Lendo n’O Inimigo sobre o fim do Cordel do Fogo Encantado (uma pena banda tão boa acabar), me deparei com tal paragrafo:

Muito melhor do que ficar pagando de gatinho com quase 50 anos na cara (Dinho Ouro Preto), vivendo de sucessos de 20, 30 anos atrás (Biquini Cavadão, Titãs) ou juntando cacos para se manter em pé apenas com o nome (Raimundos). Mas pode ser pior, se manter com a falta de nome (Surto). É a falta de humildade de aceitar que o tempo passou.

Isso coincidiu de que minutos atrás eu tinha visto a noticia de quem Tico Santa Cruz comandaria o vocal dos Raimundos por alguns shows e com possibilidade de ser vocalista permanente. E muito me entristece ver que Raimundos não consegue perceber que acabou.

A banda tem seu mérito no cenário roqueiro tupiniquim. Afinal, ela foi uma das responsáveis pelo sopro de novidade que precisava no mainstream. A banda é a cara dos anos 90, mesmo o Só no Forévis sendo o mais fraco da banda, mesmo sendo o mais vendido. Talvez você não concorde comigo – e nem estou pedindo isso – mas esse album é muito fraco para uma banda que já tinha clássico do canceioneiro musical como “Esporrei na Manivela“, “Puteiro em João Pessoa” e “Andar na Pedra“. Eis que na decada de 2000 começa a dança dos integrantes. Sai, volta, muda e nesse meio tempo lançam albuns péssimos. De bate-pronto, você consegue lembrar quais albuns foram lançados?

Raimundos é aquela banda que não soube parar. Melhor teria sido acabar com a banda e começar novos projetos. O que fazem agora é remendos, juntar cacos, tentar manter um nome que já teve importância e hoje ocupa a área “boas lembranças” dos que gostaram dessa banda – inclusive eu.