Como a Carol não poderia escrever hoje, devido a compromissos acadêmicos, ela pediu para que eu escrevesse. Assim o blog não fica muito tempo sem atualização. Vi nisso a oportunidade de publicar este TOP 5,5 que estava nos rascunhos faz tempo.

Do mesmo que eu adoro um arrasa-quarteirão – os famigerados blockbusters – também gosto de um filme mais cabeça, mais independente, que me faça pensar ou refletir. Mesmo que ele tenha um caráter mais pop, pode trazer uma mensagem escondida.

Eu reparei que filmes assim, geralmente  fazem bonito em Cannes e em Sundance, mas são quase completamente ignorados no Oscar. O que mostra que o Cannes tem um gosto melhor. Ou não. Aí fica a sua opinião sobre isso.

Todos os filmes da lista eu possuo. Menos o 5,5. E sempre que eu estou mais introspectivo (que ultimamente tem sido recorrente) ou precisando dar uma revisadas em meus atos, ou minha vida, ou alguma situação, eu assisto esses filmes. Ou quando eu apenas quero um filme que tenha conteúdo.

[1] Anti-herói Americano (American Splendor, 2003)

Primeiramente, já quero deixar claro um fato: eu sou fã de Paul Giamatti. Esse cara é sensacional. Anti-herói Americano é a biografia de Harvey Pekar era um arquivista em um hospital de Cleverland que, após conhecer Robert Crumb, resolve transformar sua vida miserável em quadrinhos. Mas nada de se transformar em um super-herói ou algo do tipo. Ele mostrava o dia-a-dia sem glamour nenhum, criando esse paradoxo com o título. Paul Giamatti interpretou Harvey Pekar com tanta precisão que nas cenas onde o verdadeiro Harvey aparece, você se confunde. Ele conseguiu mostrar o quão rabugento Harvey é.

O filme mostra desde quando Harvey começou até os dias atuais. Vale a pena procurar e até hoje eu sou grato a minha amiga curitibana Ana Zotta – que me presenteou com esse filme. Se alguem tiver o poster e quiser vender, eu compro.

Anti-herói Americano ganhou o prêmio de melhor roteiro em Sundance (Grande Prêmio do Júri)

[2] Sideways – Entre umas e outras (Sideways, 2004)

Outro filme que com Paul Giamatti, que eu tenho um banner pendurado numa das paredes do meu quarto. Introspectivo, é uma comédia com sobre a vida e vinhos. Miles (Paul Giamatti) e Jack (Thomas Haden Church) são amigos de longa data. Jack vai casar e Miles resolve presentear ele com uma viagem pelas viniculas do Vale de Santa Inez, na California. É ótimo ver a evolução do Miles – que é um cara depressivo e tenta ser escritor –  e de Jack também. As melhores cenas envolvem vinhos e os diálogos são ótimos. O ponto forte do filme.

Assista sempre que você se sentir triste ou descontente com a sua vida. As lições de morais apresentadas, de modo sutil, são ótimas. Assista se você tiver uma ótima companhia ao seu lado.

Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e 2 Globos de Ouro por Melhor Filme de Comédia/Musical e Melhor Roteiro.

[3] Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000)

Alta Fidelidade é com John Cusack. Rob Gordon (John Cusack) é o dono de uma loja de música à beira da falência, que apenas vende discos em vinil. É azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música pop. Após levar um pé na bunda da namorada, resolve fazer uma lista dos TOP 5 melhores namoros que ele teve, para tentar entender onde ele está errando. É ver como uma pessoa vai se tornando madura, mas sem precisar deixar de fazer o que gosta.

O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome. Apesar do livro se passar em Londres e o filme em Chicago, vale a pena. É uma ótima adaptação que soube captar o espirito do livro.

Só me falta o poster. Se alguem tiver, compro também.

Recebeu a indicação na categoria Melhor Ator em Comédia/Musical (John Cusack) no Globo de Ouro.

[4] Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006)

Este filme é sensacional. Não posso destacar algum ator, pois todos estão ótimos, ninguém se sobressai. Uma atuação depende da outra. São poucos os filmes que são assim. Conta a história de uma família lotada de problemas, que levam a filha caçula para o concurso de beleza infantil que ela ganhou o direito de participar. Para falar deste filme é preciso um post somente para ele. As lições de vida, a diversão… vale cada segundo.

Tenho o banner aqui também e a trilha sonora é única. Se você ainda não viu, está esperando o que?

Ganhou 2 Oscar por Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) E Melhor Roteiro Original.

[5] Reine Sobre Mim (Reign Over Me, 2007)

Este filme eu vi num momento complicado. Fala sobre solidão, amizades, traumas. E é o primeiro filme em que vejo Adam Sandler em um papel dramático. Ele faz o papel de Charlie Fineman, uma cara que perdeu a familia no atentado terrorista de 11 de setembro. E pirou foda depois disso. Anos mais tarde ele encontra Alan Johnson (Don Cheadle), que é dentista, casado, e passa por uma crise interna também. É ótimo ver como os dois vão se conhecendo e melhorando. Sério mesmo. Não tenho vergonha nenhuma de dizer que eu chorei no final. E tem também a coisa linda chamada Liv Tyler.

Recomendo para quando você estiver em quase depressão. Experiência própria. E por causa desse filme, eu comecei ter headfones me acompanhando o tempo todo. Quem já me viu pessoalmente, sabe.

Indicador na categoria Melhor Ator em Drama (Adam Sandler) no Teen Choice Awards

[5,5] Mais Estranho Que A Ficção (Stranger Than Fiction, 2006)

Esse filme eu achei interessante, gostei da mensagem que ele passa. Achei as atuações ótimas, vi Will Ferrell comedido (ainda bem). Vale a pena assistir? Claro que vale. Tem a Maggie Gyllenhaal, Emma Thompson, Dustin Hoffman

Mas talvez eu precise assistir mais vezes para entrar nas TOP 5. Mas que me fez ficar pensativo, fez. E eu vi no cinema, sessão com apenas 10 pessoas e numa segunda-feira de noite. Ótimo horario para ficar pensativo.

Recebeu a indicação na categoria Melhor Ator Comédia/Musical (Will Ferrell) no Globo de Ouro.