Gula: Olá! Você deve ser o Wagner. Entre.
Eu: Oi. Prazer. Você é Ira, não é?
G: Não, eu sou Gula!
E: Gula?!? Ué… achei que Ira morava aqui…
G: Sim, sim. Ela mora aqui. Eu só estou visitando. Somo muito amigos.
E: Ah, legal e… peraí. Ira é mulher?
G: Você achava que era homem?
E: É.
G: Normal. Mas ela é mulher.

Nisso aparece Ira. Longos cabelos molhados, roupa confortável, bonita até.

Ira: Oi. Você deve ser o Wagner. Tudo bem? A gente vai almoçar agora. E modéstia a parte, sou uma excelente cozinheira.
G: É sim! Por isso que sempre venho aqui!
I: Interesseiro, he he he. Almoce com a gente, Wagner.
E: Obrigado!

E concordo com isso. Ira sabe cozinhar. Aproveitei para entrevistá-los durante o almoço.

E: Ira, está excelente esse almoço!
I: Obrigada. Faz parte da minha terapia…
E: Terapia??
G: É. Ela tem feito terapia. Ficar nervosa demais começou a maltratar a saúde dela.
I: É. Estou nessa onda de geração saúde. Faço malhação e ioga. Além de comer apenas produtos sem agrotóxicos.

Eu fiquei um tanto quanto confuso. Como assim, Ira fazendo terapia? Ira calma? Desculpe o trocadilho infame.

E: Me explica mais sobre isso, de terapia.
I: Simples. Quando as pessoas ficam nervosas demais, pensam de modo irracional. Muitos conflitos acontecem por causa da raiva. E isso refletia em mim. Comecei a ficar doente. Por isso agora eu faço terapia para relaxar. Quem sabe se eu der o exemplo, as pessoas ficam mais calmas, né.
G: Cara… nhoc! nhoc!… você devia ver como era antes… chomp! nhac!… era feio a situação. Por qualquer coisa, ela já ficava brava.
I: Eu ficava brava com o Gula. Olhe para ele, come muito e não engorda nada! He he he he.

Realmente, Gula é diferente do que eu pensava. Eu imaginava sendo um cara gordo. Mas não, ele é tão magro quanto eu!

G: He he, pois é! Nem eu sei porque sou magro. Como, como, como e nada de engordar!
E: É, você é magro. Parece eu! Aproveitando a deixa, me fale como é ser Gula atualmente.
I: Ué, por que você não fez essa pergunta para mim?
E: Sem querer você já respondeu, he he he.
I: Ahhhh.
G: Então, ser Gula atualmente é muito bom. Nunca o homem produziu tanta comida. Basta ver como tem programas de culinária nas programações das emissoras de televisão! Quantos produtos são feitos para facilitar sua alimentação! É uma prosperidade nunca vista pela humanidade.
E: Mas ainda assim existe pessoas passando fome…
G: Mas isso é devido a problemas políticos, problemas de distruibição. Nunca foi um problema de produção. O homem tem tecnologia para modificar solos para plantação, melhoramento genéticos e outras coisas.
E: Realmente, concordo com você.

Depois disso, conversamos sobre amenidades. Ficamos jogando conversa fora. Desculpe o trocadilho infame de novo.

E: Bem, pessoal, preciso ir embora agora. Obrigado pelo almoço, estava delicioso.
I: Que isso, venha quando quiser!
G: E agora, qual pecado você vai procurar?
E: Não sei ainda.
I: Te aconselho a deixar Arrogância por último. Aquele velho não é nada fácil.
E: Arrogância é um senhor de idade?
G: Sim.
I: E não se assuste com Inveja…
E: E por que eu meu assustaria?
G: Você vai ver. Aguarde…

Depois desse conselho estranho, fui me encontrar com Inveja.

continua…

PS.: Me perdoem pelo texto grande dessa vez!