A geração do pós-guerra; a geração de 68; a geração yuppie; as gerações anteriores e as gerações por vir… aí elas vão e vem como tantas outras.
Num dicionário encontrei o seguinte:
ge.ra.ção
s. f. 1. Ato de gerar(-se). 2. Conjunto dos atos pelos quais um ser organizado gera outro semelhante a si. 3. Coisa gerada. 4. Sucessão de descendentes em linha reta (pais, filhos, netos). 5. Linhagem, ascendência. 6. Geom. Formação de uma linha, superfície ou sólido pelo movimento de pontos ou linhas.
Parece que tais definições não são o bastante para explicar as gerações que mencionei; há algo nelas que quebram com o legado da geração anterior, como se cada nova fosse uma revolução ou, talvez, a formação de uma superfície pelo movimento de pontos ou linhas (pessoas e afins) num sólido (uma ideologia ou um zeitgeist).
Resumindo, chego a pensar que geração não depende muito do tempo, mas sim, basicamente, das atitudes que diferem, também definem, uma geração, vide as diferenças entre a geração de 68 e a geração yuppie.
O Wagner diz “ o que mais me assusta é que por geração você pode entender como 5 anos de diferença, para mais” no seu mas novo blog, e ele não está errado!!
As gerações podem não depender do tempo, mas vejo os que acabaram de sair dos 18 anos recentemente são muito diferentes de mim e muitos que conheço.
Então, nós nascidos lá pelo meio da década de 80, na volta de um Brasil “democrático” somos uma geração e o pessoal que nasceu quando Collor assumiu e depois sumiu de Brasília, e só o conheceram pelas conversas com os mais velhos ou nos livros de história, são outra geração?? SIM, eles são!!
E como é essa geração?? Bem que eu gostaria de ter assertivas sobre ela, mas conheço quase nada desse pessoal.
Muitos dizem que são a geração de pais separados e isso os fazem muito diferentes, outros dizem que são uma geração mais infantilizada; entendam que nada disso os fazem melhores ou piores (muita gente sempre diz “A minha geração é que foi foda!”, aí eu torço o nariz), por exemplo: pais separados podem fazer uma criança ganhar independência mais cedo ou pode torna-la mais dependente se quem cuidou delas formas mais os avós (não divorciados) que os pais obrigados a revezarem a guarda da criança.
Eu digo que são uma geração mais ousada em relação ao comportamento, com maior liberdade para serem como quiserem, sem estarem ligadas aos padrões ou coisas definidas pela sociedade, são mais espontâneos, sem rótulos e, às vezes, parecem meio desinteressados do mundo… Mas talvez isso não tenha nada haver com o pessoal nascido lá no início da década passada, talvez esse perfil seja de uma geração atemporal e bem parecida com uma geração que foi chamada de hippie há tanto tempo atrás, ao ponto de muitos acreditarem que seu legado é inexistente.

Eu fiquei pensando em qual rótulo minha geração se encaixa.
Sou uma geração pós-punk, pré-yuppie, anti-hippie. Talvez por isso somos a última geração confusa. =D
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What?
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What what?
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acho que uma geração se faz da negação das atitudes da geração anterior. tipo conservadores, depois hippies, depois consumistas, depois ecologistas, etc e tal. e as milhares que se encaixam entre essas aí…
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Mas a minha geração ainda é melhor =D
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¬¬
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ah não sei. Acho que as gerações dos anos 80 pra cá se tornaram cada vez mais fúteis e irresponsáveis. Não trabalham, querem a liberdade, mas não a responsabilidade que vem com ela. Eu nasci em 86, e já sou meio assim… Quem nasceu de 90 pra cá nem se fala. Mas a história é uma roda, vou ser mais severa com os meus filhos, do que os meus pais foram comigo, quem sabe eu criaremos uma geração semelhante a dos anos 50/60. Sei lá, o legal é balancear. Liberdade e responsabilidade.
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Não acho que somos (sou decada de 80 também) uma geração fútel e irresponsável. Vejo que somos uma ressaca do movimento hippie misturado com a animação do punk. Queremos liberdade, mas temos um pé na realidade, algo que eu não vejo na geração 90, por exemplo.
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[...] na Paulista onde, no sabado, andei junto do Júlio, do Paulo e da Veronica (namorada do Paulo). Resolvemos tomar café no Starbucks. Aqui vale dois adendos: [...]