Ahhh meus hormônios!!!!

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Definição de Endometriose: “proliferação da mucosa uterina fora do seu lugar habitual (pop)/ Classe gramatical: substantivo feminino/ Separação das sílabas: en-do-me-tri-o-se/ Plural: endometrioses”.

Pois é, resolvi escrever aqui sobre essa coisa aí.
Sempre tive uma cólica menstrual muito forte (desde sempre!). Chegava a vomitar, ficar literalmente verde de dor. Mas sempre ouvi: “você tá exagerando!”, “toma remédio que passa!”, “isso é frescura!”.

Há um ano (depois de quase 18 anos passando mal) finalmente detectaram que tenho endometriose. Geralmente ela acontece dentro do próprio útero, mas pode “sair de dentro e se alocar fora”, em qualquer cavidade interna do corpo. A minha se encontra em alguma camada da bexiga (sim, nesse 1 ano de diagnóstico e tratamento pesquisei muita coisa!). Passei por videolaparoscopia, acreditando que iria me ver livre das dores… Em vão.

Estou há 8 meses fazendo o tratamento com remédio. Isso significa tomar uma dose altíssima de só um tipo de hormônio (sem interrupção!).
Consequência: voltei a ser adolescente e ao mesmo tempo estou na menopausa. Estou engordando, com a pele oleosa, acnes, com alterações de humor muito bruscas e a noite um calor insuportável que acordo suada (fora o precinho não-camarada do remédio – R$200,00 por 28 capsulas!).

Coisas da vida moderna-urbana (é o que mais ouço de qualquer pessoa – de médicos a não-médicos)…e daí já começam: “antigamente a mulher tinha 10 filhos, um atrás do outro, e cuidava da vida da casa….seu corpo respondia a isso!” Sério mesmo? Sério que toda vez tenho que escutar esse papo?

TENHO!

Fora o: “Você está grávida? Quando vai ficar grávida? Por quê? Não gosta de criança? Ah, mas a vida sem filho é mais fácil mesmo!” além de muitas outras coisas…

AHHHH MEUS HORMÔNIOS!!! COMO ELES ME DÃO TRABALHO!!!

Antes de terminar uma última consideração: agradecer muito meu noivo (Wagner) pela paciência….porque tem dias que nem eu estou me aguentando!!!

Sobre a dificuldade de comprar presentes

Eu estou aí. Em algum lugar.

Eu estou aí. Em algum lugar.

Toda época comemorativa que você tem que presentear alguém é sempre o mesmo drama: não faço ideia do que comprar. É sempre uma tarefa complicada e que você acaba se decidindo em cima da hora.

Veja bem, não estou falando de um presente em que ambos vão utilizar. Estou me limitando a algo que somente a pessoa presenteada vai usar. Dar uma máquina de fazer pão para a sua mãe significa que você vai se beneficiar disso, então provavelmente você comprou pensando em ti e não na sua querida mãe, seu filho desnaturado! Ela te carregou por nov… bem, acho que já entenderam, certo? Sem contar com o fato de todos ficarem falando “ai mas isso não é presente!”

E quem falar que não tem problemas com isso, está mentindo. E mentindo muito! No exato momento que escrevo este texto, já mudei três vezes o que presentear a minha noiva. E tenho que pensar ainda em algumas pessoas.

Socorro!

 

Pensamentos sobre a vida adulta

Em janeiro vai fazer 1 ano que sai da casa de meus pais, para morar junto da minha noiva. Confesso que eu achava que começaria a vida adulta morando sozinho, mas está sendo mais legal e proveitoso dividir a casa com a mulher que eu amo. Porém, quero deixar aqui duas constatações momentâneas sobre a vida adulta:

1 – Caramba, como é caro comprar comida! Não vou soltar números aqui, mas boa parte do meu dinheiro vai embora comprando comida para a casa. Ok, eu já sabia disso quando morava com meus pais, mas não havia um peso tão grande nisso no meu bolso. Eu ajudava várias vezes, mas a fatia mais cara ficava por conta deles. Começo do mês é aquela alegria, mas final é ficar olhando qual produto está mais barato.

2 – Sofá também é caro, hein! Como pode ser tão caro assim? É madeira, pano e estofado! A mais-valia é absurda! O sofá mais “xexelento” que eu vi custava um pouco mais de novecentos reais.

Vai ter mais elucubrações sobre a vida adulta, mas por enquanto é somente isso mesmo.

 

Radiobla #113 – Amenidades II

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Ok, era para sair na sexta-feira passada… mas antes tarde do que nunca, certo? Sim, mais uma edição de amenidades da Radiobla! E nessa edição Wagner Brito, Michel Souza e um atrasado Arthur Franco conversam sobre recomendações literárias, juízes que acham deuses, brindes do McDonald’s e muito mais.

TRILHA SONORA DA EDIÇÃO
Of Montreal – Lousy With Sylvianbriar

EDITOR
Wagner Brito

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Spotify e a possibilidade de ter podcasts no acervo

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Fonte: Tecnoblog

Estava eu lendo meus feeds de noticias – sim, eu sou um leitor de feed – quando me deparei com a possibilidade do spotify adicionar podcasts em seu acervo.

Apesar de ser apenas um mero rumor e não ter qualquer comunicado da empresa sobre isso, não deixa de ser uma ponta de esperança para quem produz podcasts.

Além da possibilidade de aumentar a visibilidade, isso poderia deixar os podcasters mais animados para produzir conteúdo de qualidade. Também poderia ocorrer uma remuneração, tal qual é feito aos artistas.

A notícia do Tecnoblog traz algumas dúvidas pertinentes sobre essa possibilidade. Mas, apesar disso, não deixa de ser um bom rumor. Eu estou na torcida para que isso vire realidade.

Acabô-tebayo

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Caso você não tenha um irmão, primo, amigo ou conhecido que goste de mangá, anime ou cultura japonesa em geral e não saiba, Naruto acabou.

Após 15 anos de serialização, o autor Masashi Kishimoto, finalizou o mangá que era um dos pilares da tríade da Jump (Uma revista semanal que publica vários mangás, séries e one shots) que consite em: Bleach, One Piece e Naruto, naturalmente. Os quadrinhos contam a história de um capeta em forma capeta em forma de guri, que tem um demônio de nove caudas aprisionado em seu corpo pelo quarto chefe da vila da folha que quase destruiu esta mesma vila e por isso ele é hostilizado por todos seus moradores, menos pelo seu professor. Um enredo normal e corriqueiro. Pode parecer besteira um adulto de 33 anos que lê quadrinhos, e não é, mas para minha suposta defesa, argumento que acompanho o mangá desde que tinha 18. É tempo mais do que suficiente para criar laços afetivos com as personagens, com gente que você conheceu por conta do desenho e discutiu teorias das mais loucas e variadas pelos recônditos da internet. É muito tempo, até mais do que muitos dos fãs têm de vida.

Uma aspecto interessante sobre os mangás que os diferem em relação às HQ’s é que todo mangá tem começo, meio e fim. Mesmo que o mangá em questão seja o Hajime no Ippo, que é serializado desde 1989 e está a pleno vapor. Saber que essa história um dia se encerrará é o que faz da arte uma coisa preciosa. Não que os quadrinhos ocidentais sejam ruins, mas é uma outra forma de contar uma história. Enquanto temos várias histórias sobre o Batman há 75 anos, por exemplo, um quadrinho japonês tem uma vida mais curta, mas bem fechada. Talvez por isso que eu tenha adquirido um grande interesse e apreciação pelas graphic novels, pois são histórias fechadas (ou alternativas) sobre os personagens dos quais eu gosto, sem aquela necessidade de comprar 15 revistas diferentes para acompanhar uma saga, recurso esse que também me fez desgostar de quadrinhos quinzenais, além da falta de espaço e dinheiro.

Confesso que com o término da série eu fiquei ao mesmo tempo feliz e triste. Feliz por ver o desfecho e crescimento das personagens que aprendi a gostar (e a odiar). Triste pelo apego que tive com a série e saber que não terei mais aquela alegria de ler mais um capítulo da história do garoto que queria ser Hokage e tinha um vício de linguagem bem interessante. Mas um consolo para quem se sente órfão do mangá, é que o anime está em andamento e deve demorar um pouco para alcançar sua versão escrita, além do filme que está para sair.

A propósito, One Piece vai bem, obrigado.

Naruto__Luffy_and_Ichigo_by_ChuckNorrris

Lego Doctor Who

Roberto Medina, que no youtube atende pelo apelido de BlobVanDam, um animador 3D, recriou a cena da regeneração do Doctor do Matt Smith para o do Peter Capaldi. Ficou tão bom que a Lego deveria considerar muito um jogo de Doctor Who, como ela já fez com Star Wars, Senhor dos Anéis e tantos outros.

Neste link você pode conferir outros trabalho do Medina.

Radiobla #112 – Expectativas & Frustrações

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Parecia que seria tão legal… mas foi uma merda! Sim, nessa edição da Radiobla Wagner Brito, Michel Souza, Arthur Franco e Sarah Kelly  comentam sobre expectativas e frustrações com um monte de coisas, no mundo do cinema, livros, músicas, shows, games… e até mesmo com a nossa vida. Descubra qual livro do Dan Brown é ruim, quem se decepcionou com um filme sem mesmo assistir e a nossa mais frustração com o podcast.

E nessa edição temos um pedido especial: mandem recados para o Eduardo Sales, lá do Papo de Gordo, pedindo para ele convidar os outros membros da Radiobla para participar de uma edição do podcast dele! Abaixo tem as redes sociais dele! Vamos encher o saco dele até conseguir! =D

Twitter / Facebook / Twitter do Papo de Gordo

TRILHA SONORA DA EDIÇÃO
Sean Nelson – Make Good Choices

EDITOR
Wagner Brito

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O que vai sobrar dessas eleições?

Segunda-feira, dia 27 de outubro, poderia ser o começo do entendimento. Entender o que aconteceu durante essas eleições. Não posso afirmar categoricamente, mas acredito eu que desde o fim da ditadura não vivíamos um clima de ódio tão grande no processo eleitoral.

Vemos um reflexo distorcido do que aconteceu nas manifestações de 2013. As pessoas pediam mudanças, desde as bem fundamentadas e argumentadas quanto o vazio “contra tudo isso que está aí”. A sensação de insatisfação era geral, porém uma sensação sem direção, resultando em conflitos de vários grupos com ideologias diferentes.

Apesar das várias analises disso tudo que ocorreu, a maioria das conclusões eram parecidas: nas eleições é que a vontade de mudança poderá ser expressa. Votar nos candidatos que realmente querem promover mudanças significativas no Brasil. Porém não foi o que aconteceu. Parafraseando Fernando Haddad (prefeito da cidade de São Paulo): “O brasileiro cobra revolução, desde que não se mexa em nada”.

Os poucos candidatos que propuseram a mudança tiveram poucos votos, não conseguindo serem eleitos. A maioria votou nos mesmos, esperando que eles façam diferente. É quase uma definição de loucura, se pensarmos com calma. Calma que não existiu em momento algum. Vários e vários relatos de pessoas sendo agredidas, verbal ou fisicamente, devido a sua escolha politica. Milita-se por um partido da mesma forma que milita-se por algum time de qualquer esporte.

Por isso eu disse, logo no começo do texto, que há a necessidade de se entender de onde veio essa raiva toda. Essa intolerância, essa falta de respeito. O “debate de ideias” deu lugar a “agressão das ideias”. Para perceber isso, basta olhar o que é compartilhado no seu Facebook. Aposto, e ganho, que a mais da metade são compartilhamento de noticias falsas, de agressões verbais, acusações sem provas e por aí vai.

Lembro que a Marilena Chauí conclamou a pensadores acadêmicos estudarem o motivo da reeleição do PSDB no estado de São Paulo, visto os vários problemas existentes no estado, fruto da má gestão desse partido. Recomendo, Chauí, aumentar o escopo dessa pesquisa: precisamos entender a causa de tanto ódio, pois, acredito eu que daqui quatro anos poderá ser pior.

Podcast e eu – uma declaração de amor. #DiaDoPodcast

dia do podcast

Eu comecei a ouvir podcast no começo de 2007, pouco tempo depois da criação deste blog. Seis meses depois, pesquisando pela internet, comecei a produzir meu próprio podcast: a Radiobla.

O nome não é uma referência ao músico brasileiro. Na verdade o nome seria RadioBlablaismo, mas eu reduzi um pouco. E ficou o nome que vocês conhecem.

Desde então já ouvi vários, dos grandes aos pequenos. Apesar de começar ouvindo o Nerdcast (que provavelmente é o primeiro podcast de várias pessoas), os meus preferidos eram os musicais. E isso influenciou o fato da Radiobla ser um podcast musical. Os que eu ouvia não eram feito por especialistas, mas sim por pessoas que queriam apenas começar as musicas que estavam ouvindo, contar curiosidades e tocar as músicas. Se você ouvir todas as edições da Radiobla (antes da número 100), perceberá que ela tem esse espirito: quero apenas falar e tocar as músicas, sem pretensão de ser arrogante ou de mostrar sabedoria – algo que eu realmente não tenho.

Em 2010 comecei a pensar em como poderia trazer o podcast para a minha profissão. Eu já havia me graduado em 2009, então já estava dois anos longe do mundo acadêmico. Podemos dizer que foi essa mídia tão incrível que me despertou a vontade de voltar a estudar, de me especializar.

Consegui ser aprovado no mestrado, em 2012, para pesquisar justamente como o podcast pode ser usado na Educação. Como disse um excelente professor do curso: “você resolveu estudar o que te dá tesão”. De fato, ele está certo. Apesar de nesse período a produção do meu podcast caiu bastante – a ponto de eu pensar em acabar com ele – continuei ouvindo vários outros, mesmo diminuindo a quantidade que eu ouvia.

E o podcast continua me incentivando ainda mais, pois em breve pretendo fazer um doutorado ainda sobre esse mesmo tema. De certa forma, eu quero transmitir esse meu “tesão” pela mídia para outras pessoas, para que elas também se animem e incentivem outras a ouvir e produzirem.

Por isso eu gostaria muito de agradecer a todos que ouvem e produzem podcast. Gostaria de agradecer a todos que comentam em qualquer podcast. A todos que, de alguma forma, ajuda a cena brasileira a crescer mais e mais. Ainda somos pequenos, mas temos um potencial para tornar o podcast algo grandioso.

Apaixonadamente,
Wagner Brito

ps.: seria muito bom vocês comentarem nas edições da Radiobla. Através dos comentários eu consigo saber se vocês estão gostando ou não.