Jornalismo Cultural
Diferente do jornalismo cotidiano ou da cobertura econômica e política, os cadernos de entretenimento funcionam de forma diferente, especialmente quando se fala em cinema. Enquanto nos primeiros as informações não disponibilizadas podem ser reunidas por um jornalista investigativo, no caso do cinema isso não acontece, por dois motivos: primeiro, tratam-se de empresas privadas, que possuem o direito de tomar suas decisões a portas fechadas; e, segundo, o próprio teor deste meio não admite práticas deste tipo.
Tentar se infiltrar num set seria perigoso, e, no mínimo, vergonhoso perante toda segurança dos estúdios. São empresas privadas, logo, fazem o que bem entendem lá dentro. Portanto, há um acordo silencioso no qual estúdios permitem o acesso dos jornalistas a suas entranhas cinematográficas em troca de divulgação dos produtos [filmes, séries, DVDs]. Normalmente, ninguém é obrigado a falar bem e, até certo ponto, se tem muita liberdade para perguntar o que for necessário para a pauta. Entretanto, como muitos departamentos de comunicação estão subordinados a um gerente de marketing – não um jornalista ou relações públicas –, tudo tem servir a uma estratégia e ai de quem não obedecer às diretrizes e obrigatoriedades impostas pelo estúdio. Ou seja, a cobertura não é feita pela necessidade ou relevância do assunto, mas sim para cumprir as metas e ter uma função puramente comercial. Logo, pergunto: isso é jornalismo?
Para ler o restante desse texto, acesse SOS Hollywood.
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