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Archive for agosto, 2009

Cadê você, criatividade?

Posted by Wagner Brito On agosto - 31 - 2009ADD COMMENTS

Eu já tinha a sensação de que isso ia acontecer, cedo ou tarde. É como se você estivesse dirigindo um carro, percebe que a gasolina está acabando e você está, lenta e constantemente, em direção à um poste.

Você sabe que vai bater o carro, mesmo que a gasolina acabe, pois o carro continua em movimento. Você pode desviar, você pode pisar no freio, mas não faz.

lampada-apagada

Pois bem, acho que bati. Talvez a pancada eu sinta agora. O carro é a minha criatividade. E o poste é real.

Já faz um tempo que sento na frente do pc e tento escrever um texto realmente significativo. Talvez por que concentrar demais nas mudanças que minha vida está levando.

O que me deixa muito desanimado. Criatividade, cadê você? Antes eu tinha ideias tão boas, agora o máximo que consigo é uma tela branca no editor de texto.

Será que eu estou me pressionando demais? Forçar a criatividade pode ser um perigo. Será que criatividade é igual a sexo: é preciso deixar fluir? Ao mesmo tempo não quero deixar o blog as moscas. Quem me dera ter um talento bukowskiano, cujas palavras saem com a cerveja sai da garrafa.

Alias, acho que esse deve ser o pior momento para um escritor. A falta de ideias. Não que eu seja um escritor, estou longe disso. Mas consigo compreender melhor a situação.

Enfim, socorro.

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Radiobla #22 – Outra versão

Posted by Equipe Blablaismo On agosto - 29 - 20094 COMMENTS

Radiobla #22 - Outra versão

Mesmo atrasado está no ar mais uma edição da Radiobla, dessa vez trazendo outras versões para músicas sensacionais.

E para isso, Wagner Brito e Michel Souza fazem uma playlist com bandas que regravaram outras bandas. Não é necessariamente um cover, está mais para uma nova versão, uma nova roupagem, para uma música que já é boa. Muitas releituras costumam ficar péssimas, mas garantimos que vai tocar o que há de melhor por aí.

Sugestões, críticas, elogios ou comentários, é só mandar um email para contato@blablaismo.com.br ou deixe na área de comentários do post.

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MÚSICAS DESTA EDIÇÃO
Frente! – Bizarre Love Triangle
Johnny Cash – Hurt
Sparklehorse – Wish You Were Here
Cake – I Will Survive
Ira! – Eu não sei
The Psychedelic Furs – How Soon Is Now?
Placebo – Bigmouth Strike Again

COMPARE COM O ORIGINAL
New Order – Bizarre Love Triangle
Nine Inch Nails – Hurt
Pink Floyd – Wish You Were Here
Gloria Gaynor – I Will Survive
The Who – I can’t explain
The Smiths – How Soon Is Now?
The Smiths- Bigmouth Strike Again

BÔNUS TRACK
Monacast 73 – Festa na Floresta

 
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“Falae, truta!”

Posted by Wagner Brito On agosto - 24 - 20093 COMMENTS

De acordo com um estudo da Fundação Oswaldo Cruz*, os homens costumam associar consultórios médicos com um lugar de crianças, mulheres e idosos. Concordo em parte com essa declaração, mas não é dela que eu pretendo falar, e sim de um fato inusitado que acontece sempre que preciso pisar em um consultório.

A parte em que concordo é que realmente eu vou pouco ao consultório e sempre que vou a maioria são crianças, mulheres e idosos. Mas isso não é culpa minha, claro.

Foto meramente ilustrativa

Porém, entretanto, todavia, por alguma razão que desconheço, eu desperto 2 reações diferentes nos médicos e 1 reação apenas nas médicas. E já afirmo de cara que nenhuma delas é sexual.

As médicas me tratam bem, com respeito e tudo mais. Acho ótimo, até me sinto confortável para responder perguntas desconfortantes que elas fazem, dependendo do motivo que estou lá.

Mas os médicos, ou me tratam com total indiferença ou tentam igualar a idade deles a minha. Os que me tratam com indiferença deixam um recado subliminar: “o que diabos você está fazendo aqui. Consultório é lugar de crianças, mulheres e idosos, seu verme desprezível. Só por isso eu vou tratar indiferente!”.

Já os que tentam igualar a idade, bem… eram por alguns anos… para menos. Como foi que aconteceu hoje, as 8 da matina.

Ele: falae, cara, tudo numa “nice”?
Eu: Ahn?
Ele: Qual é o problema, truta?
Eu: O quê?
Ele: Ih, olha aí, tá lendo um livro! Deixa eu ver quem é!
Eu: Ahn… ok
Ele: Charles Bu… Bukwsf… como se fala esse sobrenome?
Eu: Bukowski.
(alguns segundos de silêncio)
Ele: Bem, qual o problema?
Eu: Meu ombro esquerdo.
Ele: Hmmmm vamos tirar a sua pressão.
Eu: Mas é o meu ombro que…
(Começa a medir minha pressão)
Ele: Olha aí, campeão! Pressão impecável! Tá tudo em cima!
Eu: Mas e o meu ombro?
Ele: Ah, sim, sim. Vamos tirar um raio-x dele. E do direito, para comparar, ok?
Eu: Ótimo!
Ele: Mas e ae, fazendo cursinho?
Eu: Não, já sou formado.
(Alguns segundos de silêncio)
Eu: Sou professor…
(Começa a abrir um pequeno sorriso no rosto dele)
Eu: … de Geografia.
(Some o sorriso)
Ele: Nunca fui bom em Geografia. Sempre fui melhor em Matemática. Bem, aqui está. Leve este papel até a sala de raio-x.
(nos levantamos de nossas respectivas cadeiras)
Eu: Obrigado
Ele: De nada!
(dá um tapinha nas minhas costas)
Ele: Sabia que com essa barba você tá parecendo um jogador do Fluminense que…

*Fonte dessa informação: Revista Super Interessante de agosto, 2009.

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Radiobla #21 – Engenheiros do Hawaii

Posted by Equipe Blablaismo On agosto - 21 - 200916 COMMENTS

Engenheiros do Hawaii

A Radiobla de hoje tem a homérica missão de fazer você gostar de Engenheiros do Hawaii.

Brincadeiras a parte, Wagner Brito e Arthur Franco vão mostrar que vale muito a pena gostar de Engenheiros do Hawaii, quando você conhece um pouco mais da obra dessa banda gaúcha. Para isso, fugimos do óbvio e fizemos uma edição com músicas que você não vai encontrar em nenhum ao vivo oficial.

Sugestões, críticas, elogios ou comentários, é só mandar um email para contato@blablaismo.com.br ou deixe na área de comentários do post.

Participe também da Podpesquisa 2009. Clique aqui para saber como participar.

MÚSICAS DESTA EDIÇÃO
O sonho é popular - Várias Variáveis (1991)
A violência travestida faz o seu trottoir – O Papa é Pop (1990)
Canibal vegetariano devora planta carnivora – Gessinger, Licks & Maltz (1992)
Sem problema – Minuano (1997)
Até mais - Tchau Radar (1999)
Perfeita simetria – O Papa é Pop (1990)
O castelo dos destinos cruzados – Simples de Coração (1995)
Ritos de passagens – Surfando Karmas & DNA (2003)
Duas noites no deserto – Dançando no Campo Minado (2004)
Pra quem gosta de nós – Pouca Vogal

PARA SABER MAIS
Engenheiros do Hawaii – site oficial
Pouca Vogal – site oficial

Você também pode assinar a Radiobla no seu iTunes ou agregador de feed. Clique aqui para saber como.

 
icon for podpress  Radiobla #21 - Engenheiros do Hawaii [57:11m]: Play Now | Play in Popup | Download

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Em breve…

Posted by Wagner Brito On agosto - 20 - 20094 COMMENTS

Existe um livro chamado “100 coisas para fazer antes de morrer”. Inspirado por esse título, pois não li o livro e nem vou ler, vou fazer a série “Coisas que eu REALMENTE preciso fazer antes de morrer“.

Porque uma coisa é você fazer uma lista do que fazer até morrer, outra é fazer uma lista de atividades que você REALMENTE precisa fazer antes de morrer.

Um exemplo prático: eu preciso conhecer a Guatemala. Eu REALMENTE preciso conhecer a Guatemala? Não, a vontade não é tão grande assim. Eu preciso de uma Ferrari. Eu REALMENTE preciso de uma Ferrari? Não, não tenho como bancar um carro desse tipo.

Entenderam o espirito da coisa? Então aguardem até semana que vem, que é quando vai começar a série.

=D

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A Rua Misteriosa

Posted by Carol Altenfelder On agosto - 17 - 20092 COMMENTS

rua escura

A rua estava escura, coberta pelas trevas, mas a lua a iluminava. Com a lua cheia havia uma iluminação parecida com a dos filmes, era uma rua repleta de suspense, dava para sentir no ar. Este era pesado, sentia minha respiração profunda, pesada. E, assim, precisava respirar devagar e intensamente.

Não havia ninguém, nenhuma alma, nenhum barulho. A não ser, talvez, por aquele papel branco que rolava com o assobio do vento formando uma sinfonia com as folhas e os galhos dos orvalhos na calçada do lado direito. Do esquerdo, as flores amarelas dos ipês caiam na rua.

Assim, a rua pedregosa se transformava num tapete do mais fino e rico tecido, era como seda do começo do século.

A rua era estreita, não possuía nome, não tinha números, tinha apenas aquele portão no fim. O portão era de ferro já gasto. Havia duas estátuas na frente, uma de cada lado. Eram crianças tão perfeitas que pareciam estar vivas…mas não estavam. Suas faces assustadas me davam a impressão que estavam gritando.

Atrás do portão, o cheiro de enxofre era insuportável, mas combinava com a neblina que escorria impregnando tudo, eu não conseguia ver nada, além da neblina. Era a cortina que escondia algo que não era para ser visto, um segredo.

A rua era semelhante a um deserto, constituído pela noite, pelas trevas e pela solidão. Não há tempo, nem estações. E uma rua que está fora dos padrões a que chamamos de realidade.

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