Muito bem, depois de passada essa época de carnaval, voltei para falar sobre… carnaval.

Sinceramente não gosto muito dessa data, onde as pessoas usam a desculpa das festividades, potencializada pela bebida para fazer um mix de putaria e depredação, tudo devidamente perdoado, pois é carnaval! Atropelaram alguém na Av. Presidente Vargas? Ah, não liga, olha a mangueira entrando!

Só queria mostrar por este texto o que para muitos é diversão, para outros é suplício e nem falo sobre gostar ou não de samba, marchinha, axé, funk. Isso seria assunto para outro longo texto.

E também falo em especial, sobre o carnaval do Rio de Janeiro pois é onde moro. E por falar em Rio, me desculpe quem curte mas bloco é coisa de vagabundo e marginal. E não me venham com o lance de “cultura carioca”, para isso existem dois lugares para se curtir a “cultura carioca”: Lapa e Apoteose (Marquês de Sapucaí). Se já não bastasse o trânsito sobrecarregado pelos turistas em vários pontos da cidade, os mesmos turistas que vem ao rio fazê-lo de Urinol, lixeira e puteiro; ainda me acham lindo de parar o trânsito de uma via normal para que alguns façam escarcéu enquanto o povo que vai trabalhar (eu inclusive ¬¬ ) fique preso no trânsito, dentro de um ônibus lotado, e com zumzum paticumbum na cabeça, ah é carnaval, quero ver a alegria de carnaval na hora de me explicar pro chefe. Epor falar em ônibus, fico com inveja das sardinhas que nessa época tem mais espaço do que os humanos em suas latinhas, e além de proporcionar uma viagem rápida à sucursal do inferno, o ônibus lotado, ainda é batucado, com todos felizes gritando e botando para fora toda a sua alegria de carnaval. Mês seguinte tá chorando de novo.

Daí vocês podem até me perguntar: Mas Michel, você não gosta de carnaval? E eu respondo: Só se eu estiver de folga.

Porque aí meus caros, eu posso me esconder e ficar torcendo para que um tsunami varra essa corja das ruas, que um terremoto engula os foliões e seus blocos, que um vulcão desperte com o repique do cavaco, que um meteoro atinja a sapucaí, dentre outros pensamentos singelos e felizes.

E para finalizar, o que sobra de bom depois de tanta festa? Lixo. só que só a metade, pois a outra voltou para seus estados ou cidades.

Passar bem.