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Batman – O Cavaleiro das Trevas – parte 1

21 julho, 2008 | 3 Comentários

18 de julho de 2008 ficará conhecido como o dia do Grande Fudeu. Diretores e produtores devem ter colocado suas mãos em suas cabeças e falaram, com todas as letras: “Agora fudeu de vez!” após terem assistido Batman – O Cavaleiro das Trevas (Batman – The Dark Knight, 2008).

2008 está tendo uma ótima seara de filmes de super-heróis.Não só foi ótima como marcou o cinema com três situações que todos os diretores e produtores deverão prestar atenção a partir de agora. Com Homem de Ferro foi possível perceber que sim, é possível fazer um filme de herói bom e sem parecer infantilóide (vide Homem-Aranha 3 e os dois filmes do Quarteto Fantástico). Incrível Hulk mostrou que sempre é possível reparar um erro.

E Cavaleiro das Trevas foi um tapa na cara, um atropelamento de jamanta. Christopher Nolan simplesmente mostrou como se deve fazer um filme de super-herói. Nolan introduziu um novo padrão no estilo. O novo filme do Batman é uma obra prima sem igual, impossível de ser comparada com qualquer outro filme e merecedor de vários prêmios.

Tudo começou antes, em 2005. Em Batman Begins, Nolan mostrou o respeito que o personagem merece, recontando a história de Batman com um pé mais realístico. Begins possui suas falhas, mas certeza construiu o alicerce necessário que precisava para o Cavaleiro das Trevas.

O novo filme se passa 2 anos após o primeiro. Vemos uma Gotham ainda dominada por mafiosos, mas com um medo de Batman. A cidade está em caos, mas um caos administrativo e não geral. É nesse cenário que aparece Harvey Dent – interpretado dignamente por Aaron Eckhart – um promotor de justiça que quer limpar a cidade das garras das máfias. Com um forte senso de justiça, é aclamado como o Cavaleiro Branco de Gotham.

E temos também a presença do “agente do caos”, também conhecido como Coringa. A atuação de Heath Ledger é sensacional, linda, primorosa, memorável. Não é um Coringa cheio de graça, como foi feito por Jack Nicholson, e sim um Coringa esquizofrênico, psicopata, alguem que dá medo.

Não podemos esquecer também das excelentes atuações de Morgan Freeman (Lucious Fox), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (Jim Gordon) e Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes). Ao contrário do que foi dito em jornais e outros blogs, esse filme não é o Filme do Coringa. É o filme de todos. Todos os atores estão em harmonia, nenhum tenta ser maior ou melhor que o outro. Esse é o outro grande mérito do filme. Claro que ficamos impressionados com a atuação de Ledger, afinal, ninguem imaginava que o ator de 10 coisas que eu odeio em você faria um Coringa que ficou eternizado. Mas dizer que é o Filme do Coringa é exagero.

Nolan conseguiu fazer um paralelo com a sociedade atual neste filme. A corrupção que existe em Gotham pode muito bem ser exemplificada em casos reais. Se você quiser, pode até fazer a comparação com a atual justiça brasileira. Por mais que sabemos que ela é corrupta, é possível ver que existem pessoas que procuram a justiça. Tal qual em Gotham.

Neste filme, foi possivel ver que a inspiração para o roteiro foram A Piada Mortal e O Longo Dia das Bruxas. As comparações entre essas duas histórias e o filme serão mostradas na parte 2 deste post.

Sobre o autor

Wagner Brito

Professor de Geografia, blogueiro, podcaster, tricolor paulista. Se orgulha de já ter conseguido beijar uma ruiva natural e de saber fazer um excelente café. Não lembra direito porque criou este blog e vive insatisfeito com o layout. Normal, não se espante. Twitter: @wag
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