Sempre achei que eu era livre. Nada me prendia ou cerceava minha vontade.

Por muitas vezes minha vida por conta dessa liberdade era tomada por aventura, imprevistos e surpresas.

Me sentia diferente da maioria, o  que até me conferia o status de rebelde ou louco, mas realmente não era do meu feitio seguir os outros dessa maneira, achava-os toscos e alienados nas mãos do titereiro.

Esse manipulador de bonecos, inclusive, é aquele que muitos reclamam se submeter à ele, porém não vive sem. Criam uma espécie de dependência, um círculo vicioso que por vezes só uma fatalidade pode quebrar.

O grande controlador que na minha infância era nada mais do que uma figura hipotética e incompreendida e na minha juventude um ditador, é rechaçado hoje em dia como o grande traficante que fornece a primeira dose e você se sente poderoso, forte. Depois vem a impotência e submissão. Pronto você é dele.

Só na semana retrasada percebi o quanto tinha me viciado e me tornado seu escravo.

E hoje em dia estou procurando uma pulseira que seja compatível com meu relógio.