Blablaismo

Blablabla de qualidade | Podcast musical

Archive for novembro, 2007

Recadinho da paróquia

Posted by Wagner Brito On novembro - 27 - 200711 COMMENTS
Um break rápido na história: apaguei minha conta de orkut.

Já estava toda zuada. Links que eu colocava e sumia, três pessoas já reclamaram que não estavam mais na minha lista de amigos (sendo que eu tenho a mais absoluta certeza que não retirei), não estava mais conseguindo mudar/retirar/colocar fotos, não podia mudar o perfil… enfim, tudo conspirava para que eu praticasse o tal orkuticídio.

Pois bem, eu fiz! E vai demorar um pouco para eu voltar. Então, se ainda quer me acompanhar, tem o twitter.

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Looooocô! Locô locô locô locô, eu sou da UNESP

Posted by Wagner Brito On novembro - 26 - 20073 COMMENTS
Quinta-feira – 15/11 – 1º dia

Obs.: clique aqui para saber o prólogo.

Quando você sabe que vai passar no mínimo três dias dormindo pouco, o mais sensato é descansar o máximo que puder na viagem de ida, certo? Errado! Você não consegue descansar, por mais que tente. Principalmente se, no seu ônibus, estiver alguns estudantes da Educação Física altamente bêbados. Bêbados em um ônibus sem banheiro, diga-se de passagem.

Então musiquinhas do tipo orme orme, se não durmo ninguem dorme e essa noite eu tive um sonho, farofa-fa… embalaram toda a viagem. Todas as 5 horas de viagem. Um detalhe que vale ressaltar: era para ser em 4 horas, mas todo momento o ônibus parava para o pessoal esvaziar a bexiga. E tudo isso embaixo de uma chuva torrencial!

Enfim chegamos em Franca, interior de SP. Mas aguardamos mais meia-hora dentro do ônibus, esperando a chuva ficar fraca e tirar as malas. E essa foi mais uma batalha. Não para tirar as malas, mas para arranjar um lugar para dormir. Todos os quartos lotados, nem um mísero espaço pequeno para um rapaz magro. Até que um amigo meu me avisa que tem lugar sobrando em um grande salão. Lá vou eu, com minha mala e colchonete. Vejo aquela horda de estudantes e penso: fudeu! Vou ser pisoteado aqui! Até que vejo algumas mesas encostadas na parede. Vou próximo, analiso o espaço e pronto! Consegui arrumar minhas tralhas embaixo da mesa. Nada como um canto para dormir onde ninguém vai encher o saco. O que não deu certo, mas vocês são saberão disso mais tarde.

Ok, já estabelecido, fui procurar alguma padaria próxima para tomar um café, pelo menos. Eu e dois amigos. Nada de achar padaria próxima, mas encontramos uma farmácia. Perguntamos para o rapaz do balcão onde teria uma padaria proxima e pasmem: tomamos alguns copinhos de café na farmácia! Na farmácia, cara! Isso é altamente surreal!

Mais despertos, fomos para o ônibus que iria nos levar para o ginásio que teria alguns jogos. Disseram que era longe, mas descobrimos que era apenas quatro quarteirões do nosso alojamento. E o ônibus fez uma senhora volta para chegar até lá. Desconfio que o motorista ganha por quilometragem percorrida. No ginásio, aproveito para comer um misto-quente e tomar uma cerveja (a cerveja foi mais barata do que o misto. Depois dessa, resolvi não pagar nenhuma cerveja).

Jogos no ginásio, fazendo coreografias básicas ao som das baterias de cada campus, curtindo os jogos, pedindo cerveja para o pessoal de Franca (esses danados podiam tomar cerveja de graça durante o dia… e a cerveja era Bohemia!). Hora do almoço, resolvemos voltar andando para o alojamento e no meio do caminho paramos em um restaurante barato para almoçar. Vocês conhecem PF? PF, para os desavisados, é a abreviação de Prato Feito. Mas nesse Interunesp, ele ganhou um novo significado: Pedreiro Faminto! Muita comida, e sem sal! Comemos mesmo assim, já que a fome era grande.

Depois do descanso do almoço, fomos para outro ginásio. Esse realmente longe. O nome do lugar é Pedrocão. Vou comentar melhor sobre ele na última parte dessa odisséia, senão vai ficar longo demais. Pulemos direto para a festa!

A primeira fez é conhecida como A Festa da Bata. Como assim? Explico: cada campus da Unesp tem a sua bata. A de Rio Claro, sabe-se-lá-por-que, é rosa. Nada contra rosa, se a bata tivesse um desenho bonito. Foi a bata mais feia de todo o interunesp! Até o pessoal de São Paulo fez algo mais bonito. Dificilmente conseguiria trocar com alguém. Quando cheguei no local da festa, era um oceano de batas rosas, verdes, amarelas… várias cores. No palco principal teríamos Jammil. No palco secundário, João Lucas e Matheus (sertanejo) e Frei Caneca (samba-rock).

Atenção, agora você vai entrar na ZONA DE VAGAS LEMBRANÇAS!

Logo na entrada, dou dez passos e já estou em um dilema: o que beber primeiro? Bohemia, Original ou Vodka? Tudo open-bar… decido pela Original. E vai cerveja e vodka com refrigerante a noite toda.

Não sei como foi o show de sertanejo (ou sertanojo, como preferir), mas a banda de samba-rock foi muito divertida. Com direito a grito do hino oficial do Interunesp (veja o título desse post). Tinha poucas batas rosas no show. E bastante laranja (Botucatu), amarelo (Bauru) e azul (Rio Preto). O povo de Rio Claro estava é no show do Jammil. Não gosto de axé. E muito menos de Jammil. Mas bêbado é foda é fui lá curtir o show. Bem, lembro que curti, pois tenho flashs de memória.

Me disseram que eu mandei alguém para a p**a que p***u, mas ninguém lembra o porque disso. Lá pelas 5 da matina fui embora, trançando as pernas. Eu e um amigo, tão ruim quanto eu. Esse meu amigo vomitou em cima de duas garotas, dentro do ônibus e eu tive que apartar um possível apedrejamento dele. Mas não vou dar mais detalhes agora.

O mais engraçado que aconteceu nesse ônibus foi um cara da Computação, altamente bêbado, falando: “pode ser baixinha, pode ser gordinha, pode ser feinha… eu encaçapo mesmo!”. A parte ruim foi o motorista errar o caminho e demorar demais para chegar no alojamento.

Quando ele chegou, consegui alcançar meu local de descanso e tentei dormir…

continua

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Almoço em família

Posted by Wagner Brito On novembro - 24 - 20077 COMMENTS

Quando não se vê a família (avós, tios, primos, cachorro, papagaio, etc) por muito tempo sempre tem aquela coisa: será que ele cresceu mais? Será que aquela prima engordou? Será que ele cortou o cabelo que estava precisando? E assim vai, para pior às vezes…

Mas é sempre bom encontrar os parentes, porque as conversas são diferentes, não mais as provas e trabalhos de final de semestre (com excessão dos primos que prestam vestibular). E lá eu estava num bonito restaurante, um calor infernal e os convidados: meus pais, meus avós, 3 tias, 2 tios e 1 prima. Minha irmã infelizmente estava fazendo prova da unicamp então eu seria a porta-voz das próximas atividades dela (uma delícia isso).

Os “oi” e “como vai” não são suficientes. É hora das perguntas como: “puxa, você está tomando muita cerveja?”, “quando você vai apresentar seu namorado para ele tomar um trote pela família?” e as campanhas como “bivó 2008″ (e o pior é que ele tem 1 filha de 15 anos namorando). Enquanto comemos e bebemos, vêm as conversas e as tensões de assuntos políticos, religiosos, educação para lá, corrpção para lá, o futuro sempre nos assuntos…

Mas no final, mesmo com as perguntas constrangedoras, sempre é gostoso almoçar em família, rever os parentes e ter um bom almoço típico de domingo.

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Looooocô! Locô locô locô locô, eu sou da UNESP

Posted by Wagner Brito On novembro - 21 - 20075 COMMENTS
Prólogo

Ok, são 23:55h de quarta-feira e nada do ônibus até agora. São 416 universitários concentrados em uma praça, esperando os ônibus que irá nos levar para o maior e melhor jogos universitários do Brasil-il-il! Muitos estão bebendo, outros conversando: todos animados. Me incluo nessa também. Faltam 5 minutos para a meia-noite e o combinado era sair daqui meia-noite. Mas sem crise, um pequeno atraso pode acontecer.

***

Ae pessoal, já são 00:05h de quinta e nada do busão. Nem uma leve figura no horizonte. É um pequeno atraso e coloca mais cerveja no meu caneco. Alias, esse caneco rosa é horrível! A comissão deveria ter feito daquele plástico transparente, igual ao do ano passado, lembra? Alguém jogou cerveja, pois senti uns pingos…

***

00:40h e nada desse busão… opa, peraí, já chegando! Tá chegando! Tá cheg… só quatro?!?! Cadê os outros?! E espero que seja o 02! É o 02? É o 02? Não… é o 08, 05, 06 e 01. Caracas, começou a chover mesmo! Ainda bem que está uma chuvisco leve e estamos embaixo dessa árvore. Acabou as cervejas? Bem, vou aliviar a bexiga ali naquele canto e volto logo.

***

P**a que p***u, são 01:00h e só agora que o 02 chega?!? Uma hora de atraso… e a chuva começou a apertar… maravilha! Começamos bem! Vamos, vamos, vamos guardar as malas! Uhuuu! Peraí, motô, vou só descarregar novamente a bexiga, já que no ônibus não tem banheiro. Vou dormir na viagem, assim recarrego a bateria para esses três dias de farra! Acelera aí, motorista!

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Nova cara!

Posted by Wagner Brito On novembro - 20 - 20078 COMMENTS
E de novo, mudamos o layout do blog! É uma transformação constante ou sou eu que não consigo ficar quieto!

Ah, voltei ontem de viagem. Cansado. Mas de alma lavada. Muito bem lavada, diga-se de passagem.

Aguardem mais novidades!

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Trabalho

Posted by Wagner Brito On novembro - 16 - 20073 COMMENTS

Já que o Wagner falou em final de semestre, trabalhos mil resolvi escrever um texto sobre trabalho! E como não fui para o Interunesp porque não curto, resolvi ficar pensando em casa, pois os mil trabalhos estão batendo na porta….

Na verdade são considerações sobre um manifesto chamado Manifesto Contra o Trabalho do Grupo Krisis, apesar de ser uma colcha de retalhos de trechos de diversos autores de diferentes épocas, de bagunçar o conceito de trabalho (concreto e abstrato), há trechos interessantes e que faz você refletir.

  • Quem não consegue vender sua força de trabalho é excluído da sociedade. Vivemos assim num Estado de exclusão nítido;
  • A concorrência entre seres humanos no mercado de trabalho resulta para aqueles que não conseguem se adaptar uma penalidade pela lógica da rentabilidade;
  • O lixo social resulta em 3/4 da população mundial;
  • Trabalho se tornou um elemento totalitário: determina o pensar, o agir e que tudo está a serviço das leis de mercado;
  • O trabalho é um Deus;
  • Um ser humano sem trabalho não é um ser humano;
  • Atividade humana em si torna-se uma extensão da força de trabalho, não levando em consideração qualquer conteúdo e independente das necessidades e da vontade dos envolvidos;
  • Trabalho morto é o trabalho que se desenvolve a partir do dinheiro e não mais para a produção de um produto útil. O trabalho se torna, assim, abstrato de sua condição;
  • Oposição do trabalho-capital é apenas uma oposição de interesses diferenciados;
  • Não há vida além do trabalho;
  • O trabalho permeia a vida econômica, o social, o cotidiano e a existência individual
  • Tempo livre serve para trabalhar mercadorias garantindo a venda necessária seja ela material ou intelectual;
  • A emancipação social deve ser conquistada com a consciente desvalorização do trabalho.

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