Quem nunca foi ao menos uma vez vítima dessas pessoas desalmadas que almejam ser a pessoa mais comunicativa da face da terra?
Quem nunca se viu em uma situação da mais improvável onde se acaba trocando uma “idéia” com um desconhecido?
Saiba como identificar os caçadores de conversas e seus modus operandi afim de se desvencilhar de tal horda do mal.

Velhinha da fila de super mercado:

Esse ser costuma habitar nos mais diversos super mercados de seu bairro, às vezes não tem de comprar nada, mas vai assim mesmo por gostar da “mocidade” que freqüenta o estabelecimento.

Cena: Um domingo quente, crianças de colo chorando e/ou gritando como se não houvesse amanhã até os seus pequeninos pulmões explodirem; crianças um pouco mais crescidas “tocando o terror” correndo e gritando pra lá e pra cá; caixas com o semblante majestoso de quem, se pudesse, escarraria na sua cara; você suando que nem um porco em dia de churrasco, cansado, p#$* da vida porque amanhã é segunda, a fila tá enorme e o caixa e outro cliente discutindo por causa de um centavo: então de repente, não mais que de repente eis que surge dos portais do inferno: Ela! A velhinha do supermercado, com seus trajes característicos: Ou um vestido florido, que parece ter sido usado para fazer a cortina da sua casa, ou com uma camisa surrada (geralmente de candidatos) e um short debaixo dos peitos.

Velhinha: – Nossa, tá quente hoje… (reparem que já é de praxe essa tática dos caçadores, de sempre jogar um comentário ou pergunta no ar como isca e uma pobre alma sempre é pega…)
Eu: – E não é mesmo? Um inferno! (meio sem jeito, só para não deixar no vácuo)
V: – Esses supermercados de hoje em dia estão muito caros, na minha época….
E: (pensamento) – ai meu deus!!!!!! socorroooooooooo alguém me dê um tirooooooo
Daí ocorrem um incontável número de flashbacks que só irão parar um pouco antes da era mezozóica quando ela se casou com neanderthal.

Então quando pereber uma velhinha de supermercado rondando, anote as seguintes opções:

A) Fingir falar outra lígua( que não o italiano, por que sempre há uma colônia italiana nos estados e geralmente elas são italianas, sempre trajando um portentoso cavanhaque);

B) Fingir-se de surdo;

C) Dar uma rasteira nas pessoas que estão na sua frente e dar um tapa, no caixa e no cliente que estava reclamando, passar suas próprias compra no leitor, deixar o dinheiro sem se importar com o troco e sair correndo;

D) Testar a faca nova que você acabou de colocar no carrinho para ver se é afiada mesmo e cravá – la nas costas da velha;

E) Fingir ataque epilético;

( originalmente postado em meu antigo blog )

Ps. Recordar é viver!