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blá blá blá

Zero Mil, Zerocentos e Zerenta e Zero!

15 fevereiro, 2007 | 20 Comentários

A invenção do zero é tão importante quanto a invenção da roda. É irônico que os dois se parecem, na forma.

Se o zero estiver à direita, é bom. Esquerda, ruim. Dependendo da situação claro. Prefiro uma dívida que tenha um zero à esquerda do que um a direita.

Zero pode ser até nome de banda, ou personagem de desenho animado ou videogame.

E o Recruta Zero, por que será que, com mais de 50 anos no Exército, nunca foi promovido a pelo menos Major Zero? É o cúmulo da incompetência! O 007 obviamente não é o melhor, é apenas o sétimo de uma lista encabeçada pelo agente 001, depois o 002, e assim por diante, of course!

O jornal Zero Hora, por exemplo, é um exercício de ficção borgiana. Não existe a hora zero, existe a meia-noite, a hora 24, digamos. Depois dela, vem o primeiro minuto da hora 1 de um novo dia,catzo!

Seremos 190 milhões de zeros à esquerda? E se tirássemos três zeros daí? Seriamos 190 mil, um número mais realista, uma nação mais administrável. Teriamos onde morar, o que comer, seríamos mais felizes e civilizados. Em todo caso, tirando seis zeros de uma vez, seríamos apenas 190 pessoas que, com toda certeza, resolveriamos passar o carnaval no mesmo lugar.

Sobre o autor

Wagner Brito

Professor de Geografia, blogueiro, podcaster, tricolor paulista. Se orgulha de já ter conseguido beijar uma ruiva natural e de saber fazer um excelente café. Não lembra direito porque criou este blog e vive insatisfeito com o layout. Normal, não se espante. Twitter: @wag

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