Há uns dias atrás, eu recebi um email de Renata Brant sobre uma cantora. Como bom curioso musical que sou, acessei o myspace da moça. O nome da cantora é Drenna, carioca da gema, que resolveu dar a cara a tapas lançando um álbum de modo independente.

O release que recebi fala que a moçoila em questão gravou no estúdio Observatório dos Ecos, do Marcelo Yuka, conseguiu um bom time de músicas para ajudar na gravação e ainda contou com a participação do próprio Yuka em uma das faixas (caso você ficou curioso, é na música Gelo Coração, só que ele toca teclado).

E o som dela? O som dela é muito bom! É gratificante ouvir uma cantora que sabe o que está fazendo. O som é um rock bem composto, honesto, sincero. As influencias da moça são boas: vai de Raul Seixas a Aerosmith, passando por U2 e Led Zeppelin. A minha felicidade é não ter percebido, em nenhuma faixa, a influência de Nirvana. Ponto para a Drenna!

Alias, duas faixas me chamaram muito a atenção. A praticamente desabafo Antes que o tempo passe, que tem potencial para ser um sucessos nas rádios. O interessante é que essa faixa te cativa logo nos primeiros acordes: você vai cantarolar “Antes que o tempo passe, antes que a vida acabe…”. Outra é a balada Porta. Música gabaritada a tocar em alguma novela global, como trilha sonoro do casal principal da trama.

Moça de voz potente, letras bem escritas, som redondo. Drenna está pronta para o sucesso, só precisa ser descoberta por uma gravadora de maior projeção nacional.