Blablaismo

Blablabla de qualidade | Podcast musical

Archive for julho, 2008

Campainha

Posted by Wagner Brito On julho - 31 - 20089 COMMENTS

Existem muitos roubos em que a justificativa para tal ato é compreensível e perdoavel. Por exemplo: pessoas que roubam por causa da fome. Várias vezes vemos pessoas que foram presas só porque roubaram um litro de leite, ou um macarrão, de algum supermercado. Roubou em nome da fome.

Diferente, em todos os graus, desses roubos milionários que estampam jornais. É tanta roubalheira que eu me pergunto: “de onde vem tanto dinheiro?” Sabe aquele famoso ditado: de grão em grão a galinha enche o papo… esse ladrões roubam o saco inteiro de grãos!

roubaram a minha campainhaAgora, o que eu realmente não consigo encontrar explicação, lógica ou qualquer outra coisa que possa ser levada ao nível do racional é por que diabos roubaram a campainha da minha casa! Um simples interruptor. Não era um interfone com câmera ou algo parecido.E não faz sentido, pois não fico no prejuízo completo: a pessoa ainda tem a opção de bater palmas ou até mesmo bater no portão.

Enfim, se alguem puder me explicar o que leva uma pessoa a roubar uma campainha, eu fico agradecido.

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"A verdade nos liberta"

Posted by Wagner Brito On julho - 28 - 20086 COMMENTS

Não me recordo quem disse esta frase. O que interessa aqui é o perdão mais profundo que ela traz. Não estou dizendo das mentirinhas e pequenas omissões do cotidiano, mas sim daquele passado obscuro de um povo que merece saber de sua história.

Vi um filme que me fez refletir (e por isso escrevo) sobre a anistia. A “Sombra do Passado” se passa na África do Sul no ano de 2000 quando a Comissão de Verdade e Conciliação ouvia os pedidos de anistia daqueles que prenderam, torturaram e assassinaram muitos negros do país, grande parcela da sociedade sul-africana para quem a lei não era imparcial. A anistia só era concedida se o réu contava honestamente a verdade sobre o caso que estava sendo ouvido.

A verdade liberta porque ela permite que saibamos de nossa história e que o passado não permaneça trancado, por mais que cause dor. Por outro lado, deixa livre o torturador e assassino.

Diferente do nosso caso em relação à anistia concedida aos militares e policiais durante a Ditadura Militar, nossa história permanece com buracos ainda não revelados que precisam ser preenchidos. Os arquivos da Ditadura, aqueles que ainda não foram queimados, precisam ser devolvidos à história. Um povo que não sabe de seu passado, não tem história.

Sinto que não somos livres, porque não temos clareza do nosso passado. O Brasil não tem um povo esclarecido por muitas outras razões. E o fato de ter seu passado lacrado também é uma delas.

Recomendo que assistam o filme e que reflitam sobra a anistia no Brasil, pois se a verdade deve libertar, por enquanto, só é real aos que dominaram o povo por um longo tempo. A nós, os outros, resta saber que é hora de lutar pelo direito de saber.

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Educação é tudo

Posted by Michel Souza On julho - 27 - 200810 COMMENTS

Quando os mais velhos, exigirem seus lugares nos transportes públicos, ceda.

Quando aquele malandro lhe pedir para dar o assento, dê.

Mas um só creio que seja necessário…

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Batman – O Cavaleiro das Trevas – parte final

Posted by Wagner Brito On julho - 25 - 20086 COMMENTS

Eu já disse, e volto a repetir: não foi apenas a Piada Mortal a inspiração para o roteiro. Teve também O Longo Nessa história podemos ver o surgimento de uma amizade entre Batman e Dent.

Por quê? Porque Dent pode fazer sem máscara aquilo que o Batman não pode. Batman pode prender bandidos, mas Dent pode leva-los para a Justiça, serem julgados por seus crimes. Ao mesmo tempo, Batman pode cruzar linhas que Dent não pode. A mini-série deixa isso claro.

No meio disso, surge um assassino chamado Feriado. Ele ataca somente em feriados e somente pessoas ligadas a Máfia. Isso cria uma guerra em que não dá realmente para saber quem é o assassino. Pode ser qualquer pessoa mesmo.

Essa mini-série vemos um Batman realmente detetive, onde não sabe até que ponto ele pode confiar em alguem e a inserção de vários inimigos do Batman. Coringa, Mulher-gato (que não dá para saber se ela está atrapalhando ou ajudando), Espantalho, Charada, entre outros. E também vemos a mudança gradual de Harvey em Duas-Caras.

Onde O Longo Dia das Bruxas encontra o Cavaleiro das Trevas

No filme vemos realmente uma máfia muito incomodada com Harvey Dent. Vemos também o surgimento do Duas-Caras. Mas claro que existe muito mais de A Piada Mortal no filme.

No filme, podemos ver a relação entre Batman e Dent. Como Batman fica feliz de existir um Harvey Dent, e com isso a possibilidade de um dia Batman não precisar mais existir.

****** Se você está lendo até aqui, cuidado com o spoiler que vai ter agora! Pule o final e vá direto para os comentários ******

O filme não deixa totalmente claro que Harvey/Duas-Caras morreu. Deixa brechas para usar novamente o personagem em uma continuação. Pode ser que O Longo Dia das Bruxas seja usado numa continuação, já que a máfia ficou completamente desestabilizado, o que possibilita uma guerra pelo controle do submundo.

Eu espero que não seja usado. O final deixa claro que o Batman vai ser perseguido no próximo filme e só existe uma pessoa que pode fazer isso, em todo universo DC: SUPERMAN. E se isso acontecer, vai ser foda-pra-ca****o!

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Batman – O Cavaleiro das Trevas – Parte 2

Posted by Wagner Brito On julho - 23 - 20084 COMMENTS

Como foi dito na parte 1 deste post, o novo filme do Batman teve inspirações de duas das melhores histórias: A Piada Mortal e O Longo Dia Das Bruxas. Antes que algum fã xiita reclame, já quero deixar claro que inspirar não significa adaptar. Se você conhece A Piada Mortal, verá vários elementos dessa história no filme, mas não ela completamente.

A Piada Mortal (The Killing Joke).

Com roteiro do mestre Alan Moore e arte de Brian Bolland, A Piada Mortal é considerada uma das melhores histórias do homem-morcego, talvez perdendo para O Cavaleiro das Trevas – de Frank Miller. Quem conhece Alan Morre, sabe que terá um roteiro primoroso e inovador nos quadrinhos.

A história é basicamente o seguinte: Coringa sequestra e tortura psicologicamente o Comissário Gordon, com com fotos mostrando torturas com sua filha Barbara. A intenção real disso é mostrar ao Batman que qualquer pessoa pode enlouquecer após um dia ruim. Mesmo a pessoa com a mais boa das indoles.

Moore nos presenteou com uma história única, brutal, fria, mostrando um Coringa não como um palhaço louco, mas uma pessoa insana ao extremo. Uma insanidade que pode se alcançada após um dia ruim. Essa história mostra uma nova origem para o Coringa, com uma familia, uma tragédia, sua covardia, e como tudo isso serviu para que sua insanidade brotasse de forma aguda.

Também temos um Batman pensativo, filosofando sobre sua condição. Batman e Coringa, neste história, tiveram uma origem parecida. Ambos são insanos. O modo como cada um aflora a loucura é diferente. Podemos dizer, e isso ficou claro no novo filme também, que um completa o outro. Ambos são o lado de uma mesma moeda.

São três pilares que se misturam: Batman, Coringa e Gordon. Um totalmente insano, outro usa uma máscara para confrontar a realidade. E temos Gordon, que mesmo com a tortura que lhe foi infligida, manteve a sua razão. Nos mostra que a teoria do Coringa não é totalmente correta: não é necessário apenas um dia ruim, existem muitas variaveis para que uma pessoa se torne insana. No final, temos uma troca de papel: vemos um Coringa lúcido e um Batman louco. Isso é percebido atráves uma piadinha que o Coringa conta, relembrando seu tempo antes da insanidade total.

Onde a piada encontra o filme

Em várias partes do filme, podemos perceber a influencia d’A Piada Mortal. O alvo do Coringa é transferido para Harvey Dent e em alguns partes, para Gotham. Não temos aquele Coringa engraçado de Tim Burton, e sim o Coringa da Piada Mortal. O que torna tudo mais atraente para o telespectador, pois é possível perceber uma profundidade no personagem.

Parabéns para Nolan, que conseguiu fazer um roteiro primoroso e tirou dos atores atuações memoráveis

No próximo post, saiba qual a influência da mini-série O Longo Dia das Bruxas no filme do Batman.

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Batman – O Cavaleiro das Trevas – parte 1

Posted by Wagner Brito On julho - 21 - 20083 COMMENTS

18 de julho de 2008 ficará conhecido como o dia do Grande Fudeu. Diretores e produtores devem ter colocado suas mãos em suas cabeças e falaram, com todas as letras: “Agora fudeu de vez!” após terem assistido Batman – O Cavaleiro das Trevas (Batman – The Dark Knight, 2008).

2008 está tendo uma ótima seara de filmes de super-heróis.Não só foi ótima como marcou o cinema com três situações que todos os diretores e produtores deverão prestar atenção a partir de agora. Com Homem de Ferro foi possível perceber que sim, é possível fazer um filme de herói bom e sem parecer infantilóide (vide Homem-Aranha 3 e os dois filmes do Quarteto Fantástico). Incrível Hulk mostrou que sempre é possível reparar um erro.

E Cavaleiro das Trevas foi um tapa na cara, um atropelamento de jamanta. Christopher Nolan simplesmente mostrou como se deve fazer um filme de super-herói. Nolan introduziu um novo padrão no estilo. O novo filme do Batman é uma obra prima sem igual, impossível de ser comparada com qualquer outro filme e merecedor de vários prêmios.

Tudo começou antes, em 2005. Em Batman Begins, Nolan mostrou o respeito que o personagem merece, recontando a história de Batman com um pé mais realístico. Begins possui suas falhas, mas certeza construiu o alicerce necessário que precisava para o Cavaleiro das Trevas.

O novo filme se passa 2 anos após o primeiro. Vemos uma Gotham ainda dominada por mafiosos, mas com um medo de Batman. A cidade está em caos, mas um caos administrativo e não geral. É nesse cenário que aparece Harvey Dent – interpretado dignamente por Aaron Eckhart – um promotor de justiça que quer limpar a cidade das garras das máfias. Com um forte senso de justiça, é aclamado como o Cavaleiro Branco de Gotham.

E temos também a presença do “agente do caos”, também conhecido como Coringa. A atuação de Heath Ledger é sensacional, linda, primorosa, memorável. Não é um Coringa cheio de graça, como foi feito por Jack Nicholson, e sim um Coringa esquizofrênico, psicopata, alguem que dá medo.

Não podemos esquecer também das excelentes atuações de Morgan Freeman (Lucious Fox), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (Jim Gordon) e Maggie Gyllenhaal (Rachel Dawes). Ao contrário do que foi dito em jornais e outros blogs, esse filme não é o Filme do Coringa. É o filme de todos. Todos os atores estão em harmonia, nenhum tenta ser maior ou melhor que o outro. Esse é o outro grande mérito do filme. Claro que ficamos impressionados com a atuação de Ledger, afinal, ninguem imaginava que o ator de 10 coisas que eu odeio em você faria um Coringa que ficou eternizado. Mas dizer que é o Filme do Coringa é exagero.

Nolan conseguiu fazer um paralelo com a sociedade atual neste filme. A corrupção que existe em Gotham pode muito bem ser exemplificada em casos reais. Se você quiser, pode até fazer a comparação com a atual justiça brasileira. Por mais que sabemos que ela é corrupta, é possível ver que existem pessoas que procuram a justiça. Tal qual em Gotham.

Neste filme, foi possivel ver que a inspiração para o roteiro foram A Piada Mortal e O Longo Dia das Bruxas. As comparações entre essas duas histórias e o filme serão mostradas na parte 2 deste post.

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