Final do dia, já próximo da meia-noite. Independente do que você tenha feito, foi um dia que cansou. Você está aos trapos, esgotado, um fiapo de humano. A única coisa que deseja é deitar em sua cama e dormir. E se possível, sonhar.

Pois bem, você comeu alguma coisa – só para dar aquela força extra, tomou um banho relaxante, colocou seu pijama ou outra roupa leve para dormir. Ou dorme pelado. Não importa o que você esteja usando, o que vale é que você está pronto para adentrar aos reinos de Morfeus.

Mas eis que, quando você está entre o dormir e o acordado, um barulho pequeno e constante vem de longe. E parece que cresce a cada instante.

Sim, ele apareceu. O ser vivo mais mala do mundo: o mosquito. Se o leão é o rei, o tubarão é o terror e a hiena é o bobo-alegre, o mosquito foi eleito o mala da natureza. Daqueles que ao invés de cantar é-pique-é-pique-é-hora-é-hora canta é-pica-é-pica-é-rola-é-rola, em festas de aniversários.

E pronto, lá se vai o seu descanso. Pois esse barulho vai te perceber, você não vai mais conseguir ficar calmo. O zunido tem um frequencia impossível de ser ignorada. E para piorar, você não vai conseguir exterminar esse herege que atrapalhou seu sono. Mesmo numa tentativa mais desesperada, onde você pega seu travesseiro e sacode ele no ar, ele não vai morrer.

E nunca tente sacudir o travesseiro, enquanto pronuncia alguma maldição na língua-mãe (aquela que originou todas, algo parecido com nhhhgrrmnn splatfiiinhmmmm). O travesseiro pode escapar e quebrar ou estragar algo.

No dia seguinte, você toma uma decisão radical: compra um desses aparelhos que repelem mosquitos. Esses que a gente coloca na tomada e dorme sem medo de ser feliz. E você dorme feliz, mesmo que sua conta bancária tenha ficado um pouco mais vermelha do que já é.