só quer ouvir música nos fones.
Eu tô de olho, hein?